Os analistas começaram a reforçar os rumores sobre a criação de uma moeda “UNIT” lastreada em ouro pelo bloco dos BRICS para facilitar o comércio e outras transações financeiras entre os seus membros. O conceituado empresário norte-americano Robert Kiyosaki destacou as graves implicações desta moeda dos BRICS para o dólar, incentivando os investidores a diversificarem os seus investimentos em ativos como Bitcoin e ouro em vez do dólar.
Embora ainda não exista qualquer anúncio oficial por parte do bloco dos BRICS relativamente à criação de uma moeda UNIT lastreada em ouro e nas moedas locais dos países membros, as especulações começaram a ganhar força na sexta-feira relativamente a esta moeda revolucionária.
Kiyosaki afirmou que o “dinheiro lastreado em ouro” será o fim do dólar americano. Destacou a necessidade de os investidores se manterem informados sobre as últimas tendências monetárias para poderem tirar o máximo partido de um panorama em constante mudança.
Como sempre defendeu, quem poupa em dólares norte-americanos estará a preparar-se para perdas devido à hiperinflação. Em vez disso, o autor de Pai Rico, Pai Pobre aconselha os investidores a possuir ouro, prata, Bitcoin e Ether para garantir o seu futuro financeiro.
Na cimeira dos BRICS na África do Sul em 2023, os países membros concordaram em explorar a possibilidade de terem uma moeda partilhada. Tal moeda facilitaria o comércio internacional eficiente sem sanções e restrições, especialmente por parte dos EUA, e reduziria os custos de transação.
A Rússia tem liderado o impulso para uma moeda comum, fortemente apoiada pela China e pelo Brasil. O movimento para pôr fim à hegemonia dos EUA levou a soluções como a BRICS Bridge, através da qual os bancos centrais permitem transações transfronteiriças utilizando as suas próprias Moedas Digitais de Banco Central, facilitadas por um “sistema interbancário transfronteiriço” automatizado.
De forma semelhante, na cimeira dos BRICS de 2024 na Rússia, os BRICS apresentaram uma nota bancária com as bandeiras dos seus países membros — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul —, suscitando interesse global pelos possíveis resultados deste jogo de poder financeiro entre o bloco e os EUA. O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que a apresentação desta moeda não pretendia desvalorizar o dólar americano, mas sim demonstrar a prontidão do bloco para explorar outras opções, caso o dólar americano continue a ser restringido.
A moeda UNIT insere-se também entre as iniciativas que estão a ser consideradas na “guerra fria” dos BRICS contra a hegemonia do dólar. Fontes fidedignas sugerem que a UNIT é apenas uma proposta ao bloco e não uma iniciativa oficial dos BRICS.
A UNIT, concebida pelo International Reserve and Investment Asset System (IRIAS), não é emitida por nenhum país em particular, mas serviria os interesses legítimos dos Estados membros. Cada moeda seria suportada por uma reserva composta por 40% de ouro e 60% de moedas fiduciárias dos membros.
Funciona num sistema descentralizado que permite aos nós cunhar tokens mediante o depósito dos ativos necessários. A UNIT é desenhada para acabar com a dependência excessiva de uma única moeda de reserva como o dólar e promover a interdependência financeira, facilitando o comércio transfronteiriço.
Apesar de ser uma das opções possíveis na agenda de moeda comum dos BRICS, o bloco ainda não emitiu qualquer declaração oficial sobre planos para explorar a moeda UNIT.