A Oxford Economics (OE) retirou a previsão anterior de que os riscos geopolíticos envolvendo os Estados Unidos e o Irã se dissipariam gradualmente, segundo um relatório divulgado no dia 15 (horário local). A instituição afirmou que medidas temporárias de redução de tensão, acordadas pelos dois países, rapidamente se tornaram ineficazes, e que divergências críticas sobre o Estreito de Ormuz permanecem sem solução. A OE explicou que o colapso rápido do acordo evidencia de forma contundente a magnitude das diferenças entre os dois lados, reduzindo a probabilidade de se chegar a um acordo sustentável no curto prazo. A revisão reflete a escalada dos confrontos militares EUA-Irã e seu impacto nos mercados globais de petróleo.
Oxford Economics revisa previsão de risco geopolítico
A Oxford Economics afirmou, em seu relatório, que “as medidas temporárias de distensão acordadas por ambos os países se tornaram rapidamente ineficazes, e importantes divergências em torno do Estreito de Ormuz permanecem sem solução”. A instituição observou que “o colapso rápido do acordo deixa claro o quanto as diferenças são significativas entre os dois lados”, acrescentando que isso “reduz a probabilidade de se chegar a um acordo sustentável no curto prazo”.
A OE explicou que havia assumido, em seu cenário-base de julho, uma normalização gradual e relativamente estável dos volumes de carga marítima, com prêmios de risco geopolítico se dissipando progressivamente. Agora, a instituição antecipa “um processo de recuperação muito mais irregular, com repetições cíclicas na recuperação do volume de cargas, interrupções recorrentes na logística e repiques nos preços do petróleo”.
OE prevê recuperação irregular com volatilidade no preço do petróleo
A Oxford Economics previu que “os preços do petróleo manterão alta volatilidade, em vez de cair de forma constante com a normalização do volume de cargas”. A instituição previu que “escaladas intermitentes de conflito poderiam empurrar o preço médio do Brent acima de US$ 80 por barril nos próximos vários trimestres”.
O Brent crude de futuros de setembro fechou a US$ 84,95 durante a noite, alta de 0,26% em relação à sessão anterior.
Trump considera operações militares ampliadas perto de Ormuz
As recentes trocas militares entre os Estados Unidos e o Irã estão caminhando para uma escalada. A mídia norte-americana Axios informou que o presidente Donald Trump está revisando planos para expandir significativamente o escopo das operações militares atualmente em andamento perto do Estreito de Ormuz.
As forças dos EUA vêm bombardeando a área do Estreito de Ormuz e a costa sul iraniana há cinco dias. Trump reuniu assessores-chave na Sala de Situação da Casa Branca, onde teriam sido discutidas novas operações de ataque mirando objetivos estratégicos.
FAQ
O que a Oxford Economics revisou na previsão para os EUA e o Irã?
A Oxford Economics retirou sua previsão anterior de dissipação gradual de riscos geopolíticos entre os Estados Unidos e o Irã. A instituição afirmou no dia 15 (horário local) que medidas temporárias de redução de tensão se tornaram rapidamente ineficazes e que divergências críticas sobre o Estreito de Ormuz permanecem sem solução, levando a uma perspectiva revisada de recuperação irregular, com interrupções recorrentes.
Como a Oxford Economics prevê que os preços do petróleo vão se comportar?
A Oxford Economics previu que os preços do petróleo manterão alta volatilidade, em vez de cair de forma constante. A instituição previu que escaladas intermitentes de conflito poderiam empurrar o preço médio do Brent acima de US$ 80 por barril nos próximos vários trimestres, saindo de sua suposição anterior de normalização gradual.
Quais ações militares os Estados Unidos estão realizando perto do Estreito de Ormuz?
As forças dos EUA vêm bombardeando a área do Estreito de Ormuz e a costa sul iraniana há cinco dias. O presidente Donald Trump está revisando planos para expandir significativamente o escopo das operações militares atualmente em andamento perto do Estreito de Ormuz, segundo a mídia norte-americana Axios, com novas operações de ataque mirando objetivos estratégicos que teriam sido discutidas na Sala de Situação da Casa Branca.