O projeto SAND tem uma lista de parceiros que dá para assustar. Gucci, Adidas, Playboy, British Museum, Jurassic World, Terminator, Bruce Lee, Atari, Paris Hilton… seja qual for que escolhas, é uma IP que daria manchetes. Marcas de primeira linha basicamente já foram todas assinadas por ele. Em 2022, a avaliação era de 4 mil milhões de dólares, e ainda planeava angariar mais 400 milhões. E depois? A moeda caiu de 8,4 para agora mais de 0,4, uma queda de 99%. A capitalização de todo o projeto é de pouco mais de 100 milhões, ou seja, encolheu quase 40 vezes face à avaliação de então.



O problema nunca esteve nos parceiros; está nas pessoas. A marca foi assinada, o terreno foi vendido, o jogo também foi feito, mas o DAU simplesmente não consegue decolar — este é o calcanhar de Aquiles que andam a repetir nos últimos anos. Podes fazer cem colaborações com IPs, mas não adianta se ninguém estiver realmente a jogar lá dentro. Agora a equipa está a empurrar dois caminhos: um é uma ferramenta de criação com IA, para as pessoas conseguirem fazer jogos apenas com descrições pela voz; o outro é a versão para telemóvel, recriada com a Unreal Engine, para baixar a barreira. A direcção não está errada: a história do metaverso já não convence, é preciso mudar o discurso. Se vai resultar, é outra questão, mas pelo menos desta vez é com o objectivo de “fazer as pessoas entrarem mesmo para jogar”, e não assinar mais uma colaboração. #SAND $SAND
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