Bitcoin está resistindo, mesmo sendo balançado pela controvérsia tarifária dos Estados Unidos. Na quinta-feira, a negociação caiu perto de 65.900 dólares, mas depois voltou a cerca de 67.000 dólares. Parece que o mercado foi influenciado pelo comentário do ex-presidente Trump, de que os impostos ajudaram a reduzir o déficit comercial dos EUA em 78%.



A verdade é que, mais do que a precisão desses números, o que os traders estão observando é o impacto na economia real. Quando as tarifas aumentam, as taxas de juros tendem a permanecer altas por mais tempo, e o dólar também se fortalece. Isso coloca pressão sobre ativos de risco como o Bitcoin. Se a economia real continuar a se contrair, pode ficar difícil manter a atual alta.

Dados reais mostram que, no início de janeiro, o déficit comercial dos EUA encolheu para cerca de 29,4 bilhões de dólares, o menor nível desde 2009. A redução nas importações e o aumento nas exportações parecem ser as razões. No entanto, especialistas alertam que parte dessa variação pode ser devido a fluxos temporários de ouro, e confiar apenas nos dados mensais pode ser arriscado. Para entender o movimento verdadeiro da economia, é preciso mais tempo.

Por enquanto, o Bitcoin está sendo negociado como se fosse um indicador da economia real. Ele reage de forma sensível às mudanças na liquidez e nas perspectivas de juros. A decisão se a controvérsia tarifária será apenas um ruído político ou se realmente afetará a economia real vai influenciar o próximo movimento do mercado. O preço atual está em torno de 74.000 dólares.
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