No mundo das criptomoedas, já estamos bastante familiarizados com essas formas de ativos:
Mas as ações são completamente diferentes. As ações não são simplesmente produtos financeiros; elas são um dos principais ativos dos sistemas financeiros nacionais. Eles impactam diretamente:
Por essa razão, no setor TradFi, as ações possuem as redes regulatórias mais intensivas, complexas e consolidadas.
Essa é uma escolha institucional, não um acidente histórico.
Muitos projetos de ações tokenizadas caem em uma armadilha comum: “Estou apenas transformando ações em tokens, então a essência não mudou.”
Mas, da perspectiva de um órgão regulador, a implementação técnica é praticamente irrelevante. As questões verdadeiramente importantes são:
A regulamentação visa o comportamento e os direitos, não o código. Por mais elegante que seja a redação de um token, se suas ações ultrapassarem os limites, as conclusões regulatórias não mudarão.
Na maioria das jurisdições, o cumprimento de qualquer uma das seguintes condições pode ser considerado uma atividade relacionada a valores mobiliários:
As ações tokenizadas praticamente atendem a várias condições por natureza:
Isso significa que, mesmo que tecnicamente seja “altamente descentralizada”, ainda constitui legalmente emissão ou negociação de valores mobiliários. A descentralização não é uma cláusula de isenção na legislação de valores mobiliários.
No mundo das ações, “Know Your Customer”(Conheça seu cliente” não é opcional. Esta é uma infraestrutura fundamental. Os reguladores concentram-se intensamente em KYC/AML porque as ações estão naturalmente ligadas a:
Se for um produto de ações tokenizado:
Do ponto de vista regulatório, isso representa um risco financeiro sistêmico, não uma inovação.
As ações tokenizadas verdadeiramente compatíveis devem sacrificar alguns dos atributos de ausência de permissão das criptomoedas.
Este é o aspecto mais facilmente ignorado e mais letal para a maioria dos usuários. No setor financeiro tradicional:
Mas a realidade para as ações tokenizadas é:
Isso levanta diretamente uma série de questões inevitáveis:
O resultado real costuma ser o seguinte: quando algo dá errado, a parte mais vulnerável (os investidores individuais) é quem encontra maior dificuldade para proteger seus direitos.
Vamos analisar isso de forma inversa. Se um projeto afirma:
Logo, surgem imediatamente algumas perguntas:
No mundo das ações, três coisas são indispensáveis:
Isso cria um conflito institucional fundamental com a ideia de “descentralização total”. Não é um problema técnico. Trata-se de incompatibilidade institucional.
Alguns projetos de ações tokenizadas não resolveram de fato os problemas regulatórios; em vez disso, optaram por:
Esse modelo pode funcionar a curto prazo, mas a longo prazo: a regulamentação nunca está ausente, apenas adiada. Casos históricos comprovaram isso repetidamente:
O resultado habitual: fracasso do projeto e os usuários arcam com os prejuízos.
Nesta fase, o principal desafio para as ações tokenizadas são as barreiras regulatórias.
Isso explica as formas comuns pelas quais, na realidade, os produtos de ações tokenizadas: