Movimentos no mercado cambial: o dólar australiano lidera as subidas, a previsão do iene volta a ser foco【Análise semanal】

Resumo do Mercado da Semana Passada

Na semana passada, o índice do dólar caiu 0,67%, enquanto as moedas não americanas apresentaram uma tendência geral de valorização. Entre elas, o dólar australiano destacou-se com uma subida de 1,63%, seguido pelo iene com um aumento de 0,74%, a libra com 0,88% e o euro com 0,52%.

Lógica por trás do forte aumento do dólar australiano

O dólar australiano liderou os ganhos da semana, beneficiando-se principalmente do enfraquecimento do dólar e da recuperação do sentimento de risco. Em um ambiente de liquidez reduzida devido às férias de Natal, os investidores mostraram maior preferência por risco, impulsionando a demanda por moedas de alto rendimento.

No entanto, é importante notar que, devido ao mercado de férias com pouca liquidez, a sustentabilidade de movimentos de grande magnitude ainda está por ser observada.

Euro enfrenta resistência ao tentar subir, expectativa do Fed é crucial

O euro/dólar atingiu temporariamente 1.1808, marcando uma máxima de três meses, mas fechou com uma alta de apenas 0,52%. O crescimento do PIB dos EUA no terceiro trimestre, de 4,3%, superou as expectativas, mas o efeito defasado limitou o suporte ao mercado cambial, que continua focado nos dados de emprego.

De acordo com a ferramenta CME FedWatch, a probabilidade de o Federal Reserve iniciar cortes de juros em abril do próximo ano já atingiu 62,9%. Essa é a lógica central por trás da alta do euro — a redução das taxas pelo Fed reduzirá a diferença de juros entre os EUA e a Europa, beneficiando a valorização do euro.

O Morgan Stanley fez uma previsão detalhada: na primeira metade de 2026, com a redução da diferença de juros, o euro/dólar pode atingir 1.23, e até mesmo um mercado de alta pode levar a 1.30. Contudo, na segunda metade do ano, a tendência mudará devido à fraqueza dos fundamentos europeus e à resiliência da economia americana, com o euro/dólar devendo recuar para cerca de 1.16 no final do ano.

No aspecto técnico, o euro/dólar encontra resistência clara perto de 1.18. Se a quebra dessa resistência falhar nesta semana, o suporte fica na média móvel de 21 dias em 1.17. Caso haja uma quebra efetiva de 1.18, há espaço para uma maior valorização, com resistência em torno de 1.186.

Ponto de atenção desta semana: As atas da reunião do Fed e o PMI de dezembro da zona euro serão fatores decisivos. Se as expectativas de corte de juros aumentarem ainda mais, o euro poderá continuar a subir; caso contrário, poderá enfrentar uma correção.

Desafios na previsão do iene, intervenção governamental difícil de reverter

Na semana passada, o iene valorizou 0,74%, mas esse aumento pode ser temporário. A queda do dólar/iene por trás desse movimento está relacionada ao aumento do risco de intervenção por parte das autoridades japonesas.

Em 22 de dezembro, o Ministro das Finanças do Japão, Shunichi Suzuki, afirmou claramente que a recente volatilidade do iene não condiz com os fundamentos econômicos e apresenta características especulativas evidentes, sugerindo que o governo japonês pode intervir no mercado cambial. Essa declaração, por ora, deu uma trégua ao iene.

No entanto, previsões de grandes instituições como Morgan Stanley, BNP Paribas, não são otimistas. Eles acreditam que, impulsionado pela alta diferença de juros entre EUA e Japão e pelas taxas de juros reais negativas, o dólar/iene pode ultrapassar a barreira de 160 em 2026. Dados de swaps overnight indicam que o mercado espera que o Banco do Japão aumente as taxas de juros na segunda metade de 2026, e, no curto prazo, o iene carece de suporte de política.

A questão-chave é que intervenções cambiais puras não podem reverter a tendência estrutural de depreciação do iene. Sem políticas monetárias agressivas, a intervenção governamental só poderá oferecer suporte temporário.

No aspecto técnico, o dólar/iene está atualmente acima da média móvel de 21 dias. Se esse suporte for rompido, o próximo nível de suporte está na mínima anterior de 154,3. Caso permaneça acima da média móvel, há potencial para oscilações de alta, com resistência em torno de 158.

Ponto de atenção desta semana: Dados econômicos dos EUA e declarações de autoridades japonesas podem influenciar o movimento do dólar/iene. Como o risco de intervenção sempre existe, o potencial de alta do iene pode ser limitado.

Resumo e Perspectivas

Nesta semana, o mercado continua influenciado pelo feriado de Ano Novo, com uma liquidez geral reduzida. O euro observa as expectativas de cortes de juros do Fed, enquanto o iene acompanha a postura do governo. Apesar do desempenho destacado do dólar australiano, é preciso estar atento às armadilhas de baixa liquidez durante as férias. Os investidores devem acompanhar de perto os dados econômicos e declarações oficiais para aproveitar oportunidades com cautela.

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