Mensagem do Gate News, 21 de abril — Kevin Warsh, o nomeado do Presidente Trump para o próximo cargo de presidente da Reserva Federal, fez declarações significativas antes da sua audiência de confirmação na Comissão Bancária do Senado em 21 de abril. Num depoimento divulgado a 20 de abril, Warsh sublinhou que a independência da política monetária da Fed está em grande medida nas suas próprias mãos.
Warsh apresentou três pontos-chave sobre a independência da Fed. Primeiro, o Congresso determinou que a Fed assegure a estabilidade de preços, e a inflação é uma escolha pela qual a Fed deve assumir a responsabilidade. Segundo, embora a Fed tenha o mais elevado grau de independência nas operações de política monetária, esta independência não se estende a todas as funções autorizadas pelo Congresso, como a gestão de fundos públicos e a supervisão bancária. Terceiro, a Fed tem de manter-se dentro do seu mandato; aventurar-se em áreas de política fiscal e social em que não tem autoridade nem experiência coloca o maior risco para a independência. Warsh afirmou que a Fed não deve servir como uma agência governamental para tudo.
Warsh também referiu que os responsáveis eleitos, incluindo o Presidente, os membros do Congresso e os senadores, podem expressar opiniões sobre as taxas de juro sem ameaçar substancialmente a independência da Fed. O seu percurso inclui funções no Morgan Stanley e no governo Bush, tendo sido o governador da Fed mais jovem de 2006 a 2011. O mandato do atual presidente da Fed, Jerome Powell, termina a 15 de maio; caso seja confirmado, Warsh assumiria o cargo no calendário previsto. A audiência também aborda as expectativas anteriores de Trump quanto a cortes nas taxas e os ativos divulgados por Warsh, que excedem $100 milhões, embora ele tenha recusado divulgar pormenores dos seus investimentos, invocando acordos de confidencialidade.