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Primeiro jogo, Noruega venceu o Iraque por 4-1, com os gols de Haaland e companhia, de forma empolgante. Amanhã enfrentam a "elefanta africana" Senegal, que não é mais um adversário fácil, o nível é alto, e acredito que a Noruega possa conquistar uma pequena vitória:

1. Primeiro, uma ducha de água fria: isto não será uma batalha de ataque contra defesa

Muita gente, ao ver a Noruega esmagar o Iraque por 4-1 na primeira rodada, acha que amanhã será mais uma goleada de grandes números.

Errado. Muito errado.

Como veio o 4-1 da Noruega? O Iraque tinha apenas 29% de posse de bola durante o jogo, sua defesa foi constantemente desorganizada, permitindo que Haaland tivesse bastante espaço. Mas Senegal não é o Iraque — Senegal é campeão da Copa Africana de Nações de 2022, e já empatou com a Holanda na Copa do Mundo. Eles não vão ser tolos de abrir espaço para a Noruega no ataque.

Portanto, o tom do jogo de amanhã provavelmente será: Senegal recuando na defesa, procurando oportunidades, enquanto a Noruega controla a posse e busca brechas. Este será um jogo tenso, de placar baixo, decidido num instante.

E, nesse tipo de jogo, a Noruega tem vantagem — porque têm Haaland.

2. Haaland: uma máquina de fazer gols, 18 em 9 jogos, só precisa de uma chance

Outros atacantes precisam de várias tentativas para marcar, Haaland só precisa de uma.

Nas últimas 9 partidas pela seleção, Haaland marcou 18 gols, uma média de 2 por jogo. Esses números são de tirar o fôlego na história da Copa do Mundo. Na primeira rodada, marcou duas vezes contra o Iraque, ambos os gols de forma simples — um após um passe de Erling Braut Haaland, e outro de cabeça na área. Sem dribles complicados, sem jogadas elaboradas, apenas o instinto de um matador.

A defesa de Senegal vai aguentar?

Na primeira rodada, contra a França, Senegal cometeu erros seguidos e levou 3 gols em poucos minutos. Koulibaly, embora seja um zagueiro de classe mundial, já tinha confirmado antes que sua lesão no joelho ainda não estava totalmente recuperada — seu estado físico era de cerca de 70-80%. Um Koulibaly não 100%, significa que a defesa de Senegal fica com metade da sua capacidade de comando.

E o que Haaland faz de melhor? Encontrar uma brecha no caos e ser mortal. Ele não precisa de 90 minutos de pressão contínua, só de um momento — aos 55, 70 ou até 85 minutos.

Um gol é suficiente.

3. O trio de ferro do meio-campo da Noruega: mais controlado do que você imagina

Muita gente foca só em Haaland, esquecendo a verdadeira arma da Noruega — o trio de meio-campo formado por Ødegaard, Berge e Ørsnes.

Juntos, eles custaram mais de 150 milhões de euros, mas seu estilo de jogo não é "caro". Ødegaard, capitão do Arsenal, avaliado em 65 milhões, não é o jogador mais central na Noruega — ele é o maestro, responsável por distribuir o jogo, recuar para ajudar na defesa, mantendo Haaland na melhor posição para receber a bola.

Berge, que brilha no Bodø/Glimt, é o jogador que cobre toda a área, corre mais de 12 km por jogo, um daqueles que você não vê, mas está em todo lugar. Ørsnes, no Benfica, tem uma visão de jogo que conecta o meio-campo ao ataque, sendo uma peça-chave na transição.

O que essa combinação significa? Que o meio-campo da Noruega consegue controlar a bola, avançar, e encontrar linhas de passe mesmo na defesa compacta de Senegal. Se Senegal tentar contra-atacar? Pode tentar, mas primeiro precisa roubar a bola do meio-campo norueguês — o que é quase impossível.

4. O dilema mortal de Senegal: precisa vencer, mas não pode atacar

Depois de uma derrota por 1-3 para a França na primeira rodada, Senegal soma zero pontos e sua classificação fica ameaçada. Amanhã, contra a Noruega, eles precisam vencer — não há outro caminho.

Mas o problema é: se Senegal for todo para o ataque, sua defesa ficará exposta. E é exatamente esse o ritmo que a Noruega gosta.

Qual é a tática da Noruega? Não busca controlar a posse, foca em contra-ataques eficientes. Eles não precisam de 60% de posse, só de um lançamento longo na hora certa, encontrando Haaland, e o jogo acaba ali.

O técnico de Senegal, Cissé, entrou num ciclo vicioso: não atacar, esperar a morte; atacar, e talvez morrer mais rápido.

E mais, o principal atacante de Senegal, Mané, já tem 33 anos. Na última temporada na liga da Arábia Saudita, sua média de dribles caiu de 4,2 para 2,1 por jogo, uma clara queda física. Frente a uma equipe forte no combate físico como a Noruega, quanto de Mané ainda poderá render? Sou pessimista.

Um Senegal que precisa vencer, mas não ousa atacar, contra um Haaland que só precisa de uma chance — o roteiro do jogo já está escrito desde o começo.

5. A verdade da história: 12 jogos invictos, Noruega tem "domínio mental" sobre Senegal

Revendo os confrontos históricos, a Noruega mantém uma invencibilidade de 12 jogos contra Senegal. A última vez foi em um amistoso em 2023, com vitória norueguesa por 2-1.

O que significa 12 jogos invictos? Que, ao entrar em campo, os jogadores de Senegal já pensam: "Nunca vencemos eles."

E os noruegueses? Pensam: "Nunca perdemos, hoje também não vamos."

Essa vantagem psicológica, acumulada ao longo do tempo, é amplificada na Copa do Mundo, sob alta pressão. Cada erro de Senegal é carregado pelo peso do "12 jogos invictos" — eles hesitam, ficam nervosos, fraquejam nos momentos decisivos.

E a Noruega? Eles jogam com mais confiança, mais tranquilidade.
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