“Preciso de um grande tolo.” — Esta foi a primeira frase que o novo presidente do Federal Reserve, Kevin Woor, disse ao assumir o cargo.


Por quê? Porque ele precisa fazer duas coisas que se contradizem: reduzir o balanço + cortar taxas de juros.
Reduzir o balanço significa que o Federal Reserve não compra mais títulos do Tesouro dos EUA, mas também precisa vendê-los. Atualmente, o Federal Reserve tem dívidas de 6,7 trilhões de dólares, dos quais 4,1 trilhões são títulos do Tesouro. Quando esses títulos vencem, o Tesouro precisa encontrar novos compradores, o que equivale a retirar liquidez. Em condições normais, reduzir o balanço acompanha o aumento das taxas de juros. Mas ele insiste em cortar as taxas. O mundo inteiro está confuso: irmão, o que você realmente quer fazer?
Coisas estranhas estão acontecendo ao mesmo tempo:
1️⃣ O rendimento dos títulos do Tesouro dos EUA ultrapassou 5,2%, atingindo o maior nível desde 2007.
2️⃣ Nosso “Diário Econômico” alertou sobre riscos no ouro.
Explicando: o aumento do rendimento dos títulos do Tesouro é porque não há compradores no mercado secundário, que precisam vender com desconto. Por exemplo, um título de face de 100 dólares com juros de 3%, comprado por 95 dólares, ao vencimento paga 103 dólares, gerando um rendimento de 8%. Agora, os títulos do Tesouro de 30 anos emitidos recentemente têm taxas superiores a 5,1%. O rendimento dos títulos do Tesouro é a âncora de todas as taxas de juros; quando sobe, outros ativos também precisam subir. E o ouro, que é um ativo sem rendimento, geralmente cai nesse momento. Portanto, não é sem motivo que o mercado doméstico alerta para riscos no ouro.
A dívida pública dos EUA já atingiu 39 trilhões de dólares e continua crescendo. China, Japão e Europa estão vendendo. O Federal Reserve também não compra mais, até mesmo vendendo. Mas, em 2026, ainda planejam emitir mais de 2 trilhões de dólares em novos títulos… Quem vai comprar?
O mundo todo está observando: quem é aquele grande tolo?
Japão? Acabou de gastar centenas de bilhões de dólares para estabilizar a taxa de câmbio, e ficou sem dinheiro. Europa? Com conflitos no Oriente Médio, nem um navio de guerra é enviado. Príncipe do Oriente Médio? Também não tem tanto dinheiro assim.
Depois de tudo, parece que um novo tipo de ativo surgiu — as stablecoins. Elas compraram 180 bilhões de dólares em títulos do Tesouro, sendo o 17º maior detentor, mas tudo de curto prazo. O que está mais difícil de vender agora são os títulos de longo prazo, que emitiam centenas de bilhões por semana, e cujo rendimento disparou por falta de compradores.
Então, por que Woor insiste em “reduzir o balanço + cortar taxas” sendo tão contraditório? Não há jeito.
No ano passado, os juros dos títulos do Tesouro dos EUA ultrapassaram 1 trilhão de dólares em juros pagos, mais do que os gastos militares. É preciso cortar as taxas para reduzir esses juros.
Reduzir o balanço também é para conter as expectativas de inflação. Mas o mercado não acredita nisso — se acreditasse, não haveria tanta confusão.
A bolsa, o mercado de títulos, o ouro, ninguém está bem.
A tempestade se aproxima, e o vento já sopra forte. Só resta esperar a sua posse e ver como essa peça vai se desenrolar.
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