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O panorama on-chain é genuinamente notável. Os detentores de longo prazo agora controlam 78,9% a 79% do suprimento circulante do Bitcoin — um recorde histórico que supera todos os picos anteriores. Para colocar isso em perspectiva, os recordes anteriores foram de 74,5% durante a zona de fundo de 2022-2023 e 71,5% em 2018-2019. E ainda está subindo.

Ao mesmo tempo, quase 11 milhões de BTC estão agora mantidos com prejuízo — também um recorde. Mas aqui está o detalhe: essas moedas submersas não estão sendo vendidas. A reativação de moedas antigas — BTC adormecido que se move após longos períodos de inatividade — está em apenas 218.421 BTC no acumulado do ano, o nível mais baixo desde 2012. Compare isso com 2024, quando 1,18 milhão de BTC haviam sido reativados até junho. Os detentores convictos estão literalmente parados.

O Êxodo Institucional

Do outro lado do balanço, as vendas institucionais têm sido brutais. Os ETFs de Bitcoin à vista registraram saídas líquidas acumuladas de US$ 6 bilhões a US$ 8 bilhões em 2026. As saídas se intensificaram tanto que os ETPs globais de Bitcoin tiveram sua primeira leitura negativa de fluxo em um ano desde novembro de 2023. Esse mesmo sinal apareceu algumas semanas antes do fundo do ciclo de 2022.

As vendas atingiram o pico no início de junho — uma sequência de 13 dias consecutivos de saídas drenou US$ 4,4 bilhões — mas vêm desacelerando desde então. As saídas semanais caíram 87% em relação a esse pico, passando de US$ 1,72 bilhão para aproximadamente US$ 226 milhões na semana completa mais recente.

A Divergência Que Importa

Aqui é onde fica interessante. Desde 1º de junho, grandes detentores (baleias com 10 a 10.000 BTC) acumularam aproximadamente 270.000 BTC — cerca de US$ 20 bilhões. Essa é a maior acumulação mensal de qualquer classe de detentores desde 2013. O timing é quase perfeito: as baleias entraram em modo de acumulação exatamente quando a sequência de saídas dos ETFs atingiu o pico.

Então você tem vendas recordes de ETFs e compras recordes de baleias acontecendo ao mesmo tempo. O preço seguiu os vendedores até agora, caindo do meio-$70s para cerca de US$ 60.000 a US$ 62.000. Mas como disse um analista, 'a válvula de pressão está afrouxando'.

O Que Esse Cenário Significa Historicamente

A K33 Research, que rastreia esses dados, afirma que o padrão é consistente com mercados de urso em estágio final. Em todos os mercados de urso anteriores do Bitcoin, a oferta se inclinava para detentores de longo prazo à medida que o mercado se aproximava de seu fundo. A leitura de 79% é a mais alta já registrada e está aumentando, não se achatando.

A pergunta crítica: isso se resolve como a maior capitulação da história do Bitcoin (se esses detentores convictos eventualmente quebrarem) ou a compressão de oferta mais apertada já registrada em direção ao próximo ciclo (se não quebrarem)?

A Realidade Técnica Agora

O Bitcoin está sendo negociado bem abaixo de sua média móvel de 50 dias em US$ 71.160 e de 200 dias em US$ 76.360. O RSI está em 37,3 — ainda em território de pressão de venda, mas não profundamente sobrevendido. O suporte chave está em US$ 62.500; resistência em US$ 64.700 e US$ 66.500. Um movimento sustentado acima de US$ 66.500 sugeriria que a demanda das baleias está finalmente superando a pressão de venda restante dos ETFs.

A divergência é real. A questão não é se as dinâmicas subjacentes estão mudando. É se elas mudaram o suficiente para inverter o regime técnico.

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