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Recentemente, enquanto analisava o gráfico do mercado, voltei a ver pessoas a discutirem o problema da divergência de topo; então decidi organizar isto, porque é realmente uma dúvida que muita gente tem.
Falando em análise técnica, certamente que ouviste falar frequentemente em “divergência de topo” e “divergência de fundo”. Na verdade, são sinais usados para avaliar possíveis pontos de viragem no mercado. O que se observa principalmente são indicadores como o RSI ou o MACD. Em termos simples, a divergência de topo sugere que poderá estar a chegar a hora de o mercado atingir o topo; a divergência de fundo, por sua vez, indica que o mercado poderá já ter tocado no fundo.
Primeiro, vamos ver o que é a divergência de topo. A divergência de topo é quando o preço continua a fazer máximas novas, mas o RSI ou o MACD — pelo contrário — não acompanham essas máximas novas e, em vez disso, começam a perder força. Este fenómeno chama-se divergência de topo e, normalmente, significa que a força do movimento ascendente está a diminuir e que poderá estar na altura de começar um ajustamento. Quando faço a minha análise do gráfico, a divergência de topo é a forma mais comum que uso para avaliar se existe risco de haver uma correcção a partir de níveis elevados; continua a ser bastante útil.
A divergência de fundo faz exatamente o contrário. O preço está a cair, cria novas mínimas, mas o indicador técnico não faz uma mínima nova em simultâneo; em vez disso, começa a recuperar e a subir em ressalto. Isto é a divergência de fundo. Indica que a força das vendas está a enfraquecer e que o mercado poderá estar a passar de um cenário de baixa para um de alta. A divergência de fundo é normalmente usada para procurar oportunidades de ressalto em zonas de baixa.
Para avaliar estes sinais, os indicadores mais comuns incluem o RSI, o MACD, o Oscilador Estocástico, etc. O desempenho de cada indicador pode ser ligeiramente diferente, mas a lógica é a mesma. Existe ainda um detalhe muito importante: se a divergência ocorrer em zonas de sobrecompra ou de sobrevenda, o sinal tende a ser mais forte e mais fiável.
No entanto, tenho de alertar: os indicadores não são 100% precisos. A divergência de topo e a de fundo também podem falhar. Já vi demasiadas pessoas a seguirem cegamente um determinado indicador e o resultado foi ficarem presas numa operação. A abordagem correcta é combinar vários indicadores, e ver também em conjunto as médias móveis e o volume, e depois definir um plano com stop-loss e stop-win; cumpre-se rigorosamente.
Além disso, a divergência de topo e a de fundo são apenas sinais de inversão e não significam que a tendência tenha de mudar obrigatoriamente. O melhor é confirmar com outros indicadores técnicos; por exemplo, ver se as médias móveis estão a convergir ou se o volume está a apresentar algo de anormal. Num mercado em consolidação e oscilação, as divergências geram frequentemente sinais falsos, por isso é preciso combiná-las com métodos como analisar níveis de suporte e resistência e fazer análise de padrões.
Por fim, mesmo que o sinal de divergência esteja claríssimo, ao negociar é sempre indispensável definir stop-loss. O mercado muda de forma instantânea; mesmo o melhor sinal pode estar errado. Proteger o capital é o mais importante.