Paradigm e o Hyperliquid Policy Center protocolaram nesta semana uma carta de comentários conjunta junto ao Departamento do Tesouro dos EUA, pedindo que os reguladores revisem uma regra proposta de combate à lavagem de dinheiro para emissores de stablecoins. Os grupos argumentam que a regra pode responsabilizar injustamente os emissores por transações em blockchains públicas que eles não conseguem monitorar de forma eficaz. A regra foi proposta em conjunto em abril pela Financial Crimes Enforcement Network (FinCEN) e pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC) para implementar partes da Lei GENIUS, sancionada em julho de 2025, que trata emissores permitidos de stablecoins de pagamento como instituições financeiras sob a Bank Secrecy Act e os submete a obrigações de conformidade com AML e sanções.
Os dois grupos disseram apoiar amplamente a proposta e a decisão da FinCEN de ajustar a maior parte das obrigações dos emissores ao mercado primário, o ponto em que os emissores cunham e resgatam tokens e conhecem seus clientes diretamente. A objeção deles se concentra no mercado secundário, onde as stablecoins circulam livremente por protocolos descentralizados após a emissão. Na visão deles, o texto poderia tratar interações de smart contracts em finanças descentralizadas como se um emissor estivesse prestando um serviço em cada etapa de uma transação. Essa abordagem exporia emissores a responsabilidade por transferências que eles não controlam, não conseguem ver com clareza e não podem parar de forma realista em blockchains sem permissão.
Para preencher a lacuna, Paradigm e Hyperliquid Policy Center recomendaram que a OFAC restringisse seu tratamento de interações com smart contracts e que os reguladores apertem a definição de "payment stablecoin-related activity." Eles também pediram que as obrigações de Suspicious Activity Report permaneçam limitadas ao mercado primário.
O que Paradigm e Hyperliquid Policy Center pediram aos reguladores dos EUA?
Paradigm e Hyperliquid Policy Center protocolaram nesta semana uma carta de comentários conjunta junto ao Departamento do Tesouro dos EUA, pedindo que a FinCEN e a OFAC revisem uma regra proposta de combate à lavagem de dinheiro para emissores de stablecoins. Os grupos querem que os reguladores reduzam as obrigações no mercado secundário para evitar responsabilizar os emissores por transações em blockchains públicas que eles não conseguem monitorar de forma eficaz.
Quais mudanças específicas os grupos recomendaram para a regra de AML de stablecoins proposta?
Os grupos recomendaram três mudanças: a OFAC deve restringir seu tratamento de interações com smart contracts, os reguladores devem apertar a definição de "payment stablecoin-related activity" e as obrigações de Suspicious Activity Report devem permanecer limitadas ao mercado primário, onde os emissores cunham e resgatam tokens diretamente com clientes conhecidos.
Por que Paradigm e Hyperliquid Policy Center apoiam obrigações do mercado primário, mas se opõem a exigências do mercado secundário?
Os grupos apoiam obrigações do mercado primário porque é nesse ponto que os emissores cunham e resgatam tokens e conhecem seus clientes diretamente. Eles se opõem a exigências do mercado secundário porque as stablecoins circulam livremente por protocolos descentralizados após a emissão, e o rascunho da regra poderia expor emissores a responsabilidade por transferências que eles não controlam, não conseguem ver com clareza e não podem parar de forma realista em blockchains sem permissão.
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