
O bloco é uma unidade essencial da tecnologia blockchain, funcionando como um recipiente para armazenar dados de transações. Basicamente, trata-se de um arquivo digital que registra e mantém informações sobre as transações realizadas em uma rede blockchain. Esses blocos são organizados de maneira linear e cronológica, formando uma cadeia contínua e interligada — estrutura que originou o termo "blockchain".
Cada bloco em uma rede blockchain reúne informações completas sobre as transações, e todo novo bloco mantém uma ligação criptográfica com o bloco anterior por meio de técnicas avançadas de criptografia. Esse elo garante a integridade dos dados e estabelece um registro histórico que não pode ser alterado. A cadeia de blocos preserva todos os dados de transações gerados desde o início de uma rede blockchain específica, com registros que remontam ao bloco inicial — chamado de bloco zero ou bloco gênese. A quantidade total de blocos confirmados a partir do bloco gênese é conhecida como altura do bloco, servindo como indicador do avanço da blockchain.
Os blocos em blockchain são formados por diversos elementos estruturais que garantem organização e segurança dos dados. Nas principais redes, os blocos costumam conter: uma lista de transações recentes validadas pela rede, uma marca temporal que registra o momento exato da criação do bloco e, fundamentalmente, uma referência ao bloco anterior. Essa referência é um hash criptográfico — uma impressão digital única — gerada a partir dos dados do bloco anterior.
O design do bloco facilita tanto o armazenamento quanto a verificação das informações. Cada bloco agrupa um conjunto de transações, permitindo que a rede processe e registre alterações de forma ordenada. O hash do bloco anterior, presente em cada novo bloco, cria uma conexão explícita na cadeia, tornando a estrutura sequencial e dependente do histórico da rede.
A ligação criptográfica entre blocos é uma das principais características da blockchain, oferecendo segurança e resistência a alterações. Sempre que um novo bloco é criado, o hash do bloco anterior é incorporado à sua estrutura. Esse vínculo criptográfico une os blocos numa cadeia inquebrável. Qualquer tentativa de modificar dados de um bloco antigo altera seu hash, invalidando todos os blocos seguintes que dependem desse hash original.
Essa estrutura possibilita a criação de um banco de dados distribuído altamente seguro e resistente a ataques ou manipulações. O hash do bloco atua como um identificador exclusivo, semelhante a uma impressão digital digital, impossível de ser replicada. Cada hash é gerado por meio de um processo computacional complexo, o que impede a duplicação ou falsificação dos blocos. O mecanismo de ligação criptográfica transforma uma sequência de blocos em um sistema robusto, tornando os registros históricos cada vez mais seguros e imutáveis à medida que novos blocos são adicionados.
A criação e validação de blocos envolve o processo de mineração, essencial para o funcionamento das redes blockchain. O hash do bloco, além de servir como identificador, é a solução para um problema matemático complexo, que exige grande poder computacional para ser resolvido. Os mineradores — participantes com alta capacidade de processamento — competem para encontrar uma solução válida para o próximo bloco a ser inserido na cadeia. O minerador que encontra o hash válido tem o direito de validar aquele bloco e confirmar as transações nele contidas.
A mineração demanda recursos computacionais significativos, pois os problemas se tornam progressivamente mais complexos para manter a frequência de geração de blocos. Para incentivar a participação dos mineradores, cada bloco minerado com sucesso gera novos ativos digitais como recompensa. Em redes blockchain de destaque, como exemplo, os mineradores recebem tokens digitais recém-criados ao minerar um bloco. Esse sistema de recompensas equilibra os custos da mineração e estimula a segurança e a descentralização da rede.
Em redes blockchain distribuídas, podem ocorrer situações em que vários mineradores encontram soluções válidas para blocos quase ao mesmo tempo, gerando conflitos temporários na continuidade da cadeia. Quando dois ou mais mineradores descobrem hashes válidos simultaneamente, blocos diferentes podem ser transmitidos à rede quase que paralelamente. Esse cenário resulta em cadeias concorrentes — versões distintas da blockchain partindo de um mesmo ponto.
Para solucionar esse conflito e preservar o consenso, todos os participantes da rede, chamados de nós, utilizam um mecanismo padronizado de resolução. Os nós identificam e aceitam coletivamente a cadeia que se torna mais longa, determinada pela soma do trabalho computacional realizado ("prova de trabalho"). Essa cadeia mais longa é adotada como a versão oficial da rede. A cadeia alternativa é descartada pelos nós, e seus blocos passam a ser chamados de blocos órfãos ou obsoletos, sendo removidos do histórico da blockchain. Esse mecanismo de consenso garante que, mesmo diante de divergências temporárias, os nós cheguem a uma versão única e consolidada da blockchain.
Os blocos são a base da tecnologia blockchain, atuando como recipientes protegidos de dados de transações, conectados por criptografia para formar um registro histórico inalterável. O que são, afinal, os blocos? São unidades estruturadas que organizam e protegem informações digitais por meio de sua composição, mecanismos criptográficos e dos processos de mineração e validação. Os blocos permitem que as redes blockchain mantenham bancos de dados seguros, transparentes e resistentes a fraudes. Embora sejam frequentemente associados a transações de ativos digitais, os blocos também podem ser usados para qualquer tipo de dado digital que necessite de armazenamento e validação seguros em blockchain. A arquitetura baseada em blocos torna o armazenamento distribuído cada vez mais seguro ao longo do tempo, garante consenso e mantém o registro histórico cada vez mais imutável a cada novo bloco.
No contexto da blockchain, "bloco" refere-se a um conjunto de transações agrupadas e adicionadas à cadeia. Na linguagem informal, pode ser usado como saudação, com sentido similar a "cara" ou "mano" entre amigos.
No universo blockchain, blocos são pacotes de dados que incluem registros de transações, marcas de tempo e hashes criptográficos. Cada bloco se conecta ao anterior, formando uma cadeia inalterável que assegura a rede e viabiliza o consenso descentralizado.
No contexto de quadras de cidades, 10 blocos geralmente equivalem a 0,5 milhas. Porém, o tamanho do bloco varia conforme a localidade. Em criptomoedas, "blocos" são unidades de dados na blockchain, não representam distância física.




