Na véspera da decisão de taxa de juro do Banco do Japão e do Banco Central Europeu, o mercado cambial tem sido bastante volátil!【Foco de câmbio desta semana】
Na semana passada (8 a 12 de dezembro), o índice do dólar caiu 0,60% sob pressão, enquanto as moedas não americanas apresentaram desempenho divergente. Especificamente, o euro liderou a alta com 0,84%, a libra subiu 0,34%, o dólar australiano avançou ligeiramente 0,18%, enquanto o iene sofreu pressão de venda e caiu 0,29%.
Aproxima-se o aumento de juros do Banco do Japão, quando o iene poderá virar?
Nesta semana, 19 de dezembro, o Banco do Japão anunciará uma decisão de taxa de juros crucial. O mercado espera amplamente que o banco inicie uma nova rodada de aumento de juros, elevando a taxa básica em 25 pontos base para 0,75%, atingindo o nível mais alto em 30 anos.
Do ponto de vista técnico, o dólar/iene teve uma tendência relativamente forte na semana passada, com uma alta de 0,29%. Isso reflete uma postura de observação do mercado quanto ao caminho de aumento de juros do Banco do Japão. Como as expectativas de aumento já estão totalmente refletidas no preço, o foco real dos investidores mudou para as orientações do governador Ueda e para o ritmo futuro de aumento de juros e a “taxa de juros neutra”.
A visão do Nomura Securities merece atenção — eles acreditam que Ueda tende a manter uma postura ambígua quanto ao caminho de aumento de juros, a fim de manter flexibilidade na política. Portanto, esta reunião provavelmente não superará as expectativas do mercado e dificilmente emitirá sinais mais hawkish.
A pesquisa do Bank of America indica que, se o Banco do Japão adotar uma postura “dovish” de aumento de juros, o dólar/iene manterá níveis elevados, podendo atingir 160 no início do ano. Por outro lado, se mudar para uma postura “hawkish”, pode desencadear uma cobertura de posições vendidas no iene, levando a taxa de câmbio para perto de 150, embora essa probabilidade seja menor.
Interpretação técnica: O dólar/iene quebrou a média móvel de 21 dias; se continuar a cair, a tendência de baixa se ampliará, com suporte próximo a 153. Se houver uma recuperação e o preço retornar acima da média móvel, a resistência será em 158.
A próxima reunião do BCE, o futuro do euro e seu impacto no mundo
Na semana passada, o euro/dólar subiu 0,84%, impulsionado principalmente pelos sinais “dovish” do Federal Reserve.
O Federal Reserve cortou a taxa de juros em 25 pontos base conforme esperado, ao mesmo tempo que anunciou o início do plano de compra de reservas (RMP), adquirindo US$ 40 bilhões em títulos do governo de curto prazo por mês, interpretado pelo mercado como um sinal de afrouxamento quantitativo. Além disso, as declarações do presidente Powell transmitiram um tom mais moderado do que o esperado, pressionando o dólar por dois dias consecutivos. Vale destacar que o mais recente gráfico de pontos sugere apenas uma chance de corte de juros em 2026, mas o mercado ainda aposta em duas reduções neste ano.
Nesta semana, 18 de dezembro, o Banco Central Europeu divulgará sua decisão de taxa de juros. O mercado espera manter a taxa inalterada, com foco nas declarações do presidente Lagarde e nas previsões trimestrais, buscando pistas sobre uma possível mudança na política futura. A Morgan Stanley prevê que, diante da divergência de políticas monetárias entre Europa e EUA, o euro/dólar poderá subir para 1,23 no primeiro trimestre de 2026.
Desempenho técnico: O euro/dólar já ultrapassou a média móvel de 100 dias, com RSI e MACD indicando força de alta. O próximo alvo de preço é 1,18; se for superado, a resistência se move para a máxima anterior de 1,192. Se recuar após uma alta, o suporte fica próximo à média móvel de 100 dias em 1,164.
Pontos-chave desta semana
Reunião do Banco do Japão (19 de dezembro): atenção à magnitude do aumento de juros esperado e às declarações do governador sobre o ritmo futuro de aumento
Reunião do BCE (18 de dezembro): as declarações de Lagarde e as previsões trimestrais serão importantes para orientar o futuro do euro
Dados de emprego não agrícola de novembro nos EUA: se os dados ficarem abaixo do esperado, o dólar continuará a enfraquecer, impulsionando o euro; caso contrário, haverá pressão de curto prazo
Com duas reuniões de bancos centrais e dados econômicos importantes, a volatilidade no mercado de câmbio nesta semana pode se ampliar, e os investidores devem acompanhar de perto as políticas e os dados econômicos.
