#Gate广场四月发帖挑战 21 horas de conversas vazias? Nós ajudamos a esclarecer a grande encenação entre EUA e Irã



Uma negociação de estilo maratona, no final, nem mesmo um aperto de mãos foi deixado!
As negociações entre EUA e Irã em Islamabad finalmente tiveram um resultado parcial — ou melhor, um resultado sem resultado.
De acordo com informações da parte iraniana na madrugada do dia 12, a negociação “terminou há poucos minutos”, e devido à “ganância e ambição dos EUA”, as partes ainda não chegaram a um acordo. Quase ao mesmo tempo, o vice-presidente dos EUA, Vance, confirmou numa coletiva em Islamabad: não conseguimos chegar a um acordo, estamos prontos para voltar para casa.
21 horas de negociações, e o que se conseguiu foi uma frase: “ainda não há acordo”. Vance foi mais direto: “Para o Irã, isso é uma notícia ainda pior do que para os EUA.”
Mas será que é mesmo assim? Vamos desmontar essa maratona de 21 horas e descobrir muitas coisas interessantes.
1. O que realmente aconteceu durante essas 21 horas? Vamos resumir a linha do tempo.
Desde o meio-dia do dia 11, ambos os lados entraram em modo de “aquecimento”. Do lado iraniano, uma delegação de 71 pessoas, uma espécie de “mudança de casa” com especialistas de várias áreas — política, militar, econômica, jurídica. A delegação americana tinha 300 pessoas — embora grande parte fosse de segurança e cerimonial, o tamanho da equipe não foi pequeno.
As negociações presenciais começaram às 17h30 e continuaram até as 2h da manhã do dia seguinte, totalizando 8,5 horas. Depois, houve revisão de textos pela equipe técnica, que se estendeu até cerca de 3h da manhã. Você pensa que acabou aí? Ainda não. As negociações continuaram até o dia 12, totalizando 21 horas.
Vance revelou na coletiva que, durante essas 21 horas, as partes tiveram “múltiplas discussões substantivas”, e os EUA também deixaram clara sua “linha vermelha” — condições aceitáveis e inaceitáveis foram colocadas na mesa. Mas o lado iraniano “optou por não aceitar esses termos”.
Assim, a delegação americana saiu de mãos vazias.
Vance, ao agradecer a mediação do Paquistão, não deixou de acrescentar: “Voltaremos aos EUA sem um acordo.” Essa frase soa leve, mas a mensagem subentendida é clara — a bola está com o Irã, vocês é que não a pegaram.
2. Estreito de Hormuz: uma mesa, duas histórias
O ponto mais controverso dessas negociações foi, na verdade, o controle do Estreito de Hormuz.
A proposta dos EUA era de “gestão conjunta”. A resposta do Irã foi direta: não, essa passagem deve estar totalmente sob nosso controle, e temos o direito de cobrar “pedágio” às embarcações que passarem. O presidente do Conselho de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Aziz, até afirmou publicamente nas redes sociais: só abrirá o Estreito de Hormuz com a permissão do Irã.
Mas o que realmente tornou essa negociação dramática foi um incidente durante as conversas.
Enquanto os representantes estavam sentados frente a frente no hotel, uma notícia foi divulgada: duas embarcações de guerra americanas cruzaram o Estreito de Hormuz naquele dia, entrando no Golfo Pérsico. O Comando Central dos EUA também confirmou no Twitter, dizendo que isso era para “limpar minas no estreito”.
Por outro lado, o Irã apresentou uma versão completamente oposta: as embarcações americanas tentaram entrar no estreito, mas foram impedidas por navios da Guarda Revolucionária. Após um breve confronto, elas “forçaram a retirada”.
A mesma situação, dois roteiros totalmente diferentes. Quem está mentindo? Na verdade, talvez ninguém esteja mentindo — o mais provável é que ambos estejam usando suas próprias versões para definir “os fatos”. Os EUA querem transmitir a mensagem de que “o estreito não é seu para decidir”, enquanto o Irã quer mostrar ao mundo: “Se você tentar, também vamos impedir.”
