Em comparação com outros mercados de ações globais, os EUA possuem vantagens naturais. Como o mercado financeiro com maior liquidez mundial, o volume de negociações diário dos EUA frequentemente ultrapassa 100 bilhões de ações, o que significa que o risco de manipulação de mercado é extremamente baixo. Os EUA, como maior economia global, têm empresas listadas com operações estáveis e uma atividade de mercado incomparável.
Para investidores com fundos pequenos, a maior atração do mercado de ações dos EUA é a baixa barreira de entrada. Os EUA permitem a compra a partir de 1 ação, sem necessidade de aguardar acumular um volume de negociação completo. Tomando a Tesla como exemplo, basta cerca de 260 dólares para entrar; em comparação, o mercado de Hong Kong geralmente exige a compra de 100 ou 1000 ações, o mercado A requer no mínimo 100 ações, e o mercado de Taiwan exige 1000 ações por unidade de negociação. Essa diferença reduz diretamente o custo de entrada para iniciantes.
Regras principais de negociação nos EUA
O mercado de ações dos EUA inclui principalmente a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), a NASDAQ e a Bolsa de Valores Americana (AMEX).
Horário de negociação padrão varia conforme a estação do ano. No horário de verão, é das 9h30 às 16h00, horário da costa leste dos EUA; no horário padrão, das 10h30 às 17h00. Além disso, há negociação pré-mercado (horário de verão: 4h00-9h30; horário padrão: 5h00-10h30) e pós-mercado (horário de verão: 16h00-20h00; horário padrão: 17h00-21h00) disponíveis para os investidores.
Os EUA adotam o sistema T+0 na negociação, ou seja, a compra e venda no mesmo dia podem ocorrer, com liquidez muito superior a outros mercados. O ciclo de liquidação do pagamento da venda de ações é T+2, ou seja, o valor fica disponível no segundo dia útil após a negociação. A unidade mínima de negociação é de 1 ação, cotada em dólares americanos, e as taxas de transação variam dependendo do corretor e do método escolhido, sendo cerca de 1% por canais manuais e geralmente entre 0,5% e 1% na negociação eletrônica.
Vale notar que o mercado de ações dos EUA não possui limites de alta ou baixa, mas possui mecanismos de circuit breaker para evitar oscilações extremas.
Escolha de conta: Conta à vista vs Conta a margem
Diferentes tipos de conta determinam a flexibilidade de negociação e a tolerância ao risco.
Conta à vista é a opção mais básica, com um limite de entrada geralmente de 500 dólares. Este tipo de conta permite negociar ações e ETFs, mas não permite venda a descoberto. Utiliza o sistema T+0 para negociações e liquidação em T+3, sendo adequada para investidores conservadores que pretendem manter posições por longo prazo.
Conta a margem equivale a tomar emprestado do corretor para realizar operações de financiamento, com requisitos de abertura geralmente acima de 2000 dólares. Este tipo de conta suporta negociações T+0, permite posições longas e curtas simultaneamente, e pode negociar ações, ETFs, entre outros. Sua principal vantagem é o uso de alavancagem para ampliar os ganhos.
Contratos por Diferença (CFD) são uma opção popular nos últimos anos, com barreira de entrada extremamente baixa, exigindo apenas 50-100 dólares de margem mínima, e unidades mínimas de negociação podem chegar a 0,01 lotes. Os CFDs também suportam negociação com alavancagem e operações bidirecionais, sendo especialmente adequados para traders de curto prazo e estratégias complexas.
Três principais caminhos de investimento nos EUA
Compra direta de ações físicas nos EUA
Comprar ações físicas significa tornar-se acionista real de uma empresa listada. Essa abordagem tem a vantagem de custos de transação muito baixos, e os lucros obtidos não estão sujeitos a imposto sobre ganhos de capital. Com o sistema T+0, os investidores podem aproveitar oportunidades de mercado em tempo real.
Por outro lado, há desvantagens, como o fuso horário que exige ficar acordado até tarde para acompanhar o mercado; o processo de abertura de conta real é relativamente complexo. Investidores de diferentes regiões têm canais de entrada distintos: investidores de Taiwan podem negociar via sub-brokerage, com taxas de aproximadamente 1%; investidores do Sudeste Asiático podem usar plataformas como Malacca Securities, Moomoo, com taxas entre 3,8 e 25 dólares; usuários da China continental podem usar corretoras como Futu NiuNiu ou WeBull.
É importante notar que, embora os ganhos de capital sejam isentos de impostos, os dividendos estão sujeitos a uma retenção de 30%, e os ativos podem estar sujeitos a impostos sobre herança após o falecimento do investidor.
