
- A Coinbase está a instar a SEC a permitir a tokenização tanto por emissores como por terceiros de valores mobiliários negociados em bolsa.
- A bolsa defende que exigir o consentimento do emissor para a tokenização por terceiros entraria em conflito com a legislação dos valores mobiliários dos EUA já estabelecida e restringiria a portabilidade no mercado secundário.
A Coinbase está a rebater uma posição-chave da SEC sobre valores mobiliários tokenizados, argumentando que os emissores de empresas públicas não devem ter poder para bloquear terceiros de criarem versões baseadas em blockchain das suas acções.
A bolsa, num contributo escrito ao regulador, disse que deve ser permitida tanto a tokenização liderada pelo emissor como a tokenização por terceiros. A sua principal objecção é bastante directa.
Se a SEC exigisse que terceiros obtivessem o consentimento do emissor antes de tokenizarem valores mobiliários negociados em bolsa, a Coinbase afirma que isso contrariaria princípios de longa data no direito dos valores mobiliários dos EUA e tornaria os mercados de capitais menos abertos, não mais.
Coinbase favorece o modelo de consentimento do emissor
O diferendo vai ao cerne de como é que os valores mobiliários tokenizados poderão desenvolver-se no mercado dos EUA. Um caminho daria às empresas cotadas um controlo efectivo sobre se as suas acções podem circular na forma tokenizada em infra-estruturas baseadas em blockchain. O outro permitiria que firmas externas construíssem representações tokenizadas sem primeiro obterem autorização do emissor.
A Coinbase está claramente alinhada com o segundo modelo, ou pelo menos com um sistema em que ambos os modelos possam coexistir. Na sua óptica, forçar a aprovação do emissor entregaria demasiado controlo aos tradicionais gatekeepers sobre como os valores mobiliários se movem nos mercados secundários.
Esse argumento não é apenas sobre infra-estrutura cripto. Trata-se também de estrutura de mercado. A Coinbase diz que as restrições impostas pelo emissor à portabilidade no mercado secundário vão contra décadas de precedentes da SEC, que, em geral, tem resistido a permitir que as empresas determinem como os valores mobiliários são transferidos após a emissão.
O debate sobre tokenização entra em território jurídico antigo
Esse ponto é relevante porque a tokenização é muitas vezes apresentada como uma história de tecnologia, quando grande parte da verdadeira disputa é jurídica e institucional. A questão não é apenas se as acções podem ser colocadas onchain. É quem tem o poder de decidir e se a portabilidade baseada em blockchain deve ser tratada como uma extensão dos direitos existentes no mercado secundário ou como algo que os emissores podem aprovar de forma selectiva.
A submissão da Coinbase sugere que a empresa vê a SEC a inclinar-se para uma abordagem mais restritiva, que poderia limitar a tokenização para um modelo permissionado dominado por emissores incumbentes. A bolsa argumenta que tal enquadramento abrandaria a experimentação e reduziria as ganhos de eficiência mais amplos que os mercados tokenizados se destinam a proporcionar.
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