Alguma vez você já se perguntou a quem realmente é devido a dívida nacional? A maioria das pessoas assume que é algum adversário estrangeiro que mantém a América como refém, mas a realidade é muito mais interessante e honestamente menos dramática do que os títulos sugerem.



Então, aqui está o ponto - a dívida dos EUA está em torno de 36,2 trilhões de dólares. Esse é um número incompreensivelmente grande. Se você gastasse um milhão de dólares todos os dias, levaria mais de 99.000 anos para gastá-lo. Mas antes de entrar em pânico, o contexto importa. A riqueza líquida das famílias americanas é superior a 160 trilhões de dólares, então a dívida é na verdade menos de um terço do que os americanos possuem coletivamente. A matemática funciona de forma diferente da narrativa de medo.

Agora, a quem é que a dívida nacional deve? Aqui é que fica interessante. Países estrangeiros detêm cerca de 24% dela. Os próprios americanos possuem 55%. A Reserva Federal e outras agências dos EUA detêm o restante. Então, a ideia de que potências estrangeiras controlam as finanças americanas? Não exatamente.

O Japão lidera com 1,13 trilhão de dólares em holdings até o ano passado, seguido pelo Reino Unido com 807,7 bilhões e China com 757,2 bilhões. A China costumava ser a segunda maior, mas tem descarregado dívida silenciosamente há anos, sem derrubar o mercado. Depois, há Bélgica, Luxemburgo, Canadá, França - uma mistura de países com quantidades variadas. A lista dos 20 maiores está basicamente espalhada pelo mundo, o que significa que nenhum país tem uma influência desproporcional.

Aqui está o que realmente importa: mesmo que países estrangeiros detenham esses montantes massivos, eles estão distribuídos de forma suficientemente dispersa para não criar uma situação de mercado cativo. Quando a China reduz suas holdings, o mercado absorve. Quando a demanda cai, as taxas de juros podem subir. Quando a demanda aumenta, os preços dos títulos sobem e os rendimentos caem. Mas o mercado de títulos do Tesouro dos EUA continua sendo um dos mais seguros e líquidos mercados de títulos governamentais do mundo.

Então, a quem é que a dívida nacional deve? Principalmente aos americanos. E isso muda toda a conversa sobre se realmente é um problema. A verdadeira questão não é se países estrangeiros vão nos abandonar - é se os próprios americanos vão continuar comprando. Essa é a dinâmica que vale a pena observar.
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