Entrando na primeira semana de negociação de 2026, o preço do BTC em relação ao dólar iniciou o novo ano. Dados recentes mostram que a cotação atual do Bitcoin é de 91.220 dólares, com um aumento de 1,35% nas últimas 24 horas, atingindo um pico recente de 91.810 dólares. No entanto, por trás dessa alta, está uma retratação rápida do mercado quanto ao entusiasmo de romper a barreira de 90.000 dólares — o último dia de negociação viu várias tentativas de alcançar esse valor inteiro, todas sem sucesso.
Guerra de resistência em alta: subida passiva sob escassez de liquidez
O baixo volume de negociações durante o período de festas de fim de ano tornou-se uma característica predominante do mercado atual. Em um contexto de volume de negociação severamente reduzido, o preço do BTC em relação ao dólar oscila entre 89.920 e 91.810 dólares, mas cada vez que se aproxima de um nível psicológico importante, mostra sinais de fraqueza. Essa tendência de “subir e recuar” reflete um envolvimento do mercado muito abaixo do esperado.
Análises institucionais indicam que um ponto de inflexão significativo na estrutura do mercado já ocorreu. Após a expiração recorde de opções na semana passada, o interesse aberto (Open Interest) encolheu quase 50%, sugerindo que muitos traders optaram por sair de suas posições após eventos de risco. A lógica de hedge dos market makers também mudou — de um estado de “Gamma long” que amplificava a alta, para um cenário de “Gamma short” na alta. Isso significa que, quando o preço sobe, os market makers precisam vender spot para equilibrar o risco, criando uma pressão invisível de resistência.
Continuação de acumulação por parte de instituições vs fluxo geral de fundos
Curiosamente, há uma clara divergência na direção dos fundos entre investidores institucionais e investidores de varejo. Uma empresa listada investiu 108,8 milhões de dólares na compra de 1.229 bitcoins na última semana de dezembro, com um custo médio de 88.568 dólares, demonstrando uma visão firme de valor de médio prazo por parte de grandes participantes. Mas, de uma perspectiva macro, os produtos de investimento em ativos digitais tiveram uma saída líquida total de 446 milhões de dólares na semana passada, sendo que os produtos de Bitcoin saíram 443 milhões de dólares, indicando que essa saída passiva superou o sinal de aumento de posições por parte das instituições.
Contrastando com a deterioração da liquidez do BTC em relação ao dólar, alguns tokens mostraram desempenho relativamente forte — produtos relacionados a XRP e Solana receberam entradas líquidas de fundos no mesmo período, indicando que os investidores estão fazendo alocações seletivas, ao invés de aumentos generalizados em criptoativos.
O FOMC torna-se uma variável-chave
A previsibilidade do movimento de curto prazo do mercado caiu ao ponto de congelamento, com muitos traders voltando sua atenção para a ata da reunião do Federal Reserve que será divulgada na terça-feira. As expectativas de corte de juros em 2026 estão sendo ajustadas rapidamente, enquanto a incerteza macroeconômica continua sendo o principal motor da volatilidade do BTC em relação ao dólar. O departamento de gestão de riqueza de um banco americano afirmou que, em um ambiente de baixo volume de negociações, o “mercado está passando por uma reversão técnica”, o que reforça a narrativa de escassez de liquidez no fim do ano.
Níveis técnicos de defesa essenciais
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin ainda está dentro de uma estrutura de cunha de expansão, com sinais de enfraquecimento do momentum de alta, mas a quebra de resistência ainda não é fácil. Os touros precisam primeiro superar a resistência de 91.400 dólares, e depois consolidar-se acima de 94.000 dólares para retomar o controle da tendência. Se conseguirem ultrapassar os 94.000 dólares, uma possível continuação de alta até a faixa de 101.000 a 108.000 dólares pode se abrir.
Por outro lado, 84.000 dólares representam uma linha de base de suporte — se esse nível for perdido, o BTC em relação ao dólar pode rapidamente buscar fundos na região de 72.000 a 68.000 dólares.
