De acordo com a Golden Finance, a 25 de março, o CEO do BNY Mellon, Robin Vince, afirmou na cimeira de ativos digitais de Nova Iorque que a próxima fase de adoção no setor de criptomoedas dependerá das grandes instituições financeiras, sendo que os bancos poderão conectar o sistema financeiro tradicional ao ecossistema de ativos digitais.
Robin Vince mencionou que o BNY Mellon já oferece serviços de custódia de ativos digitais e destacou que a tokenização é uma direção prioritária, incluindo a criação de uma nova categoria de cotas digitais para fundos do mercado monetário, emitidas na forma de tokens de ativos existentes. Ele também apontou que setores como empréstimos e imóveis podem beneficiar-se inicialmente da tokenização.
Robin Vince enfatizou que a confiança e a regulamentação influenciarão a velocidade do desenvolvimento do setor, e afirmou que é necessário um quadro regulatório claro e regras definidas. Ele acrescentou que a Lei GENIUS dos EUA já foi aprovada, enquanto a versão revisada da Lei de Clareza do Mercado de Ativos Digitais ainda está em andamento; o projeto de lei ainda gera controvérsia quanto ao tratamento dos rendimentos de stablecoins, sendo que a última proposta de compromisso permite recompensas relacionadas às atividades dos usuários, mas não permite o pagamento de juros sobre saldos de stablecoins. Ao mesmo tempo, ele afirmou que a participação de instituições ainda depende de segurança e regulamentação, e que esse processo levará de 5 a 15 anos.
Amy Oldenburg, do Morgan Stanley, declarou que a expansão dos bancos para o setor de criptomoedas não é uma jogada especulativa, mas uma consequência do avanço após anos de construção de infraestrutura.