

O crescimento do market cap das stablecoins em 2025 marca um dos maiores avanços nas finanças digitais. O setor atingiu US$ 310 bilhões em valor de mercado, consolidando as moedas digitais lastreadas em reservas fiduciárias como infraestrutura financeira essencial, além de soluções experimentais. Essa expansão, que saltou de cerca de US$ 200 bilhões no início de 2025 para os atuais US$ 310 bilhões, reflete a entrada de capital institucional em infraestrutura de ativos digitais numa proporção inédita. O ritmo acelerado mostra que os casos de uso das stablecoins já vão muito além do trading de criptoativos, alcançando pagamentos tradicionais, financiamento comercial e liquidações corporativas.
A diferença central deste ciclo está na participação institucional. Bancos, redes de pagamento e grandes empresas passaram a enxergar as stablecoins não mais como apostas de curto prazo, mas como ferramentas práticas para modernizar a gestão de liquidez. As tendências do mercado de stablecoins em 2025 deixam claro esse ponto de virada, com emissões saltando de US$ 200 bilhões em janeiro para US$ 280 bilhões no terceiro trimestre, impulsionadas pela adoção institucional, expansão do universo cripto e maior integração ao e-commerce e mercados de capitais. A demanda por títulos do Tesouro dos EUA cresceu junto, já que emissores líderes, como Tether e Circle, lastreiam mais de 80% de suas reservas diretas e indiretas em Treasuries de curto prazo. No final do segundo trimestre de 2025, a exposição combinada de Tether e Circle em Treasuries somava US$ 177,6 bilhões, algo próximo de 0,6% dos US$ 29 trilhões em títulos dos EUA em circulação. Com isso, emissores de stablecoins já figuram entre os principais detentores internacionais de Treasuries, ao lado de países como Alemanha e Emirados Árabes Unidos. O marco reforça que o crescimento do market cap das stablecoins está diretamente ligado à modernização da infraestrutura financeira global, e não mais à especulação restrita ao mercado cripto.
| Stablecoin | Market Cap (out 2025) | Taxa de Crescimento | Estratégia de Lastro |
|---|---|---|---|
| USDT (Tether) | Líder principal | 32% de crescimento | Mais de 80% em Treasuries dos EUA |
| USDC (Circle) | US$ 74 bilhões | 72% de crescimento | Mais de 80% em Treasuries dos EUA |
| $U (United Stables) | Participante emergente | Lançamento recente | Lastro multiativo |
As maiores stablecoins por valor de mercado apontam para um cenário competitivo em transformação nas finanças digitais. Tether segue como líder, mas o USDC da Circle já desafia com ritmo acelerado, registrando alta de 72% contra os 32% da Tether. O avanço da Circle se deve à preferência institucional por transparência e rigor regulatório. O USDC opera sob licença Trust do NYDFS, sujeitando-se a auditorias rígidas que atraem players tradicionais preocupados com compliance. Isso resulta em vantagens concretas, sobretudo entre clientes corporativos que demandam infraestrutura robusta.
A chegada de novos concorrentes amplia as oportunidades do setor. A United Stables lançou o $U, stablecoin de nova geração focada em unificar liquidez para negociação, pagamentos, DeFi, liquidação institucional e sistemas autônomos com IA. Esse modelo multiuso ilustra como os casos de uso das stablecoins evoluíram para além da reserva de valor. Empresas exigem stablecoins que viabilizem liquidação instantânea, permitindo movimentação imediata de capital em blockchains. A integração de pagamentos em tempo real com USDC na plataforma da Circle reforça essa evolução, trazendo liquidação instantânea para operações de trade finance, antes dependentes de dias de trâmites bancários. O cenário competitivo mostra que a dominância não depende apenas de valor de mercado, mas de integração ao ecossistema, compliance e sofisticação tecnológica, tanto no setor cripto quanto no financeiro tradicional.
