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Para ser honesto, durante muito tempo não percebi completamente como é que todas estas redes descentralizadas chegam a acordo. Acontece que é um dos detalhes mais importantes nas criptomoedas e na blockchain.
De forma geral, consenso é simplesmente concordância. Imagina que tens uma rede de computadores que não confiam uns nos outros, mas que precisam de chegar a acordo sobre quais transacções são válidas. É aqui que o mecanismo de consenso resolve o problema. Todos os nós na rede têm de chegar a uma opinião comum sobre o estado do registo; caso contrário, começa o caos — fraude, gastos a dobrar, e por aí fora.
Como é que isto funciona, na prática? Existem várias abordagens principais.
A primeira e a mais conhecida é Proof of Work, ou PoW. O Bitcoin usa exactamente isso. Os Майнеры resolvem problemas matemáticos difíceis, e quem resolver primeiro — adiciona um bloco à cadeia e recebe uma recompensa. Parece simples, mas exige uma capacidade computacional enorme.
Depois surgiu Proof of Stake, ou PoS. O Ethereum passou a usar isso, e foi uma mudança séria. Aqui, os validadores não são escolhidos com base na potência do processador, mas sim no tamanho da sua participação na rede. Têm interesse em agir de forma honesta, porque correm o risco de perder as suas criptomoedas se começarem a aldrabar.
Há também Delegated Proof of Stake — DPoS. A EOS e alguns outros projectos aplicam-no. A essência é que os detentores de tokens votam nos produtores de blocos. É mais democrático, mas requer participação activa da comunidade.
E não te esqueças do Byzantine Fault Tolerance, ou BFT. É um algoritmo que permite que a rede continue a funcionar mesmo quando parte dos nós falha ou actua de forma hostil. A Ripple usa uma abordagem semelhante.
Cada um destes mecanismos tem vantagens e desvantagens. PoW — é muito seguro, mas consome muita energia. PoS — é mais eficiente, mas exige mais confiança nos validadores. DPoS — é mais rápido, mas é mais centralizado.
O que é interessante é que a indústria está constantemente a experimentar. Surgem soluções híbridas, novas variantes de consenso. Parece que ainda não vimos todas as possibilidades. Cada projecto procura o seu próprio equilíbrio entre segurança, velocidade e descentralização. É exactamente nisto que reside toda a complexidade de construir um sistema verdadeiramente fiável.