Em 10 de julho de 2026, das 08h15 às 08h30 UTC, o BTC subiu rapidamente em 15 minutos, atingindo o pico de US$ 64.379,9, com uma oscilação de 0,56% em relação à mínima de US$ 64.018,7, e fechando em alta de 0,48%. O preço rompeu rapidamente acima do patamar inteiro de US$ 64.000, a participação de mercado aumentou de forma significativa, o volume negociado cresceu claramente em relação ao período anterior e o movimento apresentou características de negociação direcional.
O principal motor dessa oscilação foi um repique corretivo na análise técnica a partir de um suporte-chave. Após o BTC ter caído no fim de junho até a mínima anterior de US$ 59.129, obteve um suporte efetivo acima do patamar de US$ 60.000; essa região, por sua vez, forma uma dupla base com o nível de número inteiro. O preço voltou a ficar acima da média móvel de 200 semanas (cerca de US$ 62.000), acionando a pressão de compra gerada pela proteção negativa (negative gamma) dos formadores de mercado, enquanto o buy-side dos vendidos (short covering) ampliou ainda mais o movimento de alta. Vale notar que, durante o repique, a volatilidade implícita recuou na contramão para 36,25%, sugerindo uma alta mais organizada, e não uma volatilidade de pânico.
Em segundo lugar, o efeito defasado dos fluxos de capital dos ETFs trouxe um suporte adicional. De 6 a 7 de julho, os ETFs spot de BTC registraram uma entrada líquida acumulada de aproximadamente US$ 510 milhões, com o IBIT da BlackRock apresentando entrada de US$ 209 milhões no dia. Embora tenha havido uma pequena saída líquida em 8 de julho, a inércia das entradas anteriores ainda gerou suporte positivo no curto prazo; a cada US$ 1 milhão em entrada líquida, houve correlação com cerca de 53 pontos-base de alta do BTC no mesmo dia.
Além disso, uma melhora marginal nas atividades on-chain de grandes detentores (baleias) reforçou a confiança do mercado. O número de transferências de grande porte em junho (acima de US$ 100 mil) atingiu uma máxima em seis semanas. O grupo de baleias com 10 mil a 100 mil BTC aumentou suas posições em cerca de 11.000 BTC em junho, no valor de aproximadamente US$ 700 milhões; o sinal de compra das “smart money” contribuiu para a transmissão de confiança ao sentimento dos investidores de varejo. No cenário macro, os dados de emprego (nonfarm) do início de julho, abaixo do esperado, reduziram a preocupação com uma elevação imediata de juros pelo Fed, aliviando temporariamente a pressão de uma política de juros altos sobre os ativos de risco.
Os riscos a observar incluem: em 2026, o ETF ainda permanece em estado de saída líquida (acumulada de aproximadamente US$ 5,4 bilhões); o IBIT já tem sequência de 11 dias com saída líquida, e a confiança institucional ainda não foi revertida de forma fundamental; o prêmio na Coinbase permaneceu negativo por 50 dias consecutivos, e a demanda por spot nos EUA segue fraca; a velocidade com que as baleias transferem para corretoras atingiu um novo recorde recente, podendo sinalizar acúmulo de pressão vendedora; os dados de CPI em 14 de julho e a reunião do FOMC no fim de julho serão marcos-chave para validar a continuidade do repique, com incerteza sobre a política macro ainda presente.