As stablecoins deixaram de ser meros instrumentos especulativos para se tornarem infraestrutura essencial, facilitando fluxo de capital institucional e eficiência operacional. As melhores stablecoins para DeFi em 2025 precisam oferecer liquidez profunda, baixa volatilidade e integração fluida entre diferentes blockchains. USDC e USDT cumprem esses requisitos, mas com estratégias distintas. O USDC se destaca por integrações com Mastercard e Visa: a Mastercard testa o USDC em liquidações de cartões e a Visa lançou sua Tokenized Asset Platform para bancos criarem e administrarem stablecoins. Essas iniciativas ampliam canais de distribuição, levando stablecoins a bilhões de usuários potenciais.
A revolução dos pagamentos internacionais ilustra de forma clara as tendências do mercado de stablecoins em 2025. O novo arcabouço regulatório do Japão para ativos digitais lastreados em moeda fiduciária mostra como diferentes países institucionalizam a infraestrutura de stablecoins. Sob o princípio de “mesma atividade, mesmo risco, mesma regulação”, bancos podem atuar em custódia, tokenização, integração de stablecoins e ferramentas de liquidação blockchain, mediante aprovação regulatória baseada em risco. Esse modelo impulsiona a adoção em trade finance, remessas e câmbio. O uso corporativo aumentou muito, com volumes de liquidação via stablecoins mostrando migração sistemática de capital institucional para infraestruturas digitais, eliminando ineficiências dos pagamentos tradicionais por bancos correspondentes.
O Comitê de Basileia definiu em 2025 sua estrutura prudencial, colocando stablecoins reguladas e com reservas integrais no Grupo 1b, com tratamento de capital similar ao de depósitos bancários, enquanto stablecoins do Grupo 2 recebem ponderação de risco de até 1250%. Essa clareza legitima as stablecoins como infraestrutura bancária, não apenas ativos especulativos. Bancos que integram stablecoins capturam novas receitas em custódia, liquidação e tesouraria, mas modelos do Federal Reserve sugerem que a adoção moderada pode reduzir o crédito bancário em US$ 190-408 bilhões, com depósitos migrando para plataformas digitais. O movimento reflete competição real com a intermediação financeira clássica e posiciona as stablecoins como base de pagamentos modernos e mercados de capitais digitais.
Os marcos regulatórios evoluíram de um cenário incerto para uma supervisão clara, permitindo a entrada institucional. O Departamento de Serviços Financeiros de Nova York foi pioneiro ao exigir licenças Trust do NYDFS, tornando obrigatórias reservas e auditorias rigorosas para emissores como Paxos (USDP e BUSD) e Circle. Essa clareza removeu o maior obstáculo institucional, permitindo que tesoureiros, gestores de ativos e processadoras de pagamentos adotem stablecoins com confiança. A arquitetura de regulação que suporta o funcionamento das stablecoins no mercado cripto agora se integra ao sistema financeiro tradicional, com bancos acessando stablecoins por canais regulados, e não mais apenas por exchanges não supervisionadas.
A resiliência passou a ser um pilar central do mercado de stablecoins em 2025. O lastro integral diferencia stablecoins sólidas de modelos algorítmicos ou subcolateralizados que fracassaram em crises anteriores. As reservas conjuntas de Tether e Circle em Treasuries, de US$ 177,6 bilhões, oferecem lastro auditável e transparente, garantindo resgate mesmo em cenários adversos. Essa segurança faz com que stablecoins institucionais superem alternativas especulativas, concentrando o market cap em emissores com reservas robustas. O crescimento do market cap em 2025 acompanha o aumento comprovado da qualidade e transparência das reservas, indicando que o mercado institucional privilegia segurança em vez de risco para buscar rendimento.
A adoção institucional mostra que os casos de uso das stablecoins hoje vão além da especulação e se tornam imprescindíveis para a operação financeira. Fintechs e startups de pagamentos blockchain que processam liquidações com stablecoins já capturam volumes relevantes de pagamentos antes dominados por SWIFT e Western Union. Essa competição acelerou a entrada das financeiras tradicionais, com plataformas como a Gate oferecendo infraestrutura para participantes institucionais e de varejo. O ambiente regulatório agora estável faz com que instituições vejam a integração de stablecoins como necessidade estratégica, não mais um teste, mudando de forma definitiva a movimentação de dinheiro global para 2025 e os próximos anos.





