Por que é que as ações do setor de defesa valem agora a atenção?
2024 traz um cenário global instável, desde o conflito na Ucrânia até ao aumento da tensão no Médio Oriente. As guerras modernas já não dependem apenas de força humana. Drones, mísseis de precisão, guerra de informação — estes sistemas de alta tecnologia tornaram-se o foco da competição militar entre países. Acompanhando isto, os orçamentos militares anuais continuam a subir.
Por trás disto há uma lógica simples: se a tecnologia pode substituir a força humana, os países estão dispostos a investir dinheiro na era da diminuição da natalidade. Como resultado, muitas empresas que produzem equipamento militar estão a entrar numa fase de lucros elevados.
Então, quais ações do setor de defesa valem a pena comprar? Como avaliar se uma empresa realmente se beneficia? Este artigo, partindo das características do setor, explica a lógica de investimento em ações de defesa.
O que são ações do setor de defesa? Quem está neste negócio?
As ações do setor de defesa têm uma definição bastante ampla — qualquer empresa cotada que forneça produtos ou serviços ao exército entra nesta categoria. Desde coisas pequenas, como uniformes e garrafas de água, até sistemas complexos como caças e mísseis, contanto que o cliente seja o Ministério da Defesa ou departamentos governamentais de compras, tecnicamente entram na área de defesa.
Mas há uma distinção importante: defesa pura vs defesa semi-militar e civil.
Empresas de defesa pura obtêm mais de 80% das suas receitas de contratos militares governamentais, como Lockheed Martin e Raytheon, que são fornecedores de armas de topo. Já Boeing e General Dynamics são empresas híbridas — produzem tanto aviões militares quanto civis, tendo ambas as áreas como fontes de receita.
Por que essa distinção é importante? Porque investir em ações de defesa é investir na “demanda do governo”. Se uma empresa tem uma grande fatia de negócios civis, uma recessão económica ou mudanças na indústria podem prejudicar o valor das ações, mesmo com muitos contratos militares.
Olhando para a guerra na Ucrânia, novas direções na indústria de defesa
Após o início do conflito na Ucrânia em 2022, ficou claro para o mundo: Drones, mísseis de precisão e guerra de informação são mais eficazes do que táticas de guerra de multidões.
Isto mudou as listas de compras dos países. Antes, priorizava-se o exército terrestre; agora, a força aérea e a marinha. Antes, comprava-se rifles; agora, sistemas de reconhecimento e drones. Isso resultou numa explosão na procura por componentes de drones e na aceleração da modernização dos sistemas de mísseis.
Ao mesmo tempo, a geopolítica internacional voltou a focar na competição regional, em vez da cooperação global. Apesar de o protecionismo comercial do período Trump ter passado, a importância que os países dão à sua capacidade de defesa autônoma não diminuiu. O resultado? Os orçamentos militares continuam a crescer — uma tendência de longo prazo.
Três indicadores-chave para escolher ações do setor de defesa
1. Ver a proporção de receitas provenientes do setor militar
Qual a percentagem do faturamento de uma empresa que vem de negócios militares? Este é o primeiro critério de avaliação.
Empresas com alta pureza (mais de 80% de receitas de defesa):
Lockheed Martin, Raytheon, Northrop Grumman — quase totalmente sustentadas por contratos militares
Vantagens: pedidos governamentais estáveis, não dependem de ciclos económicos
Riscos: paz e estabilidade podem reduzir os orçamentos militares
Riscos: declínio no setor civil pode afetar o desempenho geral
2. Ver a barreira tecnológica
A indústria de defesa possui barreiras tecnológicas altíssimas. As tecnologias mais avançadas geralmente aparecem primeiro na área militar, só anos depois chegam ao mercado civil. Além disso, por questões de segurança nacional, é quase impossível entrar neste setor — a confiança do governo leva décadas a ser construída, e os contratos costumam ser exclusivos.
Isto significa que, uma vez liderando, é difícil ser substituído. Como a Northrop Grumman fabrica aviões invisíveis, só empresas americanas podem fazer — uma barreira de proteção absoluta.
