A depreciação rápida do iene aproxima-se de 158, aumentando o risco de intervenção do banco central【Foco no mercado cambial】

O iene japonês cai drasticamente e se torna foco de atenção

Na semana passada, o mercado cambial foi marcado por turbulências, com o dólar/iene (USD/JPY) subindo 1,28%, enquanto o iene enfrentou uma queda significativa em relação ao dólar. Essa onda de desvalorização teve origem na política de “elevação moderada das taxas de juros” do Banco do Japão — embora o aumento de 25 pontos base tenha sido realizado conforme o esperado, a linguagem dovish do governador Ueda Kuroda surpreendeu o mercado. Ao mesmo tempo, o gabinete de Sanae Takaichi aprovou um pacote de estímulo fiscal de 18,3 trilhões de ienes, o que em grande medida atenuou os efeitos contracionistas da política de aumento de juros.

O JPMorgan emitiu um alerta de que, se o iene depreciar mais de 160 no curto prazo, será considerado uma volatilidade cambial extrema, aumentando significativamente a probabilidade de intervenção do governo japonês. A Nomura Securities, por sua vez, mantém uma visão mais otimista, acreditando que, no contexto de um ciclo de corte de juros do Federal Reserve, o dólar começará a enfraquecer gradualmente, e a tendência de desvalorização do iene não deve continuar por muito tempo, com previsão de que o iene possa valorizar até 155 no primeiro trimestre de 2026.

Divergências na política do banco central e expectativas de mercado

A previsão do Sumitomo Mitsui Banking Corporation difere da da Nomura. A instituição acredita que a próxima janela de aumento de juros será aberta em outubro de 2026, estando ainda distante, e estima que a taxa de câmbio do iene em relação ao dólar possa depreciar-se ainda mais, chegando a 162 no primeiro trimestre de 2026. Atualmente, o mercado espera que o Banco do Japão realize apenas um corte de juros em 2026, o que contrasta claramente com as expectativas de afrouxamento do Federal Reserve.

Tendência do euro: diferencial de juros e divergências de política

Na semana passada, o euro/dólar (EUR/USD) inicialmente subiu, mas depois recuou, encerrando a semana com uma queda de 0,23%. O Banco Central Europeu manteve sua política inalterada conforme o esperado, sem sinais hawkish na fala da presidente Lagarde, que o mercado aguardava. Nos EUA, os dados de emprego não agrícola de novembro apresentaram resultados díspares, enquanto o índice de preços ao consumidor (CPI) de novembro ficou abaixo do esperado. Investidores de bancos como Morgan Stanley e Barclays apontam que esses dados foram fortemente distorcidos por fatores técnicos e vieses estatísticos, dificultando uma avaliação precisa da tendência real.

O mercado ainda mantém expectativas de que o Federal Reserve possa reduzir as taxas de juros duas vezes em 2026, com uma probabilidade de 66,5% de corte em abril. O Danske Bank afirma que, devido ao ciclo de cortes do Fed e à manutenção da política do BCE, a diferença de juros ajustada pela inflação pode diminuir, favorecendo a valorização do euro. Além disso, sinais de recuperação nos mercados de ativos europeus, maior demanda por hedge contra riscos do dólar e a queda na confiança nas instituições americanas podem impulsionar o desempenho do euro.

Perspectivas técnicas e oportunidades de negociação

O gráfico técnico do USD/JPY já rompeu a média móvel de 21 dias, com o MACD sinalizando compra. Se conseguir superar a resistência de 158, abrirá espaço para uma alta mais significativa. Por outro lado, se continuar sob pressão e permanecer abaixo de 158, o risco de correção aumenta, com suporte próximo a 154.

No caso do EUR/USD, o par permanece acima de várias médias móveis, com potencial de uma quebra de curto prazo para cima, tendo como resistência a máxima de 1,18. Se não conseguir sustentar a alta e recuar, o suporte principal fica na média móvel de 100 dias, em torno de 1,165.

Pontos-chave para esta semana

Investidores devem acompanhar de perto os dados do PIB do terceiro trimestre dos EUA e a evolução do cenário geopolítico. Se o PIB superar as expectativas, isso será um fator positivo para o dólar e negativo para o euro/dólar; caso contrário, favorecerá uma recuperação do euro. No Japão, as próximas falas de Ueda Kuroda e a possibilidade de o governo intensificar intervenções orais serão o foco. Sinais hawkish ou uma intervenção mais agressiva podem pressionar o USD/JPY para baixo.

O índice do dólar (DXY) subiu 0,33% na semana passada, enquanto as moedas não-americanas tiveram desempenhos divergentes — o euro caiu 0,23%, o iene despencou 1,28%, o dólar australiano caiu 0,65%, e a libra esterlina subiu 0,03%. O mercado ainda busca novos motores de direção.

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