Investir em ETFs dos EUA
ETFs (Fundos de Índice Negociados em Bolsa) são fundos que rastreiam índices ou setores específicos. O mercado de ações dos EUA oferece uma vasta gama de ETFs — de tecnologia, saúde, ouro, títulos, entre outros. Investir via ETFs permite uma diversificação eficaz, evitando os riscos de oscilações extremas de uma única ação.
As taxas de gestão dos ETFs nos EUA são altamente competitivas. Por exemplo, o VOO tem uma taxa anual de apenas 0,04%, o que é uma décima parte do custo de ETFs similares em Taiwan. Investir em ETFs não exige esforço para estudar ações individuais, sendo ideal para investidores que buscam diversificação e retorno estável a longo prazo.
A única desvantagem é que, mesmo dentro do mesmo setor, os ETFs podem variar bastante na área de atuação, exigindo uma pesquisa diligente. Além disso, os ETFs também enfrentam risco de spread, especialmente nas primeiras meia hora após a abertura do mercado, quando a volatilidade é maior.
Negociação de CFDs de ações dos EUA
CFDs baseiam-se na variação de preços das ações dos EUA. Investidores negociam CFDs de ações, na prática, com contratos financeiros que acompanham a mudança de preço das ações, sem possuir as ações físicas.
As principais vantagens dos CFDs incluem: alta alavancagem (pequima margem para posições de grande volume), capacidade de operar nas duas direções (lucro tanto em alta quanto em baixa), e uma vasta gama de instrumentos (uma conta pode negociar ações, forex, ouro, índices, criptomoedas, etc.).
Por outro lado, o risco também é elevado — a alavancagem aumenta ganhos, mas também aumenta perdas. Os investidores devem avaliar cuidadosamente sua tolerância ao risco para evitar liquidação forçada. CFDs são mais indicados para traders com experiência e capacidade de suportar riscos elevados.
Lista de ações dos EUA que merecem atenção
O mercado de ações dos EUA possui mais de 8.000 empresas, muitas das quais são gigantes globais que optaram por listar-se nos EUA para obter maior capacidade de captação de recursos. Entre elas, a NASDAQ é famosa por reunir gigantes de tecnologia como Apple (AAPL), Amazon (AMZN), Google e Tesla.
No setor de saúde, a Johnson & Johnson (JNJ) é uma fabricante global de produtos de saúde, dispositivos médicos e medicamentos, com mais de 250 subsidiárias e vendas em mais de 170 países. A NVIDIA (NVDA), líder em chips de IA, tornou-se uma das ações de tecnologia mais quentes dos últimos anos.
No setor de bens de consumo, a Procter & Gamble (PG), uma das maiores fabricantes de bens de consumo do mundo, foi classificada pela revista Fortune como uma das 10 empresas mais admiradas da Fortune 500. A Walmart (WMT) lidera o varejo global. No setor de software, a Microsoft (MSFT) mantém desempenho sólido devido ao domínio do Windows e do pacote Office.
Além disso, ações chinesas como Alibaba (BABA), Starbucks (SBUX) e outras empresas de serviços também estão listadas nos EUA, oferecendo amplas opções de investimento.
Comparação entre as três formas de investimento
CFDs, compra direta e ETFs têm enfoques diferentes. CFDs baseiam-se na variação de preços, suportam alta alavancagem e operações bidirecionais, com menor barreira de entrada, mas são mais indicados para negociações de curto prazo; compra direta envolve adquirir ativos reais, requer uma estratégia de longo prazo, com pouca ou nenhuma alavancagem, e lucros em alta; ETFs representam a opção de menor risco, ideal para alocação de longo prazo.
Os investidores devem escolher a via mais adequada com base em seu capital, tolerância ao risco e horizonte de negociação. Investidores com fundos pequenos e que desejam aumentar retornos via alavancagem podem considerar CFDs; aqueles que preferem crescimento estável a longo prazo devem optar por compra direta ou ETFs.
Últimas recomendações para iniciantes
Investir nos EUA não é uma tarefa de um dia, requer estudo teórico e prática constante. O maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett, conseguiu navegar por décadas no mercado de ações justamente por passar por inúmeras crises financeiras, aprendendo com cada uma delas e formando uma profunda sabedoria de investimento.
Para os novatos, o mais importante é não buscar ganhos rápidos. É preciso dominar as regras de negociação, mecanismos de conta e outros fundamentos teóricos, além de acumular experiência na prática. Somente a combinação de teoria e prática permitirá que, em um mercado imprevisível, o investidor mantenha a calma e, por fim, conquiste lucros consistentes.
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Análise completa do mecanismo de investimento na bolsa dos EUA — Guia de negociação essencial para iniciantes
Por que os EUA valem a pena investir?