3. Ver o potencial de mercado na área civil
Para empresas híbridas, as mudanças no setor civil podem ter impacto maior no preço das ações do que os contratos militares. A Boeing é um exemplo clássico — o acidente do B737 MAX e a entrada de concorrentes prejudicaram gravemente o setor civil, levando a uma queda abrupta no valor das ações, mesmo com negócios militares sólidos.
Seis ações do setor de defesa em detalhe
Lockheed Martin (LMT): defensor militar puro
Maior fabricante de armas do mundo, responsável pelo F-35, helicópteros Black Hawk e Apache. A guerra na Ucrânia aumentou significativamente os pedidos relacionados, beneficiando a empresa.
Desempenho das ações: crescimento estável a longo prazo, com quedas relacionadas a ajustes do mercado geral.
Classificação de investimento: ★★★★★
Forte caráter de defesa pura, contratos governamentais estáveis
Fluxo de caixa abundante, dividendos constantes, ideal para manter a longo prazo
Posição de líder de setor inabalável
Raytheon Technologies (RTX): segundo maior fornecedor militar, com riscos
Segunda maior fornecedora de armas do Departamento de Defesa dos EUA, produz mísseis (como o Sidewinder, Patriot, Tomahawk) e sistemas de defesa. Mas, em 2023, o desempenho das ações foi fraco.
Problema: a sua divisão de motores aeronáuticos (PW1100G-JM) apresentou defeitos em componentes de metal em pó, levando à necessidade de inspeções em larga escala na Airbus A320neo — cerca de 350 aviões por ano, com cada reparo levando 300 dias. Isso gerou processos judiciais e risco de perda de clientes.
Classificação de investimento: ★★★☆
Pedidos militares estáveis, mas problemas na aviação civil
É preciso aguardar a resolução dos processos e melhorias na produção
Se os custos forem controlados, há potencial de recuperação
Melhor manter a observação, não comprar na alta
Northrop Grumman (NOC): monopolista em tecnologia de invisibilidade
Quarta maior fabricante de defesa do mundo, maior fabricante de radares. Líder em tecnologia, especialmente em aviões invisíveis — só empresas americanas podem fabricar.
Vantagens claras:
Dividendos crescem há 18 anos consecutivos, retorno de caixa estável
Foca em “disuasão estratégica” (espaço, mísseis, comunicações), alinhado com as necessidades futuras
Com a corrida nuclear entre EUA, China e Rússia, seus projetos GBSD e B-21 são essenciais para a modernização militar americana
Classificação de investimento: ★★★★★
Forte monopólio tecnológico, negócios ligados à defesa nacional
Baixa volatilidade, ideal para investidores conservadores
Se a competição entre EUA, China e Rússia continuar, será beneficiada
Para longo prazo, é uma das melhores opções
General Dynamics (GD): equilíbrio perfeito entre civil e militar
Uma das cinco maiores empresas de defesa dos EUA, fornece para forças terrestres, marítimas e aéreas, além de fabricar jatos privados de alto padrão. Cerca de 25% das receitas vêm do setor civil, 75% do militar (marinha 23%, defesa 22%, armas 18%, serviços 12%).
Estabilidade extrema:
Crises como 2008 e 2020 não afetaram seus resultados
Dividendos crescem há 32 anos, uma das 30 empresas nos EUA com esse recorde
Clientes civis são os mais ricos do mundo, resistente à recessão
Classificação de investimento: ★★★★
Crescimento limitado, mas com barreiras de entrada fortes
Receitas estáveis, bom controle de custos
Recompensa os acionistas com recompra de ações periódica
Ideal para investidores que buscam dividendos constantes
Boeing (BA): dificuldades civis escondem oportunidades militares
Uma das duas maiores fabricantes de aviões civis do mundo, também uma das cinco maiores empresas de defesa dos EUA. Produz o B-52, helicópteros Apache, entre outros.
