Então, o que é o Pi? Uma pergunta que muitos se fazem ao navegar na web. Pessoalmente, acompanhei essa história por um tempo e devo dizer que o Pi Network é um daqueles projetos que realmente divide a opinião pública.



O projeto nasceu em 2019 de um grupo de graduados de Stanford com uma ideia interessante: tornar a criptomoeda acessível a todos. Nada de computadores potentes, nada de consumos energéticos loucos. Apenas um aplicativo no telefone e um toque por dia. Parece bem na teoria, não é?

O que é o Pi em termos técnicos? É uma moeda nativa de uma blockchain que podes minerar literalmente do teu smartphone. A cada 24 horas, tocas num botão e recebes vouchers PI. Não é a mineração tradicional como o Bitcoin, onde há trabalho computacional real. Aqui é mais uma recompensa por participar na rede e construir o chamado Security Circle.

Mas aqui está o ponto que me intriga: para começar, precisas de um código de convite. E quanto mais pessoas convidares, mais ganhas. Este sistema de referral tem sido sempre um daqueles detalhes que fazem muitas pessoas torcerem o nariz. Não é exatamente um esquema piramidal no sentido clássico, mas o incentivo a convidar outros é de qualquer forma o motor principal.

Existem quatro papéis diferentes que podes assumir. Pioneiro se fazes o mínimo, Colaborador se fazes mais sessões, Embaixador se convides pessoas, Nó se fazes rodar software no computador. Quanto mais papéis acumulas, maior é o teu potencial de mineração. Lógico.

O que é o Pi do ponto de vista técnico? Usa o Stellar Consensus Protocol, portanto é eficiente em termos energéticos. Mas aqui chegamos ao núcleo da questão: em setembro de 2024, ainda ninguém podia transferir, vender ou trocar Pi. A moeda não está cotada em nenhuma exchange principal. Então, na prática? É uma moeda que acumulas num app, mas não podes fazer nada com ela.

As críticas são sérias. Falta um white paper detalhado, falta transparência sobre como os fundos são geridos, não há auditorias externas de segurança. Muitos temem que, quando finalmente forem lançadas as funcionalidades de trading, o projeto já tenha sido abandonado ou o valor tenha colapsado. É o clássico dúvida do pump and dump.

Por outro lado, o Pi tem milhões de utilizadores e os fundadores continuam a prometer avanços. O roadmap fala de uma mainnet aberta e de aplicações práticas, mas as datas específicas nunca chegam.

O que é o Pi para mim? Honestamente, um experimento interessante, mas arriscado. Não é oficialmente uma fraude, mas o fato de ainda estar em fase beta após anos e de não poderes fazer nada com a moeda é preocupante. Se decides participar, fazes-no sabendo que o valor futuro é completamente incerto e que podes ter investido tempo em vão. A segurança do app parece ok, não pede documentos sensíveis, mas a falta de revisões independentes continua a ser um problema. Enfim, sê prudente e não esperes milagres.
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