O mercado imobiliário dos Estados Unidos está a atravessar uma nova fase de mudança. Isso ocorre porque o governo Trump anunciou o lançamento de um programa de compra de títulos garantidos por hipotecas no valor de 2000 mil milhões de dólares, o que se espera que conduza à redução das taxas de juro e à melhoria do poder de compra de habitação.



## Visão geral da política: grande iniciativa de 2000 mil milhões de dólares

O plano recentemente revelado pelo Presidente Trump para reduzir as taxas de juro dos empréstimos hipotecários é uma medida extremamente invulgar, na qual o governo federal intervém diretamente nos mercados financeiros. Segundo um dirigente da Agência Federal de Financiamento Habitacional, duas entidades financeiras governamentais, Fannie Mae e Freddie Mac, irão liderar a compra de ativos relacionados com hipotecas no total de 2000 mil milhões de dólares. O que é notável é que esta iniciativa pode ser implementada sem uma nova autorização do Congresso, dentro dos poderes existentes.

## A gravidade da crise habitacional subjacente

O ambiente de compra de habitação nos EUA continua a ser extremamente difícil. As taxas de juro dos empréstimos hipotecários fixos a 30 anos estão atualmente em 6,16%, o que pesa bastante sobre as famílias. Apesar de o Federal Reserve já ter efetuado várias reduções de taxas (um total de 75 pontos base), as taxas reais de juro hipotecário não têm diminuído significativamente, mantendo a capacidade de compra de habitação dos cidadãos sob forte pressão.

Com a inflação a permanecer elevada, os custos de vida continuam a subir, tornando-se numa das questões económicas e políticas mais importantes relacionadas com a habitação.

## Repetição da crise de 2008? – Excepcionalidade política

Curiosamente, esta iniciativa assemelha-se à política de alívio quantitativo (QE) implementada pelo Federal Reserve após a crise financeira de 2008. Na altura, o sistema financeiro foi estabilizado através da compra massiva de MBS (títulos garantidos por hipotecas), mas agora há uma forte componente de utilização política, visando os eleitores, nesta nova abordagem.

Entre os responsáveis políticos e observadores do mercado, há quem chame a isto de “alívio quantitativo pessoal”, uma intervenção direta do poder executivo no mercado financeiro e imobiliário, através do uso do poder governamental.

## Impacto no mercado e na economia

A extensão do impacto desta medida nas taxas de juro hipotecárias nos EUA será um fator decisivo para o futuro dos mercados. Os participantes do mercado financeiro estão atentos para perceber que mudanças na entrada de fundos de 2000 mil milhões de dólares podem alterar o equilíbrio entre oferta e procura no mercado de hipotecas e, potencialmente, conduzir a uma redução efetiva das taxas de juro.

O aumento da pressão política na área de políticas financeiras e habitacionais também envia sinais ao mercado financeiro global. Se a intervenção do governo no mercado se tornar uma prática habitual, poderá questionar-se o próprio quadro das políticas financeiras tradicionais.
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