Goldman Sachs (Goldman Sachs) em 27 de julho divulgou um relatório aprofundado sobre commodities, com três cenários bem definidos para o preço do petróleo, cobrindo todo o intervalo, da neutralidade do caso-base até o extremo viés de alta. A principal conclusão do relatório é que o risco de alta do preço do petróleo é significativamente maior do que o espaço para queda e, no curto prazo, a redução dos estoques na temporada de verão ajudará a sustentar o petróleo em patamares elevados. No cenário de alta extrema, a navegação no Estreito de Hormuz segue interrompida até 2027, e o Brent no Q4 deve romper US$ 120.
Três cenários completos de petróleo da Goldman Sachs com dados
De acordo com o relatório de 27 de julho da Goldman Sachs, os dados de previsão específicos para os três cenários são os seguintes:
Caso-base neutro: Brent em 2026 Q4 a US$ 80 e WTI a US$ 76; média anual em 2027 do Brent em US$ 75 e do WTI em US$ 70; excedente global entre oferta e demanda em 2027 de 3,2 milhões de barris/dia
Alta essencialmente (interrupção no Estreito de Hormuz): se a interrupção continuar até 2027 e a capacidade de produção no Gol só puder ser totalmente recuperada até o fim de 2027, então o Brent em 2026 Q4 supera US$ 120 e a média em 2027 fica acima de US$ 100; supondo que o volume de transporte via Estreito de Hormuz caia para 5% da capacidade normal durante o período de interrupção (por seis semanas), a recuperação exigirá mais um mês
Sobreposição dupla (bloqueio simultâneo do Estreito de Mândeb e do Canal de Suez): sobre o patamar adicional de alta no cenário de base, mais US$ 25, com Brent no cenário extremo mirando US$ 145
Patamar de queda: se a oferta global aumentar mais do que o esperado e a demanda de energia continuar a se enfraquecer, no fim de 2027 o Brent pode cair para um mínimo de US$ 60 (a Goldman Sachs aponta que essa hipótese tem probabilidade mais baixa)
Brent sofre nova queda de 6% para US$ 91 em 27 de julho
Com base em dados de mercado, em 27 de julho, no início do pregão, o Brent chegou a cair 6% para perto de US$ 91 por barril. O WTI rompeu a marca de US$ 84. A razão foi que, no fim de semana, os Estados Unidos anunciaram a suspensão de ataques aéreos contra o Irã, e os traders reagiram rapidamente aos sinais de trégua.
Antes disso, o Brent acumulou alta de mais de 12% na semana anterior, se aproximando de US$ 100 por barril. Os fatores que impulsionaram o movimento incluem: ataques contínuos de rebeldes houthis a petroleiros no Mar Vermelho; cortes de produção realizados por países produtores de petróleo no Oriente Médio; e a publicação em sequência de relatórios de commodities por bancos de investimento como a Goldman Sachs, que detalharam o prêmio de risco ligado à geopolítica.
Nova visão da Goldman Sachs: prêmio de risco estrutural, maior concentração de capacidade global e incerteza de longo prazo
De acordo com o relatório da Goldman Sachs, além dos três cenários, há também uma mudança estrutural destacada: a capacidade de produção de petróleo e a capacidade excedente restantes estão altamente concentradas em poucos países. Essa tendência de concentração deve elevar um prêmio de risco para prazos mais longos; analistas afirmam que essa dinâmica deve incentivar os governos a aumentarem as reservas estratégicas.
Perguntas frequentes
Quais são os três cenários de preço do petróleo no relatório de 27 de julho da Goldman Sachs?
Com base no relatório da Goldman Sachs, os três cenários são: ① caso-base neutro (Brent em 2026 Q4 a US$ 80); ② alta extrema (interrupção no Estreito de Hormuz até 2027, Brent no Q4 rompe US$ 120, com bloqueio duplo podendo chegar ao topo de US$ 145); ③ patamar de queda (no fim de 2027, o Brent pode cair para um mínimo de US$ 60; a Goldman Sachs afirma que a probabilidade é baixa).
Qual é a previsão de caso-base da Goldman Sachs para o petróleo Brent em 2027?
No cenário neutro do caso-base da Goldman Sachs, na premissa de navegação normal no Estreito de Hormuz, a média anual de 2027 do Brent é de US$ 75, e a média do WTI é de US$ 70. No mesmo ano, o tamanho do excedente entre oferta e demanda global chega a 3,2 milhões de barris/dia.
Por que o preço do petróleo caiu em 27 de julho?
De acordo com reportagens do mercado, em 27 de julho o Brent caiu 6% no início do pregão, para cerca de US$ 91. A causa foi que, no fim de semana, os Estados Unidos anunciaram a suspensão de ataques aéreos contra o Irã, e os traders absorveram rapidamente o sinal de trégua.