Mensagem do Gate News, 18 de abril — O Departamento do Tesouro dos EUA renovou em 17 de abril uma isenção de sanções que permite a compra de carregamentos de petróleo russo já carregados em navios, estendendo o alívio até 16 de maio sob a Licença Geral 134B. A medida marcou uma reversão em relação à declaração do secretário do Tesouro, Scott Bessent, em 15 de abril, de que Washington não renovaria as licenças, citando que o alívio anterior já havia reduzido a pressão sobre a oferta. A licença renovada autoriza transações envolvendo petróleo bruto russo e produtos petrolíferos carregados em ou antes de 17 de abril, mas exclui Irã, Cuba, Coreia do Norte, regiões ucranianas cobertas e a Crimeia.
Os preços do petróleo Brent caíram acentuadamente na sexta-feira após o anúncio do Irã de que navios comerciais poderiam transitar o Estreito de Ormuz durante o período de cessar-fogo. Os futuros do Brent fecharam em baixa de US$ 9,01, ou 9,07%, a US$ 90,38 por barril, depois de terem caído para US$ 86,09, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) dos EUA caiu US$ 10,48, ou 11,45%, para US$ 83,85. Ambos os benchmarks registraram suas maiores quedas diárias desde 8 de abril, à medida que os mercados desfizeram prêmios de risco ligados a possíveis interrupções de oferta no Golfo.
A mudança de política gerou críticas de autoridades europeias e aliadas. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que este não era o momento de afrouxar as sanções contra a Rússia. O enviado do presidente russo Vladimir Putin, Kirill Dmitriev, alegou que a extensão afetaria mais 100 milhões de barris, elevando a cobertura total sob ambas as isenções para 200 milhões de barris. A decisão refletiu a pressão de compradores asiáticos para manter a disponibilidade de oferta de petróleo em meio a tensões geopolíticas.