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Na véspera da decisão de taxa de juro do Banco do Japão e do Banco Central Europeu, o mercado cambial tem sido bastante volátil!【Foco de câmbio desta semana】
Varredura do Mercado da Semana Passada
Na semana passada (8 a 12 de dezembro), o índice do dólar caiu 0,60% sob pressão, enquanto as moedas não americanas apresentaram desempenho divergente. Especificamente, o euro liderou a alta com 0,84%, a libra subiu 0,34%, o dólar australiano avançou ligeiramente 0,18%, enquanto o iene sofreu pressão de venda e caiu 0,29%.
Aproxima-se o aumento de juros do Banco do Japão, quando o iene poderá virar?
Nesta semana, 19 de dezembro, o Banco do Japão anunciará uma decisão de taxa de juros crucial. O mercado espera amplamente que o banco inicie uma nova rodada de aumento de juros, elevando a taxa básica em 25 pontos base para 0,75%, atingindo o nível mais alto em 30 anos.
Do ponto de vista técnico, o dólar/iene teve uma tendência relativamente forte na semana passada, com uma alta de 0,29%. Isso reflete uma postura de observação do mercado quanto ao caminho de aumento de juros do Banco do Japão. Como as expectativas de aumento já estão totalmente refletidas no preço, o foco real dos investidores mudou para as orientações do governador Ueda e para o ritmo futuro de aumento de juros e a “taxa de juros neutra”.
A visão do Nomura Securities merece atenção — eles acreditam que Ueda tende a manter uma postura ambígua quanto ao caminho de aumento de juros, a fim de manter flexibilidade na política. Portanto, esta reunião provavelmente não superará as expectativas do mercado e dificilmente emitirá sinais mais hawkish.
A pesquisa do Bank of America indica que, se o Banco do Japão adotar uma postura “dovish” de aumento de juros, o dólar/iene manterá níveis elevados, podendo atingir 160 no início do ano. Por outro lado, se mudar para uma postura “hawkish”, pode desencadear uma cobertura de posições vendidas no iene, levando a taxa de câmbio para perto de 150, embora essa probabilidade seja menor.
Interpretação técnica: O dólar/iene quebrou a média móvel de 21 dias; se continuar a cair, a tendência de baixa se ampliará, com suporte próximo a 153. Se houver uma recuperação e o preço retornar acima da média móvel, a resistência será em 158.
A próxima reunião do BCE, o futuro do euro e seu impacto no mundo
Na semana passada, o euro/dólar subiu 0,84%, impulsionado principalmente pelos sinais “dovish” do Federal Reserve.
O Federal Reserve cortou a taxa de juros em 25 pontos base conforme esperado, ao mesmo tempo que anunciou o início do plano de compra de reservas (RMP), adquirindo US$ 40 bilhões em títulos do governo de curto prazo por mês, interpretado pelo mercado como um sinal de afrouxamento quantitativo. Além disso, as declarações do presidente Powell transmitiram um tom mais moderado do que o esperado, pressionando o dólar por dois dias consecutivos. Vale destacar que o mais recente gráfico de pontos sugere apenas uma chance de corte de juros em 2026, mas o mercado ainda aposta em duas reduções neste ano.
Nesta semana, 18 de dezembro, o Banco Central Europeu divulgará sua decisão de taxa de juros. O mercado espera manter a taxa inalterada, com foco nas declarações do presidente Lagarde e nas previsões trimestrais, buscando pistas sobre uma possível mudança na política futura. A Morgan Stanley prevê que, diante da divergência de políticas monetárias entre Europa e EUA, o euro/dólar poderá subir para 1,23 no primeiro trimestre de 2026.
Desempenho técnico: O euro/dólar já ultrapassou a média móvel de 100 dias, com RSI e MACD indicando força de alta. O próximo alvo de preço é 1,18; se for superado, a resistência se move para a máxima anterior de 1,192. Se recuar após uma alta, o suporte fica próximo à média móvel de 100 dias em 1,164.
Pontos-chave desta semana
Com duas reuniões de bancos centrais e dados econômicos importantes, a volatilidade no mercado de câmbio nesta semana pode se ampliar, e os investidores devem acompanhar de perto as políticas e os dados econômicos.