Uma visão interessante sobre a situação do Bitcoin foi apresentada por Arthur Hayes em sua análise recente. Ele chama atenção para um cenário que muitos deixam de lado — a deflação provocada pelo desenvolvimento da inteligência artificial, e como isso pode virar todo o panorama macroeconômico de cabeça para baixo.



A essência do seu argumento é simples, mas convincente. Se essa deflação realmente começar, os bancos centrais não ficarão de braços cruzados. Eles irão imprimir dinheiro para salvar o sistema bancário de um colapso, e os economistas encontrarão várias justificativas para essas ações. Além disso, se o governo adotar uma política fiscal agressiva com orçamentos enormes, o Federal Reserve será forçado a reduzir as taxas e injetar liquidez no sistema.

E o que realmente é interessante — Arthur Hayes relaciona a queda do Bitcoin no terceiro trimestre do ano passado não com expectativas inflacionárias, mas, ao contrário, com expectativas deflacionárias. O mercado, aparentemente, já levava isso em conta, mas poucos falavam abertamente sobre o assunto. Segundo ele, o Bitcoin só poderá se recuperar de verdade quando a pressão deflacionária diminuir ou se inverter na direção oposta.

Outro ponto que Arthur Hayes destaca — os bancos olham para o Bitcoin de uma forma completamente diferente do que pensamos. O interesse deles está na negociação de varejo ao redor dele, na popularidade entre investidores comuns. E aqui há um risco: se o Bitcoin perder esse apelo de varejo, se as pessoas comuns deixarem de se interessar por ele, ele pode simplesmente se tornar irrelevante.

Essa é uma visão bastante realista da situação. Parece que o futuro do Bitcoin depende não apenas da tecnologia ou da adoção, mas também de cenários macroeconômicos que poucos conseguem prever. Arthur Hayes sugere que devemos ficar atentos não às notícias sobre criptomoedas, mas aos sinais do mundo macroeconômico e político.
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