A MSCI (Morgan Stanley Capital International) adiou os planos de excluir empresas de tesouraria de criptomoedas como a Strategy dos seus índices.
Resumo
A MSCI manterá, por enquanto, empresas de tesouraria com forte presença de criptomoedas nos seus índices.
O fornecedor de índices planeia uma revisão mais ampla de empresas não operacionais.
A decisão elimina o risco de saídas forçadas de índices a curto prazo.
A MSCI adiou os planos de remover empresas de tesouraria com forte presença de criptomoedas dos seus índices globais de ações, mantendo as classificações existentes inalteradas enquanto reavalia como devem ser tratadas as empresas não operacionais.
A decisão foi reportada pela Bloomberg a 7 de janeiro.
A MSCI mantém empresas de tesouraria de criptomoedas nos índices — por agora
Na sua atualização, a MSCI afirmou que empresas que detêm grandes posições em ativos digitais continuarão elegíveis para inclusão, desde que cumpram os requisitos padrão dos índices. Isso aplica-se mesmo quando as holdings de criptomoedas representam mais da metade dos ativos totais de uma empresa, uma categoria que inclui a Strategy, a maior detentora corporativa de Bitcoin (BTC).
A medida pausa uma proposta apresentada no final do ano passado que teria reclassificado muitas dessas empresas como veículos de investimento em vez de negócios operacionais. Se adotada, a mudança poderia ter forçado a sua remoção durante a revisão do índice de fevereiro de 2026.
A MSCI afirmou que o feedback dos investidores mostrou desconforto com um limiar estrito baseado em ativos. Alguns participantes do mercado argumentaram que a composição do balanço patrimonial por si só não captura como essas empresas operam ou geram valor.
De acordo com o fornecedor do índice, é necessário mais trabalho para separar entidades de investimento genuínas de empresas que detêm ativos não operacionais como parte de uma estratégia mais ampla.
Os mercados responderam rapidamente. As ações da Strategy subiram cerca de 5% na negociação após o horário de expediente, aliviando preocupações sobre vendas forçadas por fundos passivos.
Revisão mais ampla mostra riscos não resolvidos pela frente
Embora a ameaça imediata tenha desaparecido, a MSCI deixou claro que a questão continua sob revisão. A empresa planeia abrir uma consulta mais ampla sobre como as empresas não operacionais devem ser classificadas em todos os setores, não apenas as focadas em criptomoedas.
Em sua declaração, a MSCI afirmou que as empresas de tesouraria de ativos digitais podem estar dentro de um grupo maior de negócios cujas atividades tendem mais para a exposição a ativos do que para operações tradicionais. Critérios futuros podem depender mais de indicadores de reporte financeiro do que de limiares simples de propriedade.
Essa incerteza é importante. Analistas do JPMorgan alertaram anteriormente que a exclusão de índices principais poderia desencadear bilhões de dólares em saídas, com a Strategy enfrentando potencial pressão de venda na casa dos bilhões.
O presidente executivo da Strategy, Michael Saylor, criticou a estrutura proposta como desigual. Em uma carta pública no mês passado, ele argumentou que empresas com grandes exposições a commodities como petróleo ou ouro não estão sujeitas a um tratamento semelhante, apesar de enfrentarem volatilidade comparável.
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A MSCI adia exclusões de empresas de tesouraria de criptomoedas, as ações da MSTR sobem 6%
Resumo
A MSCI adiou os planos de remover empresas de tesouraria com forte presença de criptomoedas dos seus índices globais de ações, mantendo as classificações existentes inalteradas enquanto reavalia como devem ser tratadas as empresas não operacionais.
A decisão foi reportada pela Bloomberg a 7 de janeiro.
A MSCI mantém empresas de tesouraria de criptomoedas nos índices — por agora
Na sua atualização, a MSCI afirmou que empresas que detêm grandes posições em ativos digitais continuarão elegíveis para inclusão, desde que cumpram os requisitos padrão dos índices. Isso aplica-se mesmo quando as holdings de criptomoedas representam mais da metade dos ativos totais de uma empresa, uma categoria que inclui a Strategy, a maior detentora corporativa de Bitcoin (BTC).
A medida pausa uma proposta apresentada no final do ano passado que teria reclassificado muitas dessas empresas como veículos de investimento em vez de negócios operacionais. Se adotada, a mudança poderia ter forçado a sua remoção durante a revisão do índice de fevereiro de 2026.
A MSCI afirmou que o feedback dos investidores mostrou desconforto com um limiar estrito baseado em ativos. Alguns participantes do mercado argumentaram que a composição do balanço patrimonial por si só não captura como essas empresas operam ou geram valor.
De acordo com o fornecedor do índice, é necessário mais trabalho para separar entidades de investimento genuínas de empresas que detêm ativos não operacionais como parte de uma estratégia mais ampla.
Os mercados responderam rapidamente. As ações da Strategy subiram cerca de 5% na negociação após o horário de expediente, aliviando preocupações sobre vendas forçadas por fundos passivos.
Revisão mais ampla mostra riscos não resolvidos pela frente
Embora a ameaça imediata tenha desaparecido, a MSCI deixou claro que a questão continua sob revisão. A empresa planeia abrir uma consulta mais ampla sobre como as empresas não operacionais devem ser classificadas em todos os setores, não apenas as focadas em criptomoedas.
Em sua declaração, a MSCI afirmou que as empresas de tesouraria de ativos digitais podem estar dentro de um grupo maior de negócios cujas atividades tendem mais para a exposição a ativos do que para operações tradicionais. Critérios futuros podem depender mais de indicadores de reporte financeiro do que de limiares simples de propriedade.
Essa incerteza é importante. Analistas do JPMorgan alertaram anteriormente que a exclusão de índices principais poderia desencadear bilhões de dólares em saídas, com a Strategy enfrentando potencial pressão de venda na casa dos bilhões.
O presidente executivo da Strategy, Michael Saylor, criticou a estrutura proposta como desigual. Em uma carta pública no mês passado, ele argumentou que empresas com grandes exposições a commodities como petróleo ou ouro não estão sujeitas a um tratamento semelhante, apesar de enfrentarem volatilidade comparável.