De acordo com a Seoul Economics, a força de trabalho de analistas na Coreia do Sul caiu para cerca de 1.000, ante 1.575 em 2010, com os relatórios “sem classificação” (N/R) disparando para 13,3% no primeiro semestre de 2026, frente a 5,7% em 2022. A queda reflete pressões simultâneas: cortes de pessoal e aumento da carga de trabalho por analista para mais de 20 relatórios por ano, somados a fatores estruturais, como remuneração baixa em comparação com funções no varejo e em bancos de investimento, além da ausência de proteções institucionais contra a pressão de empresas e de investidores de varejo sobre avaliações negativas.
Paralelamente às mudanças no mercado de trabalho, o cenário dos fundos de aposentadoria na Coreia do Sul passou por uma transformação estrutural no 1º semestre de 2026: as contas de contribuição definida (DC) e os planos individuais de aposentadoria (IRP) dispararam em quase 62 trilhões de won, enquanto os planos de benefício definido (DB) recuaram 4,7 trilhões de won — um primeiro recuo em períodos de seis meses — reduzindo a participação do DB para 40,5% ante 46,1%. Analistas apontaram que os modestos retornos anuais de 2% do DB contrastam com a capacidade dos modelos DC/IRP de alocar até 70% em ações, impulsionando mudanças de preferência entre os novos trabalhadores.