Em comparação com outros mercados de ações globais, os EUA possuem vantagens naturais. Como o mercado financeiro com maior liquidez mundial, o volume de negociações diário dos EUA frequentemente ultrapassa 100 bilhões de ações, o que significa que o risco de manipulação de mercado é extremamente baixo. Os EUA, como maior economia global, têm empresas listadas com operações estáveis e uma atividade de mercado incomparável.
Para investidores com fundos pequenos, a maior atração do mercado de ações dos EUA é a baixa barreira de entrada. Os EUA permitem a compra a partir de 1 ação, sem necessidade de aguardar acumular um volume de negociação completo. Tomando a Tesla como exemplo, basta cerca de 260 dólares para entrar; em comparação, o mercado de Hong Kong geralmente exige a compra de 100 ou 1000 ações, o mercado A requer no mínimo 100 ações, e o mercado de Taiwan exige 1000 ações por unidade de negociação. Essa diferença reduz diretamente o custo de entrada para iniciantes.
Regras principais de negociação nos EUA
O mercado de ações dos EUA inclui principalmente a Bolsa de Valores de Nova York (NYSE), a NASDAQ e a Bolsa de Valores Americana (AMEX).
Horário de negociação padrão varia conforme a estação do ano. No horário de verão, é das 9h30 às 16h00, horário da costa leste dos EUA; no horário padrão, das 10h30 às 17h00. Além disso, há negociação pré-mercado (horário de verão: 4h00-9h30; horário padrão: 5h00-10h30) e pós-mercado (horário de verão: 16h00-20h00; horário padrão: 17h00-21h00) disponíveis para os investidores.
Os EUA adotam o sistema T+0 na negociação, ou seja, a compra e venda no mesmo dia podem ocorrer, com liquidez muito superior a outros mercados. O ciclo de liquidação do pagamento da venda de ações é T+2, ou seja, o valor fica disponível no segundo dia útil após a negociação. A unidade mínima de negociação é de 1 ação, cotada em dólares americanos, e as taxas de transação variam dependendo do corretor e do método escolhido, sendo cerca de 1% por canais manuais e geralmente entre 0,5% e 1% na negociação eletrônica.
Vale notar que o mercado de ações dos EUA não possui limites de alta ou baixa, mas possui mecanismos de circuit breaker para evitar oscilações extremas.
Escolha de conta: Conta à vista vs Conta a margem
Diferentes tipos de conta determinam a flexibilidade de negociação e a tolerância ao risco.
Conta à vista é a opção mais básica, com um limite de entrada geralmente de 500 dólares. Este tipo de conta permite negociar ações e ETFs, mas não permite venda a descoberto. Utiliza o sistema T+0 para negociações e liquidação em T+3, sendo adequada para investidores conservadores que pretendem manter posições por longo prazo.
Conta a margem equivale a tomar emprestado do corretor para realizar operações de financiamento, com requisitos de abertura geralmente acima de 2000 dólares. Este tipo de conta suporta negociações T+0, permite posições longas e curtas simultaneamente, e pode negociar ações, ETFs, entre outros. Sua principal vantagem é o uso de alavancagem para ampliar os ganhos.
Contratos por Diferença (CFD) são uma opção popular nos últimos anos, com barreira de entrada extremamente baixa, exigindo apenas 50-100 dólares de margem mínima, e unidades mínimas de negociação podem chegar a 0,01 lotes. Os CFDs também suportam negociação com alavancagem e operações bidirecionais, sendo especialmente adequados para traders de curto prazo e estratégias complexas.
Três principais caminhos de investimento nos EUA
Compra direta de ações físicas nos EUA
Comprar ações físicas significa tornar-se acionista real de uma empresa listada. Essa abordagem tem a vantagem de custos de transação muito baixos, e os lucros obtidos não estão sujeitos a imposto sobre ganhos de capital. Com o sistema T+0, os investidores podem aproveitar oportunidades de mercado em tempo real.
Por outro lado, há desvantagens, como o fuso horário que exige ficar acordado até tarde para acompanhar o mercado; o processo de abertura de conta real é relativamente complexo. Investidores de diferentes regiões têm canais de entrada distintos: investidores de Taiwan podem negociar via sub-brokerage, com taxas de aproximadamente 1%; investidores do Sudeste Asiático podem usar plataformas como Malacca Securities, Moomoo, com taxas entre 3,8 e 25 dólares; usuários da China continental podem usar corretoras como Futu NiuNiu ou WeBull.
É importante notar que, embora os ganhos de capital sejam isentos de impostos, os dividendos estão sujeitos a uma retenção de 30%, e os ativos podem estar sujeitos a impostos sobre herança após o falecimento do investidor.
