Trace Finance arrecada $32M Série A liderada pela CoinFund para expansão na América Latina e na região Ásia-Pacífico (APAC)

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Trace Finance, empresa de infraestrutura de pagamentos com stablecoin, levantou US$ 32 milhões em uma rodada de financiamento Série A que foi encerrada em dezembro, informou a empresa na quarta-feira. A rodada foi liderada pela CoinFund, com participação da Coinbase Ventures, Haun Ventures, Jump Capital, Paxos, Chainlink Labs, HOF Capital e outras, além de investidores-anjo, incluindo Sean Neville, cofundador da Circle, e Anatoly Yakovenko, cofundador da Solana Labs. O aporte vai apoiar a expansão da Trace Finance pela América Latina e pela região Ásia-Pacífico. A captação ocorre em meio ao aumento da atividade de investimento em infraestrutura de stablecoin após a aprovação da legislação de stablecoins dos EUA, o GENIUS Act, em julho do ano passado, e à crescente adoção institucional de sistemas de pagamentos com stablecoin.

CoinFund lidera rodada Série A de US$ 32 milhões para a Trace Finance

A Trace Finance, com sede no Brasil, começou a levantar recursos para a rodada de equity no fim do verão passado e a encerrou em dezembro. O cofundador e CEO Bernardo Brites disse ao The Block. Brites afirmou que a avaliação da Trace cresceu cerca de 10x desde sua avaliação na rodada seed de 2022, quando levantou US$ 4,3 milhões, embora tenha se recusado a divulgar um valor específico. Como parte do acordo, a CoinFund Partner Einar Braathen assumiu uma cadeira no conselho da Trace Finance, disse Brites. Os investidores-anjo da rodada também incluíram Bam Azizi, cofundador e CEO da Mesh, e Ricardo Villela Marino, parceiro e vice-presidente do Itaú Unibanco (o maior banco da América Latina).

Atividade de acordos em infraestrutura de stablecoin acelera

A atividade de investimentos em torno da infraestrutura de stablecoin continua crescendo, especialmente após a aprovação da legislação de stablecoins dos EUA, o GENIUS Act, em julho do ano passado, e no contexto de maior adoção institucional. A atividade de deals também aumentou. A Stripe adquiriu a plataforma de infraestrutura de stablecoin Bridge por cerca de US$ 1,1 bilhão no ano passado, enquanto a Mastercard concordou em adquirir a fornecedora de infraestrutura de stablecoin BVNK por até US$ 1,8 bilhão, sujeito a aprovações. Os acordos destacam a demanda crescente por infraestrutura que conecta stablecoins com bancos tradicionais e sistemas de pagamento.

Trace Finance opera sob licenças nos EUA e no Brasil

Brites disse que a Trace Finance oferece infraestrutura regulada, com a empresa operando sob licenças nos EUA e no Brasil, além de atuar por meio de bancos parceiros no México, Colômbia, Europa e Ásia. “Vamos buscar licenças adicionais em Singapura, nos EUA e na APAC como parte da nossa estratégia daqui para frente”, disse Brites. Ele acrescentou que a empresa planeja expandir as operações no México, Colômbia e Argentina antes de entrar em Singapura, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático. Conectar os EUA e o Brasil foi o mercado inicial da empresa, onde ela construiu uma infraestrutura que combina as esteiras bancárias locais, câmbio, conformidade e liquidação com stablecoin. O Brasil classificou recentemente fluxos de pagamentos de ativos virtuais transfronteiriços como operações de câmbio, o que, segundo a Trace Finance, vai direcionar a atividade institucional para provedores de infraestrutura bancária regulada. “Stablecoins sozinhas não resolvem pagamentos transfronteiriços. Stablecoins + infraestrutura bancária local regulada, sim”, disse Brites. “Construímos a Trace fazendo a ponte entre os EUA e o Brasil e agora estamos estendendo essa infraestrutura pela LatAm e outros mercados emergentes.”

Trace Finance processou US$ 10 bilhões em volume transfronteiriço

Fundada em 2021, a Trace disse que já processou mais de US$ 10 bilhões em volume institucional transfronteiriço até o momento e é o principal provedor de infraestrutura para os quatro principais provedores globais de pagamentos que operam na América Latina, incluindo dLocal. Brites se recusou a identificar os outros três parceiros devido a acordos contratuais. A Trace também tem novos produtos de liquidação em desenvolvimento, embora Brites não tenha fornecido mais detalhes. A empresa também aumentou o quadro de funcionários de 25 empregados no início do ano para 48 atualmente, disse Brites.

FAQ

O que a Trace Finance anunciou na quarta-feira?
A Trace Finance anunciou que levantou US$ 32 milhões em uma rodada de financiamento Série A liderada pela CoinFund, com participação da Coinbase Ventures, Haun Ventures, Jump Capital, Paxos, Chainlink Labs, HOF Capital e investidores-anjo, incluindo Sean Neville, cofundador da Circle, e Anatoly Yakovenko, cofundador da Solana Labs. A rodada foi encerrada em dezembro depois que a empresa começou a captar no fim do verão passado.

Por que a Trace Finance está expandindo para América Latina e Ásia-Pacífico?
O cofundador e CEO Bernardo Brites disse que a empresa planeja expandir as operações no México, Colômbia e Argentina antes de entrar em Singapura, Hong Kong, Japão, Coreia do Sul e Sudeste Asiático. A Trace Finance opera sob licenças nos EUA e no Brasil e por meio de bancos parceiros no México, Colômbia, Europa e Ásia, se posicionando para atender à crescente demanda institucional por infraestrutura de pagamentos com stablecoin regulada em mercados emergentes.

Quanto volume institucional a Trace Finance processou?
A Trace Finance disse que processou mais de US$ 10 bilhões em volume institucional transfronteiriço até o momento desde sua fundação em 2021. A empresa é o principal provedor de infraestrutura para os quatro principais provedores globais de pagamentos que operam na América Latina, incluindo dLocal, embora o cofundador Bernardo Brites tenha se recusado a identificar os outros três parceiros devido a acordos contratuais.

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