Dificuldades no setor civil:
Problemas próprios: o B737 MAX teve acidentes em 2018-2019, levando à sua suspensão global. A pandemia agravou a crise, reduzindo receitas drasticamente.
Novos concorrentes: a aviação comercial chinesa cresce, apoiada por políticas de competição com os EUA, ameaçando o mercado global.
Classificação de investimento: ★★★☆
Pedidos militares crescem de forma estável, mas o setor civil é incerto
Melhor comprar na baixa, não na alta
Acompanhar a recuperação da aviação e riscos de substituição tecnológica
Fabricante de equipamentos pesados, com cerca de 30% de receita de defesa, principalmente por motores de navios. Seus negócios principais são construção, mineração e energia.
Impulsionado por:
Investimentos em infraestrutura na China
Necessidade de reconstrução após guerras ou desastres
Classificação de investimento: ★★★
Mais uma ação industrial, com pouca presença de defesa
O futuro depende de investimentos globais em infraestrutura e demanda por matérias-primas
Não é uma ação puramente de defesa
Por que as ações de defesa têm perspectiva de longo prazo?
1. O horizonte é longo
Desde o início da civilização, conflitos nunca cessaram. A demanda militar é eterna, este setor é destinado a durar.
2. As barreiras são profundas
As tecnologias mais avançadas aparecem primeiro na defesa, só anos depois na civil. Além disso, o acesso é extremamente difícil — confiança leva décadas a construir, contratos são exclusivos, e os líderes de setor são difíceis de substituir.
3. A “neve” está molhada
O mundo volta a focar na política regional, com tensões geopolíticas constantes. Os orçamentos militares aumentam anualmente, e isso é uma tendência de longo prazo. Enquanto não houver uma redução massiva de forças armadas, o crescimento continuará.
Cuidados ao investir em ações de defesa
Nunca trate todas as ações do setor de defesa como iguais.
O primeiro passo é verificar a proporção de receitas militares. Empresas com baixa participação podem ver suas receitas civis diminuir, anulando os lucros militares e levando à queda do valor das ações. Raytheon e Boeing são exemplos de lições aprendidas.
Depois, avalie o potencial do setor civil. Mesmo com aumento de contratos militares, se a parte civil for substituída por tecnologia ou sofrer pressão de mercado, o desempenho geral pode ser prejudicado.
Por fim, analise a profundidade da barreira tecnológica. Empresas com tecnologia exclusiva, contratos de longo prazo e difícil substituição são as que valem a pena manter a longo prazo.
Resumo
As ações do setor de defesa têm demanda estável e crescimento, mas nem todas valem a pena.
Ao escolher, considere:
Qual a proporção de receitas militares?
Como está o potencial do setor civil?
Quão profunda é a barreira tecnológica?
A empresa devolve valor aos acionistas regularmente?
Líderes puros do setor (Lockheed, Northrop) são indicados para manter a longo prazo, com riscos relativamente controlados. Empresas híbridas (General Dynamics) oferecem estabilidade, mas crescimento limitado. Empresas problemáticas (Raytheon, Boeing) aguardam por melhorias e não devem ser compradas na alta.
Antes de investir, é fundamental entender exatamente o que se está comprando — contratos governamentais estáveis ou negócios civis com riscos — as diferenças são grandes.
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Guia de Investimento em Ações de Defesa: Olhando para os Lucros Futuros através da Geopolítica
Por que é que as ações do setor de defesa valem agora a atenção?
2024 traz um cenário global instável, desde o conflito na Ucrânia até ao aumento da tensão no Médio Oriente. As guerras modernas já não dependem apenas de força humana. Drones, mísseis de precisão, guerra de informação — estes sistemas de alta tecnologia tornaram-se o foco da competição militar entre países. Acompanhando isto, os orçamentos militares anuais continuam a subir.
Por trás disto há uma lógica simples: se a tecnologia pode substituir a força humana, os países estão dispostos a investir dinheiro na era da diminuição da natalidade. Como resultado, muitas empresas que produzem equipamento militar estão a entrar numa fase de lucros elevados.
