A CoinShares, empresa europeia de gestão de ativos cripto, registrou US$ 165,7 milhões de receita no ano cheio de 2025 após sua listagem na Nasdaq por meio de uma fusão de US$ 1,2 bilhão com a empresa de aquisição de propósito específico Vine Hill no início deste mês, segundo o primeiro relatório anual da empresa desde que abriu capital nos Estados Unidos. A companhia agora negocia na Nasdaq sob o ticker CSHR, marcando sua expansão para os mercados públicos dos EUA após sua listagem europeia em 2021.
A CoinShares informou US$ 7,4 bilhões em ativos sob gestão brutos até o arquivamento anual. A receita de gestão de ativos atingiu US$ 126,4 milhões em 2025, representando um aumento de 13% em relação a US$ 111,7 milhões no ano fiscal de 2024.
O lucro líquido caiu para US$ 114,3 milhões em 2025, contra US$ 162,4 milhões em 2024. De acordo com a empresa, essa queda se deveu principalmente a um ganho de reivindicação da FTX, de uma única vez, de US$ 36,8 milhões, registrado em 2024, e a outros itens não recorrentes ou não operacionais.
A receita de mercados de capitais diminuiu para US$ 73,1 milhões no ano fiscal de 2025, ante US$ 82,7 milhões no ano fiscal de 2024. A empresa atribuiu essa queda ao menor impacto positivo não realizado decorrente de diferenciais de preço entre as negociações de ETPs e as participações subjacentes, que caiu para US$ 1,6 milhão, de US$ 15,8 milhões em 2024.
A CoinShares afirmou que, “excluindo esses movimentos não operacionais e orientados pelo mercado, o desempenho subjacente de Capital Markets aumentou 6,9% no ano contra ano, com receitas fortes de staking, receitas de lending e ganhos com negociação”, de acordo com a declaração da empresa.
As despesas operacionais caíram 2,9% para US$ 70,7 milhões em 2025. A empresa reportou US$ 481,3 milhões em capital disponível, incluindo US$ 176,7 milhões em ativos líquidos.
O fundo Physical da CoinShares ficou em primeiro lugar entre os ETPs de ativos digitais por fluxos líquidos em 2025, de acordo com o CEO Jean-Marie Mognetti. A empresa detém autorizações MiFID e MiCA, posicionando-a para operar em estratégias de investimento de ativos digitais reguladas que vão de ETPs passivos com lastro físico a estratégias alternativas ativas. “A empresa entra em 2026 como um dos poucos gestores de ativos” com as duas autorizações, destacou Mognetti.
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