12 de dezembro, uma reunião importante está prestes a acontecer — a divulgação da decisão de taxa de juro do Banco do Japão. Embora o mercado já tenha um consenso sobre a direção do aumento de juros, o verdadeiro foco não está no aumento em si, mas nos sinais que o governador do banco, Ueda Shinji, irá transmitir sobre a “futura rota de aumentos de juros”.
Atualmente, a indústria acredita que o Banco do Japão elevará a taxa de referência para 0,75%, o que representará o nível mais alto em 30 anos no Japão. Curiosamente, este aumento já foi amplamente digerido pelo mercado — o foco real das instituições já se voltou para um futuro mais distante.
“Hawks” ou “Doves”, o desfecho será bem diferente
As previsões do Nomura Securities e do Bank of America divergem.
O primeiro acredita que as expectativas do mercado em relação ao Banco do Japão estão um pouco excessivamente otimistas (ou seja, demasiado “hawkish”). O segundo aponta que, mesmo que o Banco do Japão aumente as taxas, se a postura for suficientemente conservadora (“aumento de juros dovish”), o dólar/iene poderá continuar a fortalecer-se no início do próximo ano, chegando até perto de 160.
Por outro lado, se o Banco do Japão realmente mostrar uma postura agressiva de aumento de juros (“aumento de juros hawkish”), os traders de carry trade começarão a fechar posições em massa — o dólar/iene será empurrado de volta para perto de 150. No entanto, a probabilidade de essa situação acontecer é considerada baixa pela maioria.
Por que o aumento de juros no Japão pode abalar o mercado global?
Tudo começa com o carry trade. Simplificando, os investidores tomam emprestado ienes a juros baixos e investem em ativos de maior rendimento (como ações nos EUA, Bitcoin ou moedas emergentes como o peso filipino em relação ao dólar). Quando o Banco do Japão aumenta as taxas, o custo de empréstimo em ienes sobe, forçando o fechamento dessas operações alavancadas.
Um exemplo histórico está bem à vista: no final de julho de 2024, o Banco do Japão surpreendeu ao elevar a taxa para 0,25%, desencadeando uma onda de reversão no carry trade, com o iene disparando, enquanto as ações nos EUA e o Bitcoin caíram drasticamente.
Será que desta vez será igual?
Os analistas acreditam que não será tão dramático. Existem duas razões principais para essa avaliação:
Primeiro, as expectativas de aumento de juros já foram amplamente discutidas e digeridas, deixando pouco espaço para “cisnes negros”;
Segundo, o Japão ainda está implementando um grande estímulo fiscal, uma política que, por si só, tende a pressionar o iene para baixo, contrariando a direção de aumento de juros do banco central.
Como ver o cenário cambial?
A Nomura Securities apresenta uma meta de médio prazo bastante ambiciosa: até 2026, o dólar/iene deve cair gradualmente, de 155 para 140. A lógica por trás disso é que a depreciação do iene está acumulando pressão política interna, e o aumento de juros ajudará a aliviar essa pressão.
Já o Bank of America tem uma previsão mais moderada: manterá o dólar/iene na faixa de 155-160 ao longo de 2026, sugerindo que a força do dólar pode persistir por mais tempo.
Para os traders de mercados emergentes, essa batalha entre dólar e iene terá impacto direto no cenário das moedas emergentes — seja o peso filipino ou outras moedas asiáticas, que podem ajustar-se em consequência.
Qual é a conclusão?
Se a postura do banco central for “dovish”, o iene continuará a depreciar-se, e os traders de carry trade seguirão a tomar empréstimos em ienes para investir em ativos de maior rendimento. Se, de repente, o banco central adotar uma postura “hawkish”, a onda de liquidação de posições de financiamento irá rapidamente perturbar os ativos de risco globais. 19 de dezembro, o jogo está prestes a ficar claro.
