Ao acordar, o mundo inteiro está a impor restrições a Israel.



Agora, o maior fator de incerteza não são os Estados Unidos, nem o Irã, mas Israel. Israel continua a bombardear indiscriminadamente o Líbano. Só no dia 8 de abril, segundo relatos, mais de 300 libaneses foram mortos.

Numa única noite, Israel voltou-se contra o mundo:

1)Ministro dos Negócios Estrangeiros do Canadá: o cessar-fogo precisa de ser mantido e alargado ao Líbano.

2)Primeiro-ministro de Espanha Sánchez: o Líbano tem de ser incluído no acordo de cessar-fogo.

3)Ministro dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido Cooper: o Líbano tem de ser incluído no acordo de cessar-fogo.

4)Ministro dos Negócios Estrangeiros do Qatar: condenou “uma série de ataques aéreos cruéis” que Israel está a levar a cabo contra “vastas áreas do Líbano”.

5)Ministério dos Negócios Estrangeiros do Paquistão: condenou com a formulação mais severa a “agressão contínua de Israel contra o Líbano”.

6)Primeiro-ministro da Alemanha: em circunstância alguma será permitido que as ações militares de Israel destruam o processo de paz no Médio Oriente.

7)Ministério dos Negócios Estrangeiros do Egipto: os ataques de Israel ao Líbano são uma nova tentativa de voltar a arrastar a região para um novo “caos total”.

8)Ministro dos Negócios Estrangeiros de França: condenamos fortemente os bombardeamentos aéreos de grande escala de Israel contra o Líbano. O Líbano tem de ser incluído no âmbito do acordo de cessar-fogo.

9)Secretário-geral da Liga Árabe: saudou com agrado o anúncio de cessar-fogo por parte dos Estados Unidos e do Irã, ao mesmo tempo que instou Israel a cumprir os acordos de cessar-fogo relevantes e a cessar as suas ações militares contra o Líbano.

10)Primeiro-ministro de Itália: condenou vigorosamente Israel por disparar tiros de aviso para a UNIFIL.

11)Primeiro-ministro da Austrália, Anthony: Israel deve parar de violar o acordo de cessar-fogo.

12)Trump: o acordo EUA-Irã é “muito optimista”, exigindo que a parte israelita “mantenha um perfil discreto” no Líbano.

Até do lado do Japão e da Coreia, todos se puseram em polvorosa com o comportamento de Israel.

Dá para ver que, para além dos Estados Unidos, toda a gente quer viver; se continuarem a apertar, vão acabar por ficar sem ar.

Esta jogada do Irã está realmente certa: ao bloquear as artérias económicas do mundo e ao colocar-se no ponto mais alto do plano moral, consegue fazer com que o mundo inteiro se oponha a Israel; se Israel continuar assim, é provável que o aguardem consequências ainda mais graves.
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