O cenário de alta ainda é válido, mas o consenso é duvidoso
Para 2026, as divergências entre os investidores quanto à trajetória de longo prazo do Bitcoin refletem a realidade do mercado. Entre os otimistas, há previsões de que o Bitcoin atingirá 500.000 dólares por volta de 2030, enquanto outros investidores apontam para uma meta mais agressiva de 1,3 milhão de dólares em dez anos. Essas expectativas baseiam-se na continuidade de compras por ETFs, aumento de holdings corporativos e na narrativa de que o Bitcoin se tornará a “ouro digital”.
Por outro lado, há opiniões pessimistas — analistas argumentam que, dentro de um quadro de alocação de recursos global com recursos limitados, o Bitcoin precisará competir por capital com setores como IA e metais preciosos. A alta de 60% no ouro e a duplicação da prata em 2025 já demonstraram a “volatilidade” do capital de risco, e a rotação de ativos costuma ser mais rápida do que o esperado.
Pontos de atenção futuros
No curto prazo, espera-se que a escassez de liquidez durante as festas continue, e a expiração de opções de grande volume perto de 100.000 dólares pode continuar a perturbar a precificação do mercado. A questão central é se o BTC em relação ao dólar conseguirá superar efetivamente os 91.400 dólares e desafiar os 94.000 dólares, como sinais de uma recuperação sustentada.
No macro, fatores como a trajetória de política do Fed, se a pressão de financiamento de fim de ano se estenderá aos ativos de risco e metais preciosos versus criptoativos, além da competição por fundos, terão impacto profundo na direção de curto e médio prazo. Especialistas alertam que as expectativas dos investidores podem mudar rapidamente — se a resiliência econômica se mantiver e a liquidez melhorar, a probabilidade de uma alta nos ativos de risco aumenta; caso contrário, há risco de retração mais profunda.
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BTC contra o dólar atingiu 91K, mas a expectativa de os touros ultrapassarem os 90.000 dólares não se concretizou
Entrando na primeira semana de negociação de 2026, o preço do BTC em relação ao dólar iniciou o novo ano. Dados recentes mostram que a cotação atual do Bitcoin é de 91.220 dólares, com um aumento de 1,35% nas últimas 24 horas, atingindo um pico recente de 91.810 dólares. No entanto, por trás dessa alta, está uma retratação rápida do mercado quanto ao entusiasmo de romper a barreira de 90.000 dólares — o último dia de negociação viu várias tentativas de alcançar esse valor inteiro, todas sem sucesso.
Guerra de resistência em alta: subida passiva sob escassez de liquidez
O baixo volume de negociações durante o período de festas de fim de ano tornou-se uma característica predominante do mercado atual. Em um contexto de volume de negociação severamente reduzido, o preço do BTC em relação ao dólar oscila entre 89.920 e 91.810 dólares, mas cada vez que se aproxima de um nível psicológico importante, mostra sinais de fraqueza. Essa tendência de “subir e recuar” reflete um envolvimento do mercado muito abaixo do esperado.
Análises institucionais indicam que um ponto de inflexão significativo na estrutura do mercado já ocorreu. Após a expiração recorde de opções na semana passada, o interesse aberto (Open Interest) encolheu quase 50%, sugerindo que muitos traders optaram por sair de suas posições após eventos de risco. A lógica de hedge dos market makers também mudou — de um estado de “Gamma long” que amplificava a alta, para um cenário de “Gamma short” na alta. Isso significa que, quando o preço sobe, os market makers precisam vender spot para equilibrar o risco, criando uma pressão invisível de resistência.