Investir em ETFs dos EUA
ETFs (Fundos de Índice Negociados em Bolsa) são fundos que rastreiam índices ou setores específicos. O mercado de ações dos EUA oferece uma vasta gama de ETFs — de tecnologia, saúde, ouro, títulos, entre outros. Investir via ETFs permite uma diversificação eficaz, evitando os riscos de oscilações extremas de uma única ação.
As taxas de gestão dos ETFs nos EUA são altamente competitivas. Por exemplo, o VOO tem uma taxa anual de apenas 0,04%, o que é uma décima parte do custo de ETFs similares em Taiwan. Investir em ETFs não exige esforço para estudar ações individuais, sendo ideal para investidores que buscam diversificação e retorno estável a longo prazo.
A única desvantagem é que, mesmo dentro do mesmo setor, os ETFs podem variar bastante na área de atuação, exigindo uma pesquisa diligente. Além disso, os ETFs também enfrentam risco de spread, especialmente nas primeiras meia hora após a abertura do mercado, quando a volatilidade é maior.
Negociação de CFDs de ações dos EUA
CFDs baseiam-se na variação de preços das ações dos EUA. Investidores negociam CFDs de ações, na prática, com contratos financeiros que acompanham a mudança de preço das ações, sem possuir as ações físicas.
As principais vantagens dos CFDs incluem: alta alavancagem (pequima margem para posições de grande volume), capacidade de operar nas duas direções (lucro tanto em alta quanto em baixa), e uma vasta gama de instrumentos (uma conta pode negociar ações, forex, ouro, índices, criptomoedas, etc.).
Por outro lado, o risco também é elevado — a alavancagem aumenta ganhos, mas também aumenta perdas. Os investidores devem avaliar cuidadosamente sua tolerância ao risco para evitar liquidação forçada. CFDs são mais indicados para traders com experiência e capacidade de suportar riscos elevados.
Lista de ações dos EUA que merecem atenção
O mercado de ações dos EUA possui mais de 8.000 empresas, muitas das quais são gigantes globais que optaram por listar-se nos EUA para obter maior capacidade de captação de recursos. Entre elas, a NASDAQ é famosa por reunir gigantes de tecnologia como Apple (AAPL), Amazon (AMZN), Google e Tesla.
No setor de saúde, a Johnson & Johnson (JNJ) é uma fabricante global de produtos de saúde, dispositivos médicos e medicamentos, com mais de 250 subsidiárias e vendas em mais de 170 países. A NVIDIA (NVDA), líder em chips de IA, tornou-se uma das ações de tecnologia mais quentes dos últimos anos.
No setor de bens de consumo, a Procter & Gamble (PG), uma das maiores fabricantes de bens de consumo do mundo, foi classificada pela revista Fortune como uma das 10 empresas mais admiradas da Fortune 500. A Walmart (WMT) lidera o varejo global. No setor de software, a Microsoft (MSFT) mantém desempenho sólido devido ao domínio do Windows e do pacote Office.
Além disso, ações chinesas como Alibaba (BABA), Starbucks (SBUX) e outras empresas de serviços também estão listadas nos EUA, oferecendo amplas opções de investimento.
Comparação entre as três formas de investimento
CFDs, compra direta e ETFs têm enfoques diferentes. CFDs baseiam-se na variação de preços, suportam alta alavancagem e operações bidirecionais, com menor barreira de entrada, mas são mais indicados para negociações de curto prazo; compra direta envolve adquirir ativos reais, requer uma estratégia de longo prazo, com pouca ou nenhuma alavancagem, e lucros em alta; ETFs representam a opção de menor risco, ideal para alocação de longo prazo.
Os investidores devem escolher a via mais adequada com base em seu capital, tolerância ao risco e horizonte de negociação. Investidores com fundos pequenos e que desejam aumentar retornos via alavancagem podem considerar CFDs; aqueles que preferem crescimento estável a longo prazo devem optar por compra direta ou ETFs.
Últimas recomendações para iniciantes
Investir nos EUA não é uma tarefa de um dia, requer estudo teórico e prática constante. O maior investidor de todos os tempos, Warren Buffett, conseguiu navegar por décadas no mercado de ações justamente por passar por inúmeras crises financeiras, aprendendo com cada uma delas e formando uma profunda sabedoria de investimento.
Para os novatos, o mais importante é não buscar ganhos rápidos. É preciso dominar as regras de negociação, mecanismos de conta e outros fundamentos teóricos, além de acumular experiência na prática. Somente a combinação de teoria e prática permitirá que, em um mercado imprevisível, o investidor mantenha a calma e, por fim, conquiste lucros consistentes.