A vida dos anos 80 não é uma besteira, é ser enganado até à morte.
A geração dos anos 80, a maior tragédia não é a pobreza, é ter sido enganada sistematicamente. Desde pequeno, as três frases que te encheram de veneno: • Trabalhar duro é uma bênção • Estabilidade é o mais importante • Basta esforçar-se que haverá recompensa Tu acreditaste nisso, e realmente fizeste. E o resultado? Entregaste a juventude à escola, a escola entregou-te à sociedade; a sociedade entregou-te à empresa; quando a empresa te usa até ao limite, diz-te: “Há jovens demais.” Quando os preços das casas sobem, tu não tens dinheiro; quando as oportunidades explodem, tu não tens coragem; quando finalmente tens algum dinheiro, alguma cabeça, a idade te condena à morte. O mais nojento é: tu não podes perder. Se fores dos 90, ainda podes culpar a família de origem; se fores dos 00, podes simplesmente desistir; tu, dos anos 80, nem sequer tens direito de gritar de dor. Se paras, os teus pais deixam-te sem sustento; se te deitas, os teus filhos estão condenados; se apostas, toda a família vai à falência. Por isso, só te resta ser esgotado de um lado, e fingir que estás bem do outro. Durante o dia, terno, crachá, responsabilidade; à noite, insónia, ansiedade, impotência. O corpo começa a dar sinais de alerta, o teu cartão bancário começa a perder força, mas o mundo diz-te: “Os adultos devem ser mais maduros.” Madura, sua mãe. Vou dizer a verdade mais cruel: os anos 80 foram feitos de modo que não podes dar a volta por cima, nem sair fora. Tu não és o protagonista, és apenas um recurso. Não és um beneficiário de dividendos, és um custo fixo. A tua geração, comeram todas as dificuldades, carregaram todas as culpas, não te deram nem uma parte dos benefícios. A dor mais forte dos anos 80 não é o fracasso, é que, mesmo lutando até sangrar, consegues apenas manter uma “vida normal”. Essa é a verdadeira dor.
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CousinH
· 15h atrás
Os nascidos na década de 80 são uma geração de sorte, que viveu os 30 anos de rápido desenvolvimento da Nova China, enquanto outros países levaram dois séculos, na China apenas 30 anos, isso é chamado de extraordinário. A escassez de bens materiais só afeta nossos corpos, experiências ricas enriquecem nossa alma, aprendemos a aproveitar a vida.
A vida dos anos 80 não é uma besteira, é ser enganado até à morte.
A geração dos anos 80,
a maior tragédia não é a pobreza,
é ter sido enganada sistematicamente.
Desde pequeno, as três frases que te encheram de veneno:
• Trabalhar duro é uma bênção
• Estabilidade é o mais importante
• Basta esforçar-se que haverá recompensa
Tu acreditaste nisso,
e realmente fizeste.
E o resultado?
Entregaste a juventude à escola,
a escola entregou-te à sociedade;
a sociedade entregou-te à empresa;
quando a empresa te usa até ao limite, diz-te:
“Há jovens demais.”
Quando os preços das casas sobem, tu não tens dinheiro;
quando as oportunidades explodem, tu não tens coragem;
quando finalmente tens algum dinheiro, alguma cabeça,
a idade te condena à morte.
O mais nojento é:
tu não podes perder.
Se fores dos 90,
ainda podes culpar a família de origem;
se fores dos 00,
podes simplesmente desistir;
tu, dos anos 80, nem sequer tens direito de gritar de dor.
Se paras,
os teus pais deixam-te sem sustento;
se te deitas,
os teus filhos estão condenados;
se apostas,
toda a família vai à falência.
Por isso, só te resta
ser esgotado de um lado,
e fingir que estás bem do outro.
Durante o dia, terno, crachá, responsabilidade;
à noite, insónia, ansiedade, impotência.
O corpo começa a dar sinais de alerta,
o teu cartão bancário começa a perder força,
mas o mundo diz-te:
“Os adultos devem ser mais maduros.”
Madura, sua mãe.
Vou dizer a verdade mais cruel:
os anos 80 foram feitos de modo que
não podes dar a volta por cima, nem sair fora.
Tu não és o protagonista,
és apenas um recurso.
Não és um beneficiário de dividendos,
és um custo fixo.
A tua geração,
comeram todas as dificuldades,
carregaram todas as culpas,
não te deram nem uma parte dos benefícios.
A dor mais forte dos anos 80 não é o fracasso,
é que, mesmo lutando até sangrar,
consegues apenas manter uma “vida normal”.
Essa é a verdadeira dor.