A Unidade de Inteligência Financeira (FIU) da Coreia do Sul e outras quatro agências governamentais participaram da 34ª 6ª reunião plenária do Grupo de Ação Financeira (FATF, na sigla em inglês), realizada de 15 a 19 de maio, na sede da OCDE em Paris. A Coreia propôs ampliar a aplicação da regra de viagem para transações com ativos virtuais de pequeno valor e recomendou restrições a transações envolvendo Provedores de Serviços de Ativos Virtuais (VASPs) não registrados e de alto risco. As propostas respondem ao aumento dos riscos de lavagem de dinheiro em transações digitais transfronteiriças e ao aproveitamento crescente de VASPs offshore e não registrados por organizações criminosas.
As cinco agências sul-coreanas — FIU, Ministério da Justiça, Ministério das Relações Exteriores, Serviço de Supervisão Financeira e Korea Institute of Finance — anunciaram sua participação no dia 22.
No plenário, a Coreia destacou que os países-membros precisam aplicar a regra de viagem tanto a VASPs de origem quanto a VASPs de destino e ampliar a aplicação obrigatória para transações de pequeno valor à medida que os riscos de lavagem de dinheiro associados a transações digitais transfronteiriças aumentam. A Coreia propôs que os países considerem fortalecer as exigências de diligência devida do cliente e implementar medidas de restrição de transações contra VASPs não registrados e de alto risco, observando o aumento dos casos em que organizações criminosas exploram VASPs offshore e não registrados. A Coreia também enfatizou a importância de monitoramento contínuo e cooperação global para responder a riscos emergentes, incluindo stablecoins e DeFi (Finanças Descentralizadas).
A FIU anteriormente buscou introduzir essas regulações no decreto de aplicação revisado da Lei Especial de Informações Financeiras, previsto para implementação em agosto. A revisão expande a aplicação da regra de viagem de transações de 1 milhão de won ou mais para incluir transações abaixo de 1 milhão de won, impõe obrigações de prevenção à lavagem de dinheiro (AML) sobre transferências para exchanges no exterior e estabelece obrigações de avaliação para operadores domésticos quanto aos níveis de risco de operadores estrangeiros.
A FATF aprovou a publicação de um relatório que analisa o status de implementação de cada país das exigências de AML e a supervisão para ativos digitais e provedores de serviços. O relatório confirmou que a implementação, pelos países, das recomendações-padrão do FATF é, em geral, lenta no que diz respeito à implementação da regra de viagem para ativos digitais, e que a implementação substancial de padrões é limitada em alguns países com grandes escalas de atividade de operadores. A FATF também aprovou um novo relatório direcionado sobre potenciais riscos relacionados ao crescimento de plataformas DeFi e à lavagem de dinheiro.
Os países-membros manifestaram preocupação com a implementação insuficiente de padrões pelos países, destacando que os ativos digitais continuam a ser explorados para fraudes em grande escala e crimes financeiros, que esses crimes se combinam com riscos de proliferação de armas de destruição em massa e que a inteligência artificial (IA) pode ampliar ainda mais essas ameaças. Os países-membros defenderam a análise de medidas robustas de implementação de padrões.
O diretor Lee Hyung-joo deu as boas-vindas à adoção da atualização de metas relacionada a DeFi e do relatório que analisa riscos emergentes no ecossistema de ativos digitais e lacunas na resposta global. No entanto, Lee enfatizou que “a criação em tempo hábil de um sistema regulatório global consistente e eficaz é importante, pois pode ocorrer arbitragem regulatória e enfraquecer a efetividade do AML, já que as exigências de licenciamento e registro para VASPs, os métodos de supervisão e os métodos de resposta de operadores offshore diferem por jurisdição”.
A FATF enfatizou a parceria com o setor privado. O plenário avaliou que a escala e a complexidade do crime estão aumentando à medida que a digitalização se expande e a fragmentação de transações transfronteiriças se intensifica, e destacou que a cooperação entre público e privado e o compartilhamento ampliado de informações são essenciais para uma resposta eficaz. O plenário aprovou um relatório global sobre cooperação público-privada e estruturas de proteção de dados. Esse relatório será publicado em julho para apresentar vários modelos de compartilhamento de informações no mundo e expor métodos de compartilhamento de informações financeiras aplicáveis à resposta a crimes.
O plenário aprovou consulta pública sobre novas orientações para apoiar a implementação da Recomendação 16, o padrão aprimorado sobre transparência de pagamentos transfronteiriços. A FIU explicou que essas orientações devem ajudar governos e instituições financeiras a fortalecer a transparência das informações de pagamento para responder de forma eficaz a crimes de lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo, financiamento da proliferação e fraudes. A Coreia e outros países-membros deram as boas-vindas à conclusão do relatório para fortalecer sistemas de compartilhamento de informações entre público e privado para responder a esses crimes e esperaram que os esforços de melhoria do padrão internacional (R.16) para aprimorar a transparência de pagamentos transfronteiriços para resposta a crimes de fraude contribuam significativamente para a capacitação dos países na resposta a crimes de fraude.
O que a Coreia propôs no plenário do FATF de 15 a 19 de maio?
A Coreia propôs ampliar a aplicação da regra de viagem para transações com ativos virtuais de pequeno valor e recomendou restrições a transações com VASPs não registrados e de alto risco. A Coreia enfatizou que os países-membros precisam aplicar a regra de viagem tanto a VASPs de origem quanto a VASPs de destino e ampliar a aplicação obrigatória para transações de pequeno valor.
Quando a FIU planeja implementar o decreto revisado de aplicação da Lei Especial de Informações Financeiras?
A FIU planeja implementar o decreto revisado de aplicação em agosto. A revisão amplia a aplicação da regra de viagem de transações de 1 milhão de won ou mais para incluir transações abaixo de 1 milhão de won e impõe obrigações de AML sobre transferências para exchanges no exterior.
Quais relatórios o FATF aprovou no plenário?
A FATF aprovou um relatório analisando o status de implementação, por cada país, das exigências de AML e da supervisão para ativos digitais e provedores de serviços. A FATF também aprovou um novo relatório direcionado sobre potenciais riscos relacionados ao crescimento de plataformas DeFi e à lavagem de dinheiro, além de aprovar um relatório global sobre cooperação público-privada e estruturas de proteção de dados.
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