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Sabe quando a gente vê um gráfico antigo circulando por aí e fica com aquele incômodo de não saber se ignora ou estuda? Pois é, o ciclo benner está voltando com tudo nos últimos tempos. E não é à toa – estamos em 2026, justamente o ano que essa ferramenta de previsão de mais de 150 anos apontava como o próximo grande pico do mercado cripto.
Tudo começou com Samuel Benner, um fazendeiro que quebrou na crise de 1873 e resolveu estudar padrões econômicos de forma obsessiva. Ele publicou um livro em 1875 chamado Business Prophecies of the Future Ups and Downs in Prices, onde mapeou ciclos baseados na sua observação de preços agrícolas. A teoria dele era que ciclos solares influenciavam a produtividade das colheitas, o que impactava os preços. Meio excêntrico? Sim. Mas aí vem o interessante – o ciclo benner se alinhou com precisão com eventos como a Grande Depressão de 1929, a bolha da internet e até a queda da COVID-19.
No gráfico de Benner, há três linhas principais. A Linha A marca anos de pânico, a Linha B indica anos de boom ideais para vender, e a Linha C destaca anos de recessão bons para acumular. Segundo a análise, 2023 foi o melhor momento para comprar e 2026 seria o pico para vender. Muitos investidores de varejo no cripto abraçaram essa narrativa, usando o ciclo benner para justificar otimismo para 2025 e 2026.
Mas aqui está o problema. Estamos em março de 2026 e as coisas não estão exatamente como o gráfico sugeria. Lembram daquele susto em abril de 2024 com as tarifas de Trump? Os mercados despencaram, o cripto caiu trilhões, e o sentimento virou puro medo. JPMorgan elevou a probabilidade de recessão global para 60%, Goldman Sachs para 45%. Peter Brandt, um trader veterano, foi bem direto: chamou o ciclo benner de distração, dizendo que não consegue operar baseado em um gráfico de 150 anos.
Mesmo assim, tem gente que ainda acredita. O argumento deles é interessante – mercados não são só números, são sobre psicologia, memória coletiva e impulso. E às vezes esses gráficos antigos funcionam não porque são mágicos, mas porque muita gente acredita neles. Criadores de conteúdo ainda citam o ciclo benner como razão para manter esperança em um rally nos próximos meses.
A verdade é que o ciclo benner se tornou mais um símbolo de esperança em tempos incertos do que uma ferramenta preditiva confiável. Google Trends mostrou pico de buscas pelo termo. Investidores procurando por narrativas otimistas em meio à instabilidade econômica e política. Não é ciência, é mais como uma aposta coletiva em um padrão que funcionou uma vez e meio que funcionou outras vezes.
No final, o ciclo benner continua sendo aquele gráfico que você vê circular, que faz você pensar, que você não sabe se ignora ou estuda. Talvez seja exatamente isso que o mantém vivo depois de quase dois séculos.