S&P Dow Jones e Pantera Lançam Índice de Ativos Digitais Liderado por ETH, BNB e SOL

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A S&P Dow Jones Indices e a Pantera Capital lançaram, em 20 de julho, o S&P Pantera Digital Asset Index, um benchmark criado para ajudar investidores institucionais a alocarem capital em criptomoedas com base em fundamentos econômicos mensuráveis, e não em momento de preço ou capitalização de mercado. O índice contém 18 ativos digitais selecionados por uma metodologia baseada em regras que faz triagem de receita de protocolo, liquidez e tamanho de mercado, com Ether (ETH), BNB e Solana (SOL) como as três maiores holdings, seguidos por TRON (TRX) e Hyperliquid (HYPE). O lançamento representa um dos mais fortes endossos a uma abordagem orientada por fundamentos para investimentos em cripto por parte de um grande provedor tradicional de índices financeiros: a Pantera Capital aporta expertise em criptoativos, enquanto a S&P fornece governança do índice, metodologia e estrutura de cálculo.

S&P Pantera Index aplica metodologia de seleção baseada em receita

Diferentemente de índices convencionais de cripto, que em geral classificam os ativos principalmente por capitalização de mercado, o S&P Pantera Digital Asset Index começa com constituintes do amplo S&P Cryptocurrency Broad Digital Asset Index antes de aplicar filtros adicionais de elegibilidade. Novos ativos precisam manter uma capitalização de mercado superior a US$ 500 milhões e atender a requisitos mínimos de liquidez. Em seguida, os protocolos elegíveis são ranqueados de acordo com a receita gerada durante os dois trimestres anteriores, usando dados fornecidos pela plataforma de análise blockchain Artemis.

Os ativos são adicionados até que, coletivamente, respondam por 99% da receita de protocolo do universo elegível. Os pesos finais da carteira são determinados usando capitalização de mercado ajustada, com o maior constituinte limitado a 35% e todos os demais a 20% durante rebalanceamentos periódicos. A metodologia altera significativamente a composição da carteira em comparação com índices tradicionais baseados em capitalização. Embora o Ethereum permaneça entre as maiores alocações devido à sua ampla economia on-chain, o índice exclui o Bitcoin apesar de seu status como a maior criptomoeda do mundo em valor de mercado. Segundo a S&P, o Bitcoin atualmente não atende aos critérios do benchmark com foco em receita, porque a rede não gera receita de protocolo da mesma forma que muitos protocolos de contratos inteligentes.

Investidores institucionais exigem benchmarks de cripto mais inteligentes

O lançamento reflete uma mudança mais ampla no investimento institucional em criptoativos, já que gestores de portfólio buscam cada vez mais ir além de uma exposição simples ponderada por capitalização de mercado. No último ano, exchanges e instituições financeiras introduziram benchmarks de cripto cada vez mais sofisticados, cobrindo setores como finanças descentralizadas, staking, ativos tokenizados e cestas diversificadas de criptoativos. Os investidores estão exigindo índices que reflitam melhor a economia subjacente das redes blockchain, e não apenas o desempenho especulativo do mercado.

Ao enfatizar a receita de protocolo e a atividade econômica mensurável, o S&P Pantera Digital Asset Index tenta aplicar princípios de valuation mais comumente associados ao investimento em ações tradicional. A abordagem favorece ecossistemas blockchain que geram taxas sustentáveis e uso recorrente da rede, em vez de recompensar ativos simplesmente porque os preços dos tokens estão subindo. De acordo com as empresas, o benchmark foi pensado para servir tanto como medida de desempenho para carteiras institucionais quanto como possível base para futuros produtos de investimento.

Índice pode servir como base para futuros produtos de investimento

No futuro, o índice pode servir como base para produtos institucionais de investimento, fundos passivos ou carteiras estruturadas que acompanhem redes blockchain que geram receita. Embora sua metodologia continue evoluindo junto com a indústria de criptoativos, a parceria entre a S&P Dow Jones Indices e a Pantera indica que o investimento institucional em cripto está entrando em uma nova fase na qual fundamentos estão se tornando tão importantes quanto a capitalização de mercado. Para investidores profissionais navegando em um cenário de criptoativos cada vez mais complexo, o benchmark oferece uma estrutura alternativa que prioriza utilidade econômica e desempenho da rede em vez de especulação.

FAQ

O que a S&P Dow Jones Indices e a Pantera Capital lançaram em 20 de julho?

A S&P Dow Jones Indices e a Pantera Capital lançaram o S&P Pantera Digital Asset Index em 20 de julho, um benchmark com 18 ativos digitais selecionados por uma metodologia baseada em regras que faz triagem de receita de protocolo, liquidez e tamanho de mercado. As três maiores holdings são Ether (ETH), BNB e Solana (SOL), seguidas por TRON (TRX) e Hyperliquid (HYPE).

Por que o S&P Pantera Digital Asset Index exclui o Bitcoin?

Segundo a S&P, o Bitcoin atualmente não atende aos critérios do benchmark com foco em receita, porque a rede não gera receita de protocolo da mesma forma que muitos protocolos de contratos inteligentes. O índice ranqueia os protocolos elegíveis de acordo com a receita gerada durante os dois trimestres anteriores, usando dados fornecidos pela plataforma de análise blockchain Artemis, e o Bitcoin não se qualifica com essa metodologia.

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