Notícias da BlockBeats, 6 de Abril, o CEO da JPMorgan Jamie Dimon, na sua mais recente carta aos accionistas, sublinhou que o maior risco global de momento provém de conflitos geopolíticos, em particular a situação no Médio Oriente, que pode desencadear oscilações nos preços da energia, uma reiteração da inflação e pressões no sentido de subida das taxas de juro.
Dimon afirmou que os EUA precisam de “se tornar mais fortes” a nível económico e militar, e revelou que a JPMorgan está a avançar com um plano de investimento em “segurança e resiliência” com um montante total superior a 1 bilião de dólares, para reforçar as bases económicas nacionais e a segurança das indústrias.
No que diz respeito aos riscos financeiros, ele destacou o crédito privado como um dos potenciais focos de preocupação, considerando que a sua transparência é insuficiente e que o sistema de avaliação não está suficientemente bem estruturado; caso o contexto macroeconómico se deteriore, isso pode provocar vendas em pânico por parte dos investidores. Ainda assim, ele afirmou ao mesmo tempo que este domínio “é mais difícil de desencadear risco sistémico”.
Além disso, Dimon criticou as novas regras de supervisão do capital dos bancos nos EUA por serem “cheias de lacunas”, sustentando que as exigências adicionais de capital para bancos de grande dimensão se destinam a uma “punição pelo sucesso”.
Em termos gerais, esta longa carta aos accionistas, com dezenas de páginas, ultrapassa claramente o âmbito tradicional da actividade bancária, concentrando-se mais em políticas macroeconómicas e em estratégias nacionais, e volta também a suscitar no exterior a atenção para eventuais movimentos de Dimon no meio político.