Olha só que movimento interessante que está rolando no mercado cripto agora. Os VCs continuam colocando grana na mesa, mas mudou completamente a forma de jogar.



Em fevereiro, a galera investiu quase 900 milhões de dólares em startups de criptomoedas — especificamente US$ 883 milhões segundo dados da DefiLlama. Sim, é menos do que no mesmo período do ano passado (quando passou de 1 bilhão), mas o ponto é que o capital ainda está fluindo. A diferença? Agora os investidores não caem mais na conversa mole.

Andrei Grachev, que é sócio gerente da DWF Labs, resumiu bem a mudança de mentalidade: "Antigamente bastava ter uma narrativa legal e um PowerPoint bonito para captar fundos. Agora não. Os caras querem ver receita, usuários reais, e provas de que o projeto vai sobreviver quando o mercado desaquecer." Basicamente, acabou a era de lançar rede e rezar.

Mas aqui está o interessante — Grachev não vê o mercado baixista como problema. Pelo contrário. A DWF Labs fez alguns dos melhores investimentos deles justamente em períodos de queda. E ele apontou três frentes que vão concentrar capital em 2026: stablecoins e infraestrutura de pagamentos, AI Agents, e ferramentas institucionais de conformidade. Não é sexy, mas é por onde todo capital institucional de 500 bilhões de dólares precisa passar antes de tocar em qualquer token.

Os maiores deals de fevereiro mostram exatamente isso. O Flying Tulip, projeto do Andre Cronje (sim, aquele arquiteto de DeFi), levantou US$ 206 milhões em vendas de tokens. O foco? Uma pilha completa de tecnologia financeira — trading spot, empréstimos, derivativos perpétuos, tudo integrado com sua stablecoin ftUSD. A estrutura ftPUT é interessante porque garante aos detentores direito permanente de resgate, ancorando o valor mínimo. O capital está alocado em lugares conservadores tipo Aave e Lido para gerar retornos sustentáveis. Esse tipo de abordagem, combinando proteção estrutural com ferramentas de exchange, está conquistando os investidores.

Depois tem a Whop — plataforma de marketplace para produtos digitais — que recebeu US$ 200 milhões de investimento estratégico da Tether. Avaliação? 1,6 bilhão de dólares. A plataforma conecta criadores com mais de 18 milhões de usuários, facilitando venda de software, cursos e comunidades. O legal aqui é que Tether vai integrar seu kit de desenvolvimento de carteiras para liquidação autocontrolada do USDT e da nova USAT. Basicamente, reduzindo dependência dos canais bancários tradicionais e acelerando pagamentos na economia criativa global, especialmente em mercados emergentes.

E tem mais: Anchorage Digital (o primeiro banco de ativos digitais dos EUA com licença regulatória federal) recebeu US$ 100 milhões em ações da Tether, levando a avaliação para 4,2 bilhões. Aqui o deal é sobre infraestrutura institucional mesmo — Anchorage vai ser emissora regulamentada do USAT, e fornece custódia, staking, governança e liquidação de nível institucional. É a ponte entre o mercado financeiro tradicional e a finança nativa de blockchain.

O padrão é claro: o capital está fluindo para infraestrutura real, stablecoins, conformidade institucional. Não para narrativas vazias. Isso muda completamente o jogo para quem quer captar recursos em 2026. Enquanto isso, redes como Avalanche e outras infraestruturas cripto continuam sendo a base sobre a qual esses projetos são construídos, mas o foco agora é em utilidade e viabilidade econômica, não em hype.
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