O Representante Comercial dos EUA, Jamieson Greer, anunciou no horário local que as medidas da Seção 301 relacionadas a trabalho forçado devem ocorrer “em breve”. Em entrevista à CNBC, Greer abordou perguntas sobre tarifas adicionais ao citar a investigação em andamento da Seção 301 sobre práticas de trabalho forçado. A declaração surge enquanto a tarifa global atual de 10%, implementada durante o período da investigação, se aproxima do vencimento em 24. A administração Trump precisa impor tarifas substitutas antes do prazo, após a decisão do Supremo Tribunal dos EUA em fevereiro, que declarou tarifas recíprocas ilegais. A USTR vem investigando países sob a autoridade da Seção 301 desde março com base em dois motivos: superprodução e trabalho forçado.
USTR Anuncia Medidas da Seção 301 para Trabalho Forçado na Iminência
Quando perguntado sobre tarifas adicionais na entrevista à CNBC, Greer esclareceu que se referia à investigação da Seção 301 relacionada a trabalho forçado. Ele afirmou que a administração espera que medidas relacionadas sejam anunciadas em breve, mas se recusou a fornecer um cronograma específico. Greer explicou que o USTR tem a responsabilidade de informar o Congresso e outras partes interessadas antes de divulgar publicamente tais medidas. Ele ressaltou a declaração reiterando que as ações relacionadas devem ocorrer em breve.
O Escritório do Representante Comercial dos EUA iniciou a investigação da Seção 301 em março, examinando países em duas categorias: superprodução e trabalho forçado. A investigação serve como medida de acompanhamento depois que o Supremo Tribunal dos EUA decidiu, em fevereiro, que tarifas recíprocas eram ilegais. A tarifa global de 10% implementada durante o período da investigação está prevista para expirar em 24, exigindo que a administração Trump imponha tarifas substitutas antes do prazo.
Investigação Mira 60 Países que Correspondem a 99% do Comércio dos EUA
Quando perguntado sobre a confirmação de relatos de que as medidas seriam muito mais abrangentes do que mirar apenas alguns países, Greer disse que a ação mirará 60 países e cobre aproximadamente 99% do total do comércio dos EUA. Ele descreveu esse alcance como uma demonstração da escala do problema que a administração enfrenta.
Greer explicou que os Estados Unidos mantêm há muito tempo leis que proíbem a importação de bens produzidos total ou parcialmente por meio de trabalho forçado e que essas regulamentações foram rigorosamente aplicadas. Ele observou que o direcionamento amplo a 60 países reflete a existência generalizada de problemas de trabalho forçado no mundo.
Greer Critica Fiscalização Internacional de Trabalho Forçado
Greer criticou outros países pela fiscalização inadequada do trabalho forçado, afirmando que a maioria das nações não tem tais leis e que, onde há leis, elas não são aplicadas corretamente. Ele abordou especificamente a legislação de trabalho forçado da União Europeia, afirmando que, embora a UE afirme ter leis relacionadas a trabalho forçado, essas leis só entrarão em vigor daqui a um ano e meio, mesmo que a alegação seja verdadeira.
O representante da USTR enfatizou que, de acordo com as disposições da própria legislação da UE, a lei não está em vigor no momento. Greer reiterou que o direcionamento a 60 países nas próximas medidas reflete a prevalência extensa e global dos problemas de trabalho forçado.
FAQ
O que o Representante Comercial dos EUA, Greer, anunciou sobre as medidas da Seção 301?
Greer anunciou no horário local, durante uma entrevista à CNBC, que as medidas da Seção 301 relacionadas a trabalho forçado devem ocorrer em breve. Ele se recusou a fornecer um cronograma específico, mas confirmou que a administração espera ações no curto prazo.
Quantos países as medidas da Seção 301 para trabalho forçado vão mirar?
As medidas vão mirar 60 países e cobrir aproximadamente 99% do total do comércio dos EUA, segundo a declaração de Greer durante a entrevista.
Por que a USTR vai implementar novas medidas de tarifa antes do dia 24?
A tarifa global atual de 10% expira em 24. Após a decisão do Supremo Tribunal dos EUA de fevereiro, que declarou ilegais as tarifas recíprocas, a administração Trump precisa impor tarifas substitutas antes do prazo de expiração. A USTR vem conduzindo investigações da Seção 301 sobre trabalho forçado e superprodução desde março como base legal para as medidas substitutas.