최근 금리가 오르내리면서 안전한 투자처를 찾는 사람들이 많아졌더라고요. 저도 포트폴리오를 다시 정리하면서 미국채권에 눈을 돌리게 됐는데, 생각보다 복잡하더군요. 특히 한국 투자자 입장에서는 환율 문제까지 고려해야 하니까요.



Primeiro, resumindo o básico dos títulos de dívida, podemos pensar neles como uma espécie de recibo de empréstimo emitido pelo governo ou por empresas quando tomam dinheiro emprestado. O investidor recebe juros fixos e, no vencimento, o valor principal de volta. Os títulos do governo dos EUA emitidos são basicamente três tipos: T-bill com menos de um ano, T-note de 1 a 10 anos, e T-bond de 10 a 30 anos. Quanto maior o prazo, geralmente a taxa de juros é maior, mas em tempos de desaceleração econômica, há uma inversão onde a demanda por títulos de longo prazo aumenta e as taxas de curto prazo podem ficar mais altas.

Ao pensar em como comprar títulos do governo dos EUA, o primeiro fator a considerar é a relação entre taxa de juros e rendimento. Os preços dos títulos e as taxas de juros se movem de forma oposta. Quando as taxas sobem, os títulos recém emitidos oferecem juros mais altos, fazendo o preço dos títulos existentes cair. Quando as taxas caem, o preço dos títulos existentes sobe. O rendimento reflete, no final, o sentimento dos investidores.

As vantagens de investir em títulos do governo dos EUA são bastante claras. Primeiro, o governo garante o pagamento, então a segurança é máxima. É por isso que muitos investidores buscam nesses momentos de recessão. Segundo, a taxa fixa permite previsibilidade de retorno, ideal para aposentados ou quem precisa de fluxo de caixa estável. Terceiro, o mercado de títulos é grande e líquido, facilitando a venda rápida quando necessário. Quarto, os juros dos títulos do governo dos EUA são sujeitos apenas ao imposto federal, sendo isentos de impostos estaduais e municipais, o que melhora o rendimento líquido.

Claro que há riscos. Quando as taxas sobem, o valor dos títulos existentes cai, e vendê-los antes do vencimento pode gerar perdas. A inflação também é um problema: como a taxa é fixa, se os preços sobem, o retorno real diminui. Usar TIPS (Títulos do Tesouro protegidos contra a inflação) pode ajudar a mitigar esse risco. Para investidores estrangeiros, o risco cambial também não pode ser ignorado.

Existem três formas principais de comprar títulos do governo dos EUA. A primeira é a compra direta, via TreasuryDirect, onde você compra diretamente do governo sem taxas de administração e recebe juros periodicamente até o vencimento. Mas há limite de até 10.000 dólares por pessoa, e para diversificar, é preciso comprar vários títulos, o que pode complicar a gestão. Se precisar vender antes do vencimento, pode ser necessário vender com desconto.

A segunda opção é investir em fundos de títulos, gerenciados por profissionais que diversificam os títulos, reduzindo riscos específicos. Com valores menores, é possível montar uma carteira diversificada. A desvantagem é que há taxas de administração que reduzem o retorno.

A terceira alternativa é comprar ETFs de títulos, que seguem índices de títulos do governo. Geralmente têm taxas menores que fundos e podem ser negociados na bolsa como ações, oferecendo alta liquidez. Mas, como são fundos passivos, eles acompanham a volatilidade do mercado, mesmo que os títulos subjacentes sejam estáveis, e não há gestão ativa para proteger contra variações de preço.

Para investidores na Coreia, uma estratégia recomendada é combinar títulos do governo coreano e dos EUA. Diversificar entre países ajuda na dispersão de risco regional, e possuir ambas as moedas, won e dólar, ajuda a mitigar o risco cambial. Como os ciclos econômicos de Coreia e EUA nem sempre coincidem, quando um está mal, o outro pode compensar.

Para gerenciar o risco cambial, é possível usar derivativos como contratos a termo, que fixam a taxa de câmbio. Assim, você reduz a exposição cambial, mas também perde a oportunidade de se beneficiar de movimentos favoráveis na taxa. Uma estratégia comum é fazer uma hedge parcial, protegendo parte do portfólio, deixando o restante exposto. Quando o dólar está forte, a parte não hedgeada pode gerar ganhos, e quando está fraco, a parte hedgeada ajuda a limitar perdas.

Duration é outro conceito importante: mede a sensibilidade do preço do título às variações de taxa de juros. Para preservar o principal, títulos de prazo mais longo são indicados, mas para reduzir risco de variação de juros, uma combinação de títulos de prazo mais curto é melhor.

Também é fundamental verificar a questão fiscal. Os juros dos títulos do governo dos EUA estão sujeitos ao imposto de renda federal, mas podem ser tributados na Coreia também. Felizmente, há um tratado de dupla tributação entre os dois países, evitando a bitributação. Ainda assim, consultar um especialista em tributação é aconselhável.

Na prática, montar uma carteira com 50% de títulos do governo coreano e 50% de títulos dos EUA pode equilibrar segurança e rendimento, além de reduzir a dependência de uma única economia. Quando o dólar está forte, a parte não hedgeada dos títulos americanos traz ganhos, e quando está fraco, a parte hedgeada ajuda a proteger contra perdas, criando um equilíbrio automático.

Resumindo, a forma de comprar títulos do governo dos EUA depende do seu objetivo de investimento, tolerância ao risco e horizonte de tempo. Para investidores conservadores e de longo prazo, a compra direta é uma boa opção. Para diversificação e gestão profissional, fundos são indicados. Para maior liquidez e menores custos, ETFs são uma alternativa. Em qualquer caso, entender bem os riscos de taxa de juros, inflação e câmbio é essencial. E, se você for investidor na Coreia, combinar títulos de ambos os países pode proporcionar uma carteira mais estável e rentável.
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