As ações dos EUA têm sofrido uma pressão bem evidente nos últimos tempos, com os três principais índices caindo em conjunto e fechando no vermelho; as ações de tecnologia lideraram as quedas. Apple e Microsoft recuaram mais de 4%, enquanto a Tesla despencou quase 15% devido à queda do lucro líquido e à conversão negativa de fluxo de caixa. A contradição central está no fato de que a fé no tema AI está sendo testada: embora o relatório da Alphabet (Google) tenha superado as expectativas, foi registrado pela primeira vez um fluxo de caixa negativo, além de novos US$ 15 bilhões de gastos adicionais em capital (capex). Com isso, o mercado começou a questionar se a enorme injeção de recursos conseguirá se traduzir em lucros. Ao mesmo tempo, o conflito no Oriente Médio impulsionou o Brent acima de US$ 100, a rentabilidade dos Treasuries de 2 anos disparou para a maior alta do ano e a probabilidade de novos aumentos de juros do Fed em julho subiu drasticamente para 38%, pressionando as avaliações de growth stocks por dois lados. O setor de chips ganhou força apesar do cenário, impulsionado por alta nos preços de memória, mas o sentimento geral do mercado segue frágil. Na próxima semana, os balanços de gigantes como Microsoft e Meta devem se tornar o principal termômetro; se a orientação de gastos de capital não vier em linha com o esperado, as correções poderão continuar ou se estender.

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