A Meta e a Palantir enfrentam críticas por alinhamento com Trump e por “lock-in” dos clientes; o Parlamento do Reino Unido exige o fim do contrato de 2027

De acordo com o podcast The Rest is Money e com o The Guardian, Nick Clegg, antigo presidente da Meta para assuntos globais e comunicações, criticou recentemente gigantes da tecnologia de Silicon Valley, incluindo a Meta, por se alinharem com a postura política do Presidente Trump, afirmando que estes movimentos são motivados por “interesse próprio”, e não por princípio. Clegg, que deixou a Meta em Março de 2026 após quase sete anos, afirmou que os serviços e produtos passaram de “modelos centrados no ser humano para abordagens orientadas por conteúdos, incluindo conteúdos gerados por IA”. Clegg também levantou preocupações sobre a Palantir, questionando se a empresa de software dos EUA está a criar uma dependência excessiva dos clientes para se tornar “irrelevável”. A Comissão Parlamentar do Reino Unido para a Ciência, Inovação e Tecnologia publicou na semana passada um relatório que identifica a Palantir como “o caso mais preocupante de dependência excessiva do sector público por fornecedores de grande tecnologia”, instando o governo a rescindir o contrato quando as cláusulas de saída entrarem em vigor em 2027. O CEO da Palantir UK, Louis Mosley, respondeu na BBC que dois departamentos do governo já deixaram de usar os seus serviços, com migração bem-sucedida de dados para fornecedores alternativos.
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