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Decisão do Banco do Japão em dezembro: sinal de subida de juros vai impulsionar o mercado cambial, as moedas emergentes enfrentam uma reestruturação
O que é que o mercado está à espera?
12 de dezembro, uma reunião importante está prestes a acontecer — a divulgação da decisão de taxa de juro do Banco do Japão. Embora o mercado já tenha um consenso sobre a direção do aumento de juros, o verdadeiro foco não está no aumento em si, mas nos sinais que o governador do banco, Ueda Shinji, irá transmitir sobre a “futura rota de aumentos de juros”.
Atualmente, a indústria acredita que o Banco do Japão elevará a taxa de referência para 0,75%, o que representará o nível mais alto em 30 anos no Japão. Curiosamente, este aumento já foi amplamente digerido pelo mercado — o foco real das instituições já se voltou para um futuro mais distante.
“Hawks” ou “Doves”, o desfecho será bem diferente
As previsões do Nomura Securities e do Bank of America divergem.
O primeiro acredita que as expectativas do mercado em relação ao Banco do Japão estão um pouco excessivamente otimistas (ou seja, demasiado “hawkish”). O segundo aponta que, mesmo que o Banco do Japão aumente as taxas, se a postura for suficientemente conservadora (“aumento de juros dovish”), o dólar/iene poderá continuar a fortalecer-se no início do próximo ano, chegando até perto de 160.
Por outro lado, se o Banco do Japão realmente mostrar uma postura agressiva de aumento de juros (“aumento de juros hawkish”), os traders de carry trade começarão a fechar posições em massa — o dólar/iene será empurrado de volta para perto de 150. No entanto, a probabilidade de essa situação acontecer é considerada baixa pela maioria.
Por que o aumento de juros no Japão pode abalar o mercado global?
Tudo começa com o carry trade. Simplificando, os investidores tomam emprestado ienes a juros baixos e investem em ativos de maior rendimento (como ações nos EUA, Bitcoin ou moedas emergentes como o peso filipino em relação ao dólar). Quando o Banco do Japão aumenta as taxas, o custo de empréstimo em ienes sobe, forçando o fechamento dessas operações alavancadas.
Um exemplo histórico está bem à vista: no final de julho de 2024, o Banco do Japão surpreendeu ao elevar a taxa para 0,25%, desencadeando uma onda de reversão no carry trade, com o iene disparando, enquanto as ações nos EUA e o Bitcoin caíram drasticamente.
Será que desta vez será igual?
Os analistas acreditam que não será tão dramático. Existem duas razões principais para essa avaliação:
Primeiro, as expectativas de aumento de juros já foram amplamente discutidas e digeridas, deixando pouco espaço para “cisnes negros”;
Segundo, o Japão ainda está implementando um grande estímulo fiscal, uma política que, por si só, tende a pressionar o iene para baixo, contrariando a direção de aumento de juros do banco central.
Como ver o cenário cambial?
A Nomura Securities apresenta uma meta de médio prazo bastante ambiciosa: até 2026, o dólar/iene deve cair gradualmente, de 155 para 140. A lógica por trás disso é que a depreciação do iene está acumulando pressão política interna, e o aumento de juros ajudará a aliviar essa pressão.
Já o Bank of America tem uma previsão mais moderada: manterá o dólar/iene na faixa de 155-160 ao longo de 2026, sugerindo que a força do dólar pode persistir por mais tempo.
Para os traders de mercados emergentes, essa batalha entre dólar e iene terá impacto direto no cenário das moedas emergentes — seja o peso filipino ou outras moedas asiáticas, que podem ajustar-se em consequência.
Qual é a conclusão?
Se a postura do banco central for “dovish”, o iene continuará a depreciar-se, e os traders de carry trade seguirão a tomar empréstimos em ienes para investir em ativos de maior rendimento. Se, de repente, o banco central adotar uma postura “hawkish”, a onda de liquidação de posições de financiamento irá rapidamente perturbar os ativos de risco globais. 19 de dezembro, o jogo está prestes a ficar claro.