Disrupções geopolíticas na oferta e posturas sincronizadas mais hawkish dos bancos centrais estão sustentando preços elevados de energia e pressões inflacionárias nos mercados globais. O petróleo bruto WTI segue firme acima do patamar de US$ 100, em torno de US$ 101,45, impulsionado pelo bloqueio naval contínuo dos EUA aos portos iranianos e pela incerteza persistente sobre a normalização marítima do Estreito de Ormuz. O “prêmio de risco” do setor de energia continua sufocando o crescimento enquanto alimenta uma inflação mais rígida.
Os principais bancos centrais — o Federal Reserve (votação dividida em 8-4), o Bank of England (divisão em 8-1) e o Banco Central Europeu — estão mantendo uma postura de taxa de juros “mais alta por mais tempo”, priorizando o controle da inflação em vez de estímulo ao crescimento, apesar da desaceleração do ritmo econômico. No Reino Unido, as eleições locais de 7 de maio representam um teste crítico para o primeiro-ministro Starmer; perdas potencialmente fortes podem desencadear uma disputa de liderança. Os mercados financeiros estão acompanhando de perto os rendimentos dos gilts como um termômetro em tempo real da credibilidade fiscal, sinalizando que qualquer mudança de política enfrentará escrutínio imediato do mercado de títulos.