Acabei de ver uma análise do JPMorgan que me deixou pensando: o mercado do alumínio está mergulhado naquilo que eles chamam de um "buraco negro" de fornecimento, e honestamente, a situação pinta mais complicada do que muitos acreditam.



O que aconteceu é bastante sério. O Irã atacou duas refinarias-chave em Abu Dhabi e Bahrein há pouco tempo, o que causou uma perda de capacidade que não é fácil de recuperar. O preço do alumínio em Londres já ultrapassou os 3.600 dólares por tonelada—o nível mais alto em quatro anos. Mas aqui vem o mais interessante: o JPMorgan está dizendo que isso é apenas o começo.

A entidade emitiu um aviso oficial aos seus clientes indicando que estamos diante do maior déficit de fornecimento em mais de vinte e cinco anos. E sua previsão é ousada: o preço do alumínio pode atingir os 4.000 dólares por tonelada. Para colocar em perspectiva, o máximo histórico foi de 4.073,50 dólares em 2022 durante a crise da Ucrânia. Portanto, não estamos falando de um território desconhecido, mas sim de um cenário que poucos esperavam tão cedo.

O que torna tudo isso complicado é a própria natureza da indústria. Quando uma refinaria de alumínio para, não é questão de ligá-la novamente em poucos dias. Os especialistas dizem que a recuperação completa pode levar pelo menos um ano, talvez mais. É um gargalo técnico e financeiro que amplifica qualquer crise de fornecimento.

China e Rússia são grandes produtoras de alumínio, mas estão praticamente fora do mercado ocidental por sanções e tarifas. Isso significa que os fabricantes europeus e americanos estão pagando preços muito mais altos sem opções reais de alternativas. Para certos produtos específicos, a escassez pode ser diretamente impossível de resolver.

O que me chama a atenção é que há pouco tempo o mercado de alumínio estava saturado de oferta. Em questão de semanas, tudo mudou. O JPMorgan alerta que, mesmo que o conflito no Oriente Médio se resolva amanhã, o dano já está feito. O fornecimento global enfrentará uma interrupção grave e sustentada.

Para quem acompanha esses mercados, isso não é apenas um número na tela. Afeta diretamente as cadeias de produção da indústria manufatureira. E aquele objetivo de 4.000 dólares que parecia distante há pouco? Agora parece bastante próximo. Vale a pena ficar atento a como evolui essa crise do alumínio negro nas próximas semanas.
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