Esse estado de falações contraditórias é, na verdade, um espelho de toda a negociação — nem mesmo um fato pode ser consenso, como esperar um acordo?
3. Questão nuclear: a verdadeira “linha vermelha” dos EUA aparece
Se o Estreito de Hormuz é uma controvérsia na mesa, a questão nuclear é a carta que fica escondida sob ela. Vance revelou isso na coletiva.
Ele foi claro: a principal razão para os EUA e o Irã não terem chegado a um acordo é que o Irã não fez uma promessa clara de abandonar o desenvolvimento de armas nucleares. Atenção, Vance usou a expressão: “não apenas parar de desenvolver atualmente, mas também comprometer-se a não adquirir capacidades e tecnologias relacionadas a longo prazo.”
Esse requisito é bastante elevado. Não basta o Irã parar suas atividades nucleares atuais, é preciso que Teerã renuncie, de forma proativa, à possibilidade de possuir capacidade nuclear no futuro — mesmo tecnologias civis podem ser vistas pelos EUA como uma “linha ultrapassada”.
Vance também afirmou que os EUA apresentaram uma “proposta final” ao Irã, e agora aguardam uma resposta. A mensagem subentendida é: nossa linha de fundo já foi definida, cabe ao Irã aceitar ou não.
Por sua vez, o Irã afirma que a culpa pelo fracasso das negociações é da “ganância e ambição dos EUA”. Na narrativa iraniana, os EUA querem demais, oferecem de menos, e a “gestão conjunta” na essência é uma forma de privar o Irã de seus ativos estratégicos.
As duas partes mantêm posições opostas, ninguém cede. Os textos das negociações passaram por várias rodadas de revisão, mas as diferenças centrais permanecem intactas.
4. 71 contra 300: duas filosofias de negociação por trás dos números
Outro detalhe interessante: a comparação do tamanho das delegações.
EUA com 300 pessoas, Irã com 71. À primeira vista, uma grande diferença, mas não é uma simples questão de “mais pessoas, mais força”.
Dentro das 300 pessoas americanas, uma parte significativa é de segurança e cerimonial, mas mesmo assim, esse tamanho reflete um estilo de negociação — tratar a negociação como uma demonstração de “poder do país”, usando ostentação e imponência para pressionar. Além disso, os principais membros americanos incluem o enviado especial Witterkoff e Jared Kushner, genro de Trump, o que mostra que não se trata de uma equipe de diplomatas profissionais seguindo procedimentos, mas de um grupo altamente privado e de confiança. Trump escolheu as pessoas que mais confiava para liderar, com o objetivo de controlar o ritmo das negociações, sem dar espaço para que o Departamento de Estado, a “burocracia oficial”, interferisse.
Uma foto, publicada pelo escritório do primeiro-ministro paquistanês em 11 de abril de 2026, mostra o vice-presidente dos EUA, JD Vance (à esquerda), apertando as mãos com o primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, antes das negociações de paz entre EUA e Irã. (Imagem fornecida pelo escritório do primeiro-ministro paquistanês / AFP)
Já a delegação iraniana, embora menor, é altamente qualificada. Os 71 integrantes incluem não só os principais negociadores, mas também especialistas de áreas políticas, militares, econômicas, jurídicas, além de representantes da mídia. Essa configuração tem a lógica de “poucos, mas precisos — cada setor deve aprofundar os detalhes”.
Não há uma melhor ou pior, mas essas diferenças refletem uma questão profunda: as expectativas de ambos os lados para essa negociação estão em canais diferentes. Os EUA querem um “acordo-quadro”, uma direção geral, e depois preencher os detalhes; o Irã, desde o início, está minuciosamente revisando cada palavra do texto, porque não confia que os EUA cumprirão suas promessas nas próximas fases.
