Percebi algo interessante nos últimos relatórios SWIFT. A participação do dólar nas trocas globais acabou de ultrapassar uma marca bastante impressionante: 50,5% em dezembro. É algo nunca visto desde 2023, e mostra uma aceleração notável em relação aos 46,8% do mês anterior.



O que é impressionante é que, apesar de todos os debates sobre políticas comerciais e incertezas geopolíticas, o dólar americano continua a fortalecer sua dominação. Pode-se dizer que a participação do dólar nas trocas globais permanece amplamente incontestada neste momento.

Para contextualizar, o euro segue com cerca de 22% das transações internacionais, seguido pela libra esterlina, o dólar canadense, o iene e o renminbi. Mas, honestamente, a diferença entre o dólar e os demais é enorme.

Os estrategistas do JPMorgan apontam exatamente isso: a participação do dólar nas trocas globais não mostra sinais de fraqueza, mesmo que os bancos centrais diversifiquem mais seus portfólios. Aliás, é interessante notar que os bancos centrais estão acumulando massivamente ouro neste momento, o ouro tornando-se progressivamente uma componente mais significativa das reservas que planejam para 2025.

Se olharmos para o quadro geral, a dominação monetária americana permanece estável, apesar de alguns atores buscarem diversificar suas reservas. É um equilíbrio que pode evoluir, mas, por enquanto, o dólar manda.
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