Então, quais ações do setor de defesa valem a pena comprar? Como avaliar se uma empresa realmente se beneficia? Este artigo, partindo das características do setor, explica a lógica de investimento em ações de defesa.
O que são ações do setor de defesa? Quem está neste negócio?
As ações do setor de defesa têm uma definição bastante ampla — qualquer empresa cotada que forneça produtos ou serviços ao exército entra nesta categoria. Desde coisas pequenas, como uniformes e garrafas de água, até sistemas complexos como caças e mísseis, contanto que o cliente seja o Ministério da Defesa ou departamentos governamentais de compras, tecnicamente entram na área de defesa.
Mas há uma distinção importante: defesa pura vs defesa semi-militar e civil.
Empresas de defesa pura obtêm mais de 80% das suas receitas de contratos militares governamentais, como Lockheed Martin e Raytheon, que são fornecedores de armas de topo. Já Boeing e General Dynamics são empresas híbridas — produzem tanto aviões militares quanto civis, tendo ambas as áreas como fontes de receita.
Por que essa distinção é importante? Porque investir em ações de defesa é investir na “demanda do governo”. Se uma empresa tem uma grande fatia de negócios civis, uma recessão económica ou mudanças na indústria podem prejudicar o valor das ações, mesmo com muitos contratos militares.
Olhando para a guerra na Ucrânia, novas direções na indústria de defesa
Após o início do conflito na Ucrânia em 2022, ficou claro para o mundo: Drones, mísseis de precisão e guerra de informação são mais eficazes do que táticas de guerra de multidões.
Isto mudou as listas de compras dos países. Antes, priorizava-se o exército terrestre; agora, a força aérea e a marinha. Antes, comprava-se rifles; agora, sistemas de reconhecimento e drones. Isso resultou numa explosão na procura por componentes de drones e na aceleração da modernização dos sistemas de mísseis.
Ao mesmo tempo, a geopolítica internacional voltou a focar na competição regional, em vez da cooperação global. Apesar de o protecionismo comercial do período Trump ter passado, a importância que os países dão à sua capacidade de defesa autônoma não diminuiu. O resultado? Os orçamentos militares continuam a crescer — uma tendência de longo prazo.
Três indicadores-chave para escolher ações do setor de defesa
1. Ver a proporção de receitas provenientes do setor militar
Qual a percentagem do faturamento de uma empresa que vem de negócios militares? Este é o primeiro critério de avaliação.
Empresas com alta pureza (mais de 80% de receitas de defesa):
Empresas híbridas (30-50% de receitas de defesa):
2. Ver a barreira tecnológica
A indústria de defesa possui barreiras tecnológicas altíssimas. As tecnologias mais avançadas geralmente aparecem primeiro na área militar, só anos depois chegam ao mercado civil. Além disso, por questões de segurança nacional, é quase impossível entrar neste setor — a confiança do governo leva décadas a ser construída, e os contratos costumam ser exclusivos.
Isto significa que, uma vez liderando, é difícil ser substituído. Como a Northrop Grumman fabrica aviões invisíveis, só empresas americanas podem fazer — uma barreira de proteção absoluta.
3. Ver o potencial de mercado na área civil
Para empresas híbridas, as mudanças no setor civil podem ter impacto maior no preço das ações do que os contratos militares. A Boeing é um exemplo clássico — o acidente do B737 MAX e a entrada de concorrentes prejudicaram gravemente o setor civil, levando a uma queda abrupta no valor das ações, mesmo com negócios militares sólidos.
Seis ações do setor de defesa em detalhe
Lockheed Martin (LMT): defensor militar puro
Maior fabricante de armas do mundo, responsável pelo F-35, helicópteros Black Hawk e Apache. A guerra na Ucrânia aumentou significativamente os pedidos relacionados, beneficiando a empresa.
Desempenho das ações: crescimento estável a longo prazo, com quedas relacionadas a ajustes do mercado geral.