Essa falta de confiança é mais difícil de superar do que os navios no Estreito de Hormuz.

5. Por que o Paquistão? Uma escolha inteligente de anfitrião
Outro ponto que não dá para ignorar: por que essa negociação tão importante foi realizada em Islamabad?
O Paquistão tem um papel especial. É um aliado tradicional dos EUA, com uma longa história de cooperação de segurança com Washington; ao mesmo tempo, mantém boas relações com o Irã, e tem credibilidade diplomática em Teerã. Mais importante, o chefe do Estado-Maior do Exército paquistanês, Munir, conseguiu abrir canais de comunicação entre as forças armadas dos EUA e do Irã, algo raro, dado o nível de desconfiança entre as partes.
Agência de notícias Xinhua
Alguns analistas dizem que o Paquistão não é apenas um “boca-voz”, mas um mediador ativo. Essa posição é muito importante — só transmitir mensagens não adianta, é preciso ter peso em ambos os lados para manter as partes na mesa por 21 horas.
Vance também agradeceu ao Paquistão na coletiva, dizendo que sua mediação foi fundamental para aproximar as posições. Essa não é uma cortesia vazia — sem o papel do Paquistão, essa negociação talvez nem tivesse começado.
Claro, o Paquistão também tem seus interesses. Assinou um acordo de defesa estratégica com a Arábia Saudita, e não quer que uma escalada do conflito EUA-Irã o envolva militarmente. Assim, sua mediação é tanto uma ação proativa quanto uma forma de evitar riscos.
6. E se não der certo? E agora?
21 horas, sem acordo, e os EUA voltam para casa. Essa é a situação atual.
Mas “sem acordo” não significa “quebra total”. Vance deixou claro que os EUA apresentaram uma proposta final e ainda aguardam uma resposta do Irã. Isso significa que as portas ainda estão abertas, e o canal de negociações permanece, apenas com o tempo necessário para que ambos reavaliem suas linhas vermelhas.
Durante as negociações, Trump disse algo interessante: “Não importa se conseguimos um acordo ou não, os EUA já venceram de qualquer forma.” Essa é uma fala típica de quem já considera o resultado como ganho — primeiro, declara a vitória, e qualquer que seja o desfecho, pode ser considerado uma vitória. Se der certo, é vitória; se não, também é vitória, porque não há derrota.
Vance também afirmou na coletiva que “isso é uma notícia ainda pior para o Irã”, usando a mesma lógica. A responsabilidade pelo fracasso é atribuída ao outro lado, enquanto se reserva uma saída para si mesmo.
Quanto ao Irã, sua situação é ainda mais delicada. Se aceitar a “proposta final” dos EUA, pode enfrentar resistência interna de setores mais radicais; se recusar, continuará sob sanções e isolamento. A delegação de 71 pessoas passou 21 horas em Islamabad e saiu de mãos vazias, e esse resultado já é uma pressão por si só.
O que acontecerá a seguir? Talvez continue as negociações, talvez em níveis mais baixos, técnicos, ou quem sabe — ninguém pode descartar — uma nova escalada no Estreito de Hormuz.
A única certeza é que as embarcações americanas no estreito não vão se retirar tão cedo. O que não for resolvido na mesa de negociações, geralmente acaba sendo resolvido na superfície do mar.
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HighAmbition
· 2h atrás
boas informações sobre criptomoedas
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XiaoXiCai
· 2h atrás
GT é o rei👑
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XiaoXiCai
· 2h atrás
GT é o rei👑
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XiaoXiCai
· 2h atrás
Entre rápido!🚗
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XiaoXiCai
· 2h atrás
Entre rápido!🚗
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XiaoXiCai
· 2h atrás
Vamos lá!🚗
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XiaoXiCai
· 2h atrás
Vai com tudo💪
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XiaoXiCai
· 2h atrás
Vamos lá, vamos lá, vamos lá, é para fazer acontecer, fazer acontecer, fazer acontecer 🥰
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