Continuação de acumulação por parte de instituições vs fluxo geral de fundos
Curiosamente, há uma clara divergência na direção dos fundos entre investidores institucionais e investidores de varejo. Uma empresa listada investiu 108,8 milhões de dólares na compra de 1.229 bitcoins na última semana de dezembro, com um custo médio de 88.568 dólares, demonstrando uma visão firme de valor de médio prazo por parte de grandes participantes. Mas, de uma perspectiva macro, os produtos de investimento em ativos digitais tiveram uma saída líquida total de 446 milhões de dólares na semana passada, sendo que os produtos de Bitcoin saíram 443 milhões de dólares, indicando que essa saída passiva superou o sinal de aumento de posições por parte das instituições.
Contrastando com a deterioração da liquidez do BTC em relação ao dólar, alguns tokens mostraram desempenho relativamente forte — produtos relacionados a XRP e Solana receberam entradas líquidas de fundos no mesmo período, indicando que os investidores estão fazendo alocações seletivas, ao invés de aumentos generalizados em criptoativos.
O FOMC torna-se uma variável-chave
A previsibilidade do movimento de curto prazo do mercado caiu ao ponto de congelamento, com muitos traders voltando sua atenção para a ata da reunião do Federal Reserve que será divulgada na terça-feira. As expectativas de corte de juros em 2026 estão sendo ajustadas rapidamente, enquanto a incerteza macroeconômica continua sendo o principal motor da volatilidade do BTC em relação ao dólar. O departamento de gestão de riqueza de um banco americano afirmou que, em um ambiente de baixo volume de negociações, o “mercado está passando por uma reversão técnica”, o que reforça a narrativa de escassez de liquidez no fim do ano.
Níveis técnicos de defesa essenciais
Do ponto de vista técnico, o Bitcoin ainda está dentro de uma estrutura de cunha de expansão, com sinais de enfraquecimento do momentum de alta, mas a quebra de resistência ainda não é fácil. Os touros precisam primeiro superar a resistência de 91.400 dólares, e depois consolidar-se acima de 94.000 dólares para retomar o controle da tendência. Se conseguirem ultrapassar os 94.000 dólares, uma possível continuação de alta até a faixa de 101.000 a 108.000 dólares pode se abrir.
Por outro lado, 84.000 dólares representam uma linha de base de suporte — se esse nível for perdido, o BTC em relação ao dólar pode rapidamente buscar fundos na região de 72.000 a 68.000 dólares.
O cenário de alta ainda é válido, mas o consenso é duvidoso
Para 2026, as divergências entre os investidores quanto à trajetória de longo prazo do Bitcoin refletem a realidade do mercado. Entre os otimistas, há previsões de que o Bitcoin atingirá 500.000 dólares por volta de 2030, enquanto outros investidores apontam para uma meta mais agressiva de 1,3 milhão de dólares em dez anos. Essas expectativas baseiam-se na continuidade de compras por ETFs, aumento de holdings corporativos e na narrativa de que o Bitcoin se tornará a “ouro digital”.
Por outro lado, há opiniões pessimistas — analistas argumentam que, dentro de um quadro de alocação de recursos global com recursos limitados, o Bitcoin precisará competir por capital com setores como IA e metais preciosos. A alta de 60% no ouro e a duplicação da prata em 2025 já demonstraram a “volatilidade” do capital de risco, e a rotação de ativos costuma ser mais rápida do que o esperado.
Pontos de atenção futuros
No curto prazo, espera-se que a escassez de liquidez durante as festas continue, e a expiração de opções de grande volume perto de 100.000 dólares pode continuar a perturbar a precificação do mercado. A questão central é se o BTC em relação ao dólar conseguirá superar efetivamente os 91.400 dólares e desafiar os 94.000 dólares, como sinais de uma recuperação sustentada.
No macro, fatores como a trajetória de política do Fed, se a pressão de financiamento de fim de ano se estenderá aos ativos de risco e metais preciosos versus criptoativos, além da competição por fundos, terão impacto profundo na direção de curto e médio prazo. Especialistas alertam que as expectativas dos investidores podem mudar rapidamente — se a resiliência econômica se mantiver e a liquidez melhorar, a probabilidade de uma alta nos ativos de risco aumenta; caso contrário, há risco de retração mais profunda.