A Bitgo está levando a segurança de ativos digitais além das chaves privadas com um modelo de transações em cinco camadas, projetado para impedir manipulação antes da execução. O sistema verifica intenção, dispositivo, identidade, comportamento e política, mirando riscos antes de as transações serem finalizadas.
Principais destaques:
A segurança de ativos digitais está se movendo além das chaves privadas. A Bitgo Holdings Inc. (NYSE: BTGO) anunciou em 30 de abril um modelo de segurança de transações em cinco camadas para instituições, adicionando verificações em intenção, dispositivo, identidade, comportamento e política. O anúncio mira riscos de manipulação que podem surgir antes de as transações serem finalizadas, e não apenas no momento em que são assinadas.
O comunicado afirma:
“À medida que vetores de ataque se tornam mais sofisticados, de deepfakes e engenharia social à falsificação de API e manipulação de endereços, a mais recente atualização da Bitgo reflete uma mudança estrutural na forma como as transações de ativos digitais são protegidas.”
A atualização coloca o contexto da transação no centro da segurança institucional. A camada de intenção usa atestações de API em tempo real para comparar os detalhes da transação com a aprovação do usuário antes da assinatura. A revisão do dispositivo é feita pelo app Verify, que usa biometria, atestação do dispositivo e verificações de integridade do aplicativo. Os controles de identidade adicionam autenticação vinculada ao hardware, vinculação de sessão e identificação por vídeo quando necessário. Juntas, essas verificações ampliam a análise de aprovação além da chave de assinatura, para a solicitação, dispositivo, usuário e ambiente operacional.
“A Bitgo protege transações em cinco camadas críticas que incluem intenção, dispositivo, identidade, comportamento e política”, explicou a empresa. A camada de comportamento adiciona monitoramento de saques em tempo real e pode sinalizar atividades associadas a envenenamento de endereço. Isso dá às instituições uma chance de detectar movimentações suspeitas antes de os ativos saírem da custódia.
A camada de política adiciona controles no nível da empresa por meio do Policy Engine. As instituições podem exigir aprovações adicionais para transferências grandes, restringir saques a endereços aprovados e definir limites de velocidade. Essas regras funcionam separadamente da autorização criptográfica. Como resultado, uma transação pode ser válida na etapa de assinatura, mas ainda ser bloqueada se violar controles internos.
A empresa destacou:
“Ao validar transações em camadas de intenção, dispositivo, identidade, comportamento e política, a Bitgo aborda uma nova classe de riscos enfrentada por instituições, em que ataques cada vez mais miram as lacunas entre sistemas, além dos próprios sistemas.”
O lançamento se baseia na infraestrutura de segurança existente para custódia e operações de ativos digitais. Os serviços incluem custódia, carteiras, staking, negociação, financiamento, stablecoins e liquidação a partir de cold storage regulamentado. Para as equipes de cripto institucionais, a mudança é clara: garantir chaves continua essencial, mas a segurança das transações agora também depende de contexto verificado, sinais comportamentais em tempo real e controles de política aplicáveis entre sistemas.
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