Classificação de investimento: ★★★★★
Raytheon Technologies (RTX): segundo maior fornecedor militar, com riscos
Segunda maior fornecedora de armas do Departamento de Defesa dos EUA, produz mísseis (como o Sidewinder, Patriot, Tomahawk) e sistemas de defesa. Mas, em 2023, o desempenho das ações foi fraco.
Problema: a sua divisão de motores aeronáuticos (PW1100G-JM) apresentou defeitos em componentes de metal em pó, levando à necessidade de inspeções em larga escala na Airbus A320neo — cerca de 350 aviões por ano, com cada reparo levando 300 dias. Isso gerou processos judiciais e risco de perda de clientes.
Classificação de investimento: ★★★☆
Northrop Grumman (NOC): monopolista em tecnologia de invisibilidade
Quarta maior fabricante de defesa do mundo, maior fabricante de radares. Líder em tecnologia, especialmente em aviões invisíveis — só empresas americanas podem fabricar.
Vantagens claras:
Classificação de investimento: ★★★★★
General Dynamics (GD): equilíbrio perfeito entre civil e militar
Uma das cinco maiores empresas de defesa dos EUA, fornece para forças terrestres, marítimas e aéreas, além de fabricar jatos privados de alto padrão. Cerca de 25% das receitas vêm do setor civil, 75% do militar (marinha 23%, defesa 22%, armas 18%, serviços 12%).
Estabilidade extrema:
Classificação de investimento: ★★★★
Boeing (BA): dificuldades civis escondem oportunidades militares
Uma das duas maiores fabricantes de aviões civis do mundo, também uma das cinco maiores empresas de defesa dos EUA. Produz o B-52, helicópteros Apache, entre outros.
Dificuldades no setor civil:
Classificação de investimento: ★★★☆
Caterpillar (CAT): gigante industrial semi-militar
Fabricante de equipamentos pesados, com cerca de 30% de receita de defesa, principalmente por motores de navios. Seus negócios principais são construção, mineração e energia.
Impulsionado por:
Classificação de investimento: ★★★
Por que as ações de defesa têm perspectiva de longo prazo?
1. O horizonte é longo
Desde o início da civilização, conflitos nunca cessaram. A demanda militar é eterna, este setor é destinado a durar.
2. As barreiras são profundas
As tecnologias mais avançadas aparecem primeiro na defesa, só anos depois na civil. Além disso, o acesso é extremamente difícil — confiança leva décadas a construir, contratos são exclusivos, e os líderes de setor são difíceis de substituir.
3. A “neve” está molhada
O mundo volta a focar na política regional, com tensões geopolíticas constantes. Os orçamentos militares aumentam anualmente, e isso é uma tendência de longo prazo. Enquanto não houver uma redução massiva de forças armadas, o crescimento continuará.
Cuidados ao investir em ações de defesa
Nunca trate todas as ações do setor de defesa como iguais.
O primeiro passo é verificar a proporção de receitas militares. Empresas com baixa participação podem ver suas receitas civis diminuir, anulando os lucros militares e levando à queda do valor das ações. Raytheon e Boeing são exemplos de lições aprendidas.
Depois, avalie o potencial do setor civil. Mesmo com aumento de contratos militares, se a parte civil for substituída por tecnologia ou sofrer pressão de mercado, o desempenho geral pode ser prejudicado.
Por fim, analise a profundidade da barreira tecnológica. Empresas com tecnologia exclusiva, contratos de longo prazo e difícil substituição são as que valem a pena manter a longo prazo.
Resumo
As ações do setor de defesa têm demanda estável e crescimento, mas nem todas valem a pena.
Ao escolher, considere:
Líderes puros do setor (Lockheed, Northrop) são indicados para manter a longo prazo, com riscos relativamente controlados. Empresas híbridas (General Dynamics) oferecem estabilidade, mas crescimento limitado. Empresas problemáticas (Raytheon, Boeing) aguardam por melhorias e não devem ser compradas na alta.
Antes de investir, é fundamental entender exatamente o que se está comprando — contratos governamentais estáveis ou negócios civis com riscos